Banco do Brasil reconhece estado de emergência e prorroga
dívidas rurais
Andrea Lieko Samesima
Boa notícia para os produtores rurais do Vale. Em visita ao Sindicato Rural de
Cândido Mota, o gerente da agência local do Banco do Brasil, Rubens ..., mais o
responsável pela carteira agrícola, Daniel ...., comunicaram ao presidente João
Antonio Ferreira da Motta que o Banco do Brasil reconhece como válidos os
decretos de estado de emergência dos municípios paulistas e vai acatar a
Resolução 3.730, do BACEN para prorrogar as parcelas de dívidas rurais.
Os débitos de custeio referentes à safra 2008/09 serão parcelados em três anos,
com vencimento em 2010, 2011 e 2012. Com relação aos custeios e investimentos
prorrogados das safras de 2004, 2005 e 2006 que têm parcelas vencendo este ano,
ficam prorrogados para um ano após a última parcela do contrato, desde que o
mutuário pague 10% da parcela.
A notícia foi recebida com entusiasmo por Motta, principalmente porque o próprio
governo do estado não homologou os decretos municipais, impedindo dessa forma
que os produtores fossem beneficiados. “Esta decisão do Banco do Brasil é muito
bem vinda e reafirma a postura que defendemos sobre quem deve ser responsável
pelo financiamento agrícola. Sempre defendemos que a responsabilidade por
políticas agrícolas é do governo e não do setor privado”, justifica Motta.
O sindicalista espera ainda que essa iniciativa do Banco do Brasil seja seguida
pelos bancos privados e as cooperativas de crédito rural para que tenham a
sensibilidade necessária para tratar do assunto. “O que temos visto,
infelizmente, é o descumprimento da resolução do Bacen e produtores perdendo
máquinas, implementos, e até mesmo sua terra para quitar suas dívidas”.
Outra questão levantada pelo presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota diz
respeito ao novo decreto municipal referente à geada que afetou a safra de
inverno. “O prefeito municipal já decretou estado de emergência em relação à
geada. Nós do Sindicato Rural mais a Secretaria Municipal da Agricultura estamos
trabalhando pela homologação estadual. Apesar disso, recomendamos ao produtor
que antes de colher, faça um laudo agronômico com a estimativa de perda de
produção. Isto pode ajudá-lo a renegociar suas dívidas”.
O Sindicato Rural de Cândido Mota coloca-se à disposição dos produtores para
mais orientações sobre como pedir a renegociação no banco e recomenda cautela e
atenção aos prazos. “Em caso de dúvidas, o produtor deve procurar sempre o seu
sindicato que é o defensor de sua classe e de seus direitos”, aconselha Motta.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo telefone
(18) 3341 1342, ou dirigir-se à sede do Sindicato Rural de Cândido Mota, na rua
Antonio da Silva Vieira, nº 562.