Sindicatos Rurais unem forças para defender produtores

Andrea Lieko Samesima/Assessoria de Imprensa


Os Sindicatos Rurais de Assis, de Cândido Mota e de Maracaí decidiram unir forças para defender melhor os interesses dos produtores rurais e passam a contar com um departamento jurídico unificado. Essa iniciativa é uma conseqüência da atuação conjunta dos três sindicatos na representatividade de classe na região e vai solidificar o caminho para reivindicar os interesses do setor rural pela via judicial. Aliás, as três entidades já vêm realizando várias ações em conjunto para reivindicar interesses de produtores da região.
Segundo João Antonio Ferreira da Motta, presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota, essa é uma forma de dar prosseguimento ao trabalho que os sindicatos fazem há longo tempo para mobilizar o setor em torno dos interesses da categoria. “Esse esforço para convencer os produtores rurais sobre a importância de sua participação e seu engajamento é um trabalho que exige constância e persistência. Há muito que lutamos pelos interesses dos produtores e sentimos na pele as dificuldades tanto de quem lida cotidianamente na terra, como de quem reivindica mais atenção por parte das autoridades para os problemas do campo”, confessa.
Apesar das dificuldades, Motta sente que a atuação do setor vem ganhando respeito junto às autoridades ao constatarem que ao apontar os problemas, as entidades não fazem denúncia vazia, mas sim uma clara e objetiva demonstração de realidade e que a única saída é uma política agrícola que assegure a produção e a renda do produtor de forma sustentada.
Além das questões jurídicas, outro assunto que ocupa espaço na pauta dos Sindicatos Rurais é a renegociação das dívidas com os bancos. A pressão em torno do Banco do Brasil surtiu efeito ao constatar que a instituição aceitou o decreto municipal de emergência para aplicar a resolução do Bacen e beneficiar os produtores da região. Os sindicatos rurais também reivindicaram ao banco Nossa Caixa a mesma atitude do Banco do Brasil. “Já conversamos com o gerente da agência local da Nossa Caixa, formalizamos o nosso pedido, além disso, pedimos a interferência da Faesp junto ao governo e estamos aguardando uma posição favorável. Mas estamos há tanto tempo envolvidos nesse embate que todos que nos conhecem sabem que as soluções não caem do céu e os problemas não se resolvem num passe de mágica. O que queremos é juntar forças para pressionar melhor o governo por medidas realmente eficazes”, salienta Motta.
O sindicalista reconhece que este caminho não é o mais fácil, mas é o que no final das contas trará mais benefício coletivo. “Queremos partilhar com os produtores o resultado de nossas lutas, para que eles também possam apreciar o valor do trabalho sério, isento de interesses que não sejam os de classe e sem maquiagem, ao contrário do que o governo costuma propor aos produtores”.
Os Sindicatos Rurais de Assis, de Cândido Mota e de Maracaí colocam-se à disposição dos produtores para esclarecer dúvidas e dar mais orientações necessárias no campo jurídico.