DONA PIMPA 100  ANOS

"Uma mulher que teve na sua época muita expressão política, artística, cultural, e que propagou inúmeros trabalhos sociais para a comunidade assisense".

O pai de Pimpa Manoel Lopes de Campos foi proprietário do primeiro hotel cidade de Assis, conhecido como Hotel Lopes. Ele era casado com a senhora Angelina Lopes de campos, vieram da região do Porto de Tibiriçá no início do século XX. O casal tinha três filhos; Laurindo Lopes de Campos, Dolorinda Lopes de campos e Maria Lopes de Campos que nascera no dia 09 de setembro de 1909, em Campos Novos Paulista local onde recebeu o apelido carinhoso de Pimpa.
Foram as crianças indígenas que brincavam ao redor da casa da família com a mirradinha Maria Lopes que colocaram o apelido de Pimpa, que significa pequenina. E a partir daí permaneceu por décadas o tal apelido sendo que se alguém perguntasse a respeito de Maria Lopes? Imediatamente responderiam “não conhecemos essa pessoa”. Mas, caso perguntassem sobre Pimpa, logo a identificariam.
Um dos motivos que levou a família Lopes migrar para a região de Assis se deu com a ocupação de terras e também com a chegada da Instalação da Ferrovia que começava a se despontar na cidade, e o hotel dos pais de Pimpa funcionava no mesmo espaço onde atualmente encontra-se o Espaço Cultural Dona Pimpa. Não se sabe da permanência do hotel neste local, segundo registros o hotel foi transferido para outro local, onde atualmente funciona o Hotel Santa Rosa.
Portanto, a origem do Centro Cultural Dona Pimpa começou com a implantação do Hotel Lopes, mais tarde funcionou o Primeiro Grupo Escolar João Mendes Junior, em meados dos anos 50, quando o mesmo local deixou de ser instituição educacional para abrigar o Fórum da cidade. E, por por volta dos anos 80 o prefeito José Santilli Sobrinho, presta homenagem em vida para a Dona Pimpa batizando-o com o nome Centro Cultural Dona Pimpa. Na época a homenageada contava com 80 anos, depois da tal reverência viveu apenas mais cinco anos.
Recordar o trabalho de Pimpa desenvolvido durante décadas no universo artístico assisense requer pontuar as diversas formas de arte e cidadania desempenhada numa época sejam elas; na participação Voluntária na Revolução de 1932, episódio-épico-bandeirante, assistente social-asilo creches, foi educadora como professora e orientadora de gerações através da divina arte da música, maestrina de bandas, corais e canto orfeônico, música, acordeonista e violinista, marcava presença obrigatória nos diferentes espetáculos aqui realizados e encenados, personagem de peças de teatro, shows e espetáculos, fundadora e diretora do Conservatório Musical Santa Cecília, teve ex- alunos brilhando em pleno teatro Municipal. Pimpa fazia de sua vida uma eterna arte.
Marcava presença na Radio Difusora de Assis “Noites Brasileiras”, declamando versos, poesias, na música apresentação de piano e violino. Ela sempre lutou e acreditou na cultura Assisense, até ao final de sua vida.

Carteira Profissional de Músico: São Paulo 16/02/1962
Diplomas:
Faculdade Paulista de Música – Licenciada em Educação Artística – São Paulo, 04 de Janeiro de 1977; Ordem dos Músicos do Brasil – Pianista-Violinista – Rio de Janeiro, 04 de Janeiro de 1963; Canto (erudito-popular) – São Paulo, 13 de Dezembro de 1946; Professora de Educação Artística e Musical.

Ela junto com Padre Enzo fundou o Conservatório Musical Santa Cecília e formou a Banda.
Na tarde de 24 de agosto de 1994 após uma longevidade de 85 anos veio a falecer.

Fonte: FAC - Fundação Assisense de Cultura