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Antigamente, era comum as famílias levarem seus filhos em estúdios fotográficos para eternizar momentos marcantes em suas vidas. O batizado, a primeira comunhão, o primeiro aniversário ou simplesmente gravar as imagem em "papel linho" dos pequenos sentados em cadeiras em estilo clássico ou montados naqueles cavalinhos de madeira que hoje não existem mais. As famosas fotos de "meio corpo", ou "busto" eram as mais solicitadas para serem enviadas aos parentes ou aquele amor distante. A mais tradicional de todas era a foto de casamento. Os noivos ficavam parados por horas enquanto o fotógrafo e seu auxiliar arrumavam o terno, o vestido, o melhor fundo, a melhor posição dos refletores e ... "clique"! A maquina fotográfica era daquelas enormes, com fole e lente grande e pesada. A chapa, ou negativo, era do mesmo tamanho da foto, 18x24, e tão logo era revelada recebia uma camada de essência de terebintina para aplicar o famoso "retoque". Este trabalho demorava horas, as vezes dias em frente ao "retocador". Todos os detalhes daquela imagem eram meticulosamente corrigidos transformando aquelas fotos numa obra de arte. Daí a frase "arte fotográfica". Em quase todas as residências das tradicionais famílias assisenses existe uma foto onde foi aplicada esta técnica assinada pelo Foto Monteiro. Com quase 90 anos de idade, Mario Monteiro, um artista, fala com saudade e melancolia daqueles tempos. Mesmo assim, ele não parou no tempo e nos presenteia com alguns de seus trabalhos reproduzidos com sua maquina digital.
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