VIA-SACRA DOS INOCENTES

Por Marcio Alexandre da Silva

Frequentemente recebemos muitas coisas esdrúxulas por e-mail. Às vezes as pessoas nem percebem que estão fazendo apologia ao mal. Quase sempre quando recebemos imagens chocantes passamos adiante. Mas, quando recebemos sobre a importância da fé, paz e da ética. Temos medo de repassar para não parecermos piegas ou retrogradas. Por quê?
Dentre as muitas mensagens boas que recebo de meus amigos e amigas pela minha caixa de entrada do e-mail. Destaco a recebida por padre Arnaldo José Gomes Teixeira, da paróquia de São Nicolau, Assis – SP. Onde ele escreveu: “Estamos começando hoje o mês Missionário e dia de Santa Terezinha do Menino Jesus (01 de outubro). Iniciamos também a semana Nacional da Vida de 01 a 07 de Outubro e no dia 08 o dia do Nascituro. Que possamos reforçar nesta semana a defesa pela vida que diante de tantas injustiças está cada vez mais ameaçada. Que o Deus da vida inspire em cada um de nós ações em defesa da vida sobre tudo dos indefesos.” Além dessa belíssima mensagem transcrita anteriormente ele me enviou em anexo slides que retrata a Via-Sacra dos Inocentes. Um belíssimo texto de Richard Taiwan, que transcrevi para o Word e apresento abaixo:
(Via-Sacra dos Inocentes) – Primeira reflexão. Condenação; eu fui condenado à morte antes de ter nascido. A mim ninguém deu amor, pois a mim ninguém que. Segunda: Jesus com a cruz; carregaram-me com a maldição de ser indesejado. Todos me amaldiçoam, terei de ser “eliminado”. Terceira: primeira queda; eu sou um pecado, “uma queda”. “ninguém pode ser obrigado a carregar o erro de uma gravidez não desejada!”. Quarta: encontro com a mãe; quão doloroso, senhor, foi o teu encontro! Eu... eu não tenho mãe que me encontre e chore! Eu estou encarcerado no ventre de uma mulher que manda me matar! Quinta: o sereno; alguém te ajudou a levar a cruz. a mim... a mim ninguém ajuda! O médico dará à mamãe um narcótico para que ela não sofra quando eu sofrer a morte! Sexta: verônica; oh! Quem me dera uma verônica que me consolasse na minha condenação! Ninguém sabe da minha situação! A “lei” cala os próprios cristãos! Sétima: segunda queda; é fácil mandar me matar enquanto sou pequeno! Meu pai faz cálculos; quanto vou lhe custar? Minha morte sai “mais barato”! Daí... tenho que morrer! Oitava: as mulheres; de que te serviram, senhor, as lágrimas das mulheres? Não puderam impedir a tua morte! De que me valem as “leis”? “legalizam” a minha morte! Nona: terceira queda; a queda é fatal: eu tenho que morrer! Estão confirmados os cálculos: não há lugar para mim! Não há um pedacinho de pão para mim neste vale de lágrimas. Tenho que morrer! Décima: Jesus despido; a ti despiram-te de suas vestes. Eu nunca tive uma veste! Apenas a minha pele. Mas mesmo assim... agarram-me com segurança! Décima primeira: crucificação; a ti pregaram numa cruz. a mim partem em pedaços. E também “contam todos os pedacinhos...” para terem a certeza de que mamãe não ficará com infecção. Décima segunda: morte na cruz; tu morres. Eu também. Tu és inocente. Eu também. Lembra-te de mim quando entrares no teu reino... no teu reino de vida eterna. Décima terceira: descido da cruz; morto, pudeste repousar no regaço de quem nasceste... Mas a mim renovam-me apenas a maldição... Porque serei uma carga a pesar... na consciência! Décima quarta: no túmulo; a ti ofereceram um túmulo. Para mim, apenas o monturo de lixo! Lá esperarei o juízo final, quando terei de fazer o meu depoimento contra “meus pais”. Décima quinta: quem ama não mata!; Diga não ao aborto diga sim à vida!
Teologicamente nenhuma dor do mundo é pior ou maior do que o sofrimento sentido por Jesus na sua paixão e morte. Obviamente que a “via-sacra dos inocentes” é uma forma de nos alertamos como estamos matando Jesus nas pessoas desses inocentes. Pois Ele mesmo disse: “Deixe vir a mim as crianças” e “Todas as vezes que fizeres a um dos mais pequeninos foi a mim que o fizeste” (MT 25...)
O Setor Família e Vida da CNBB enfatizam a importância da celebração da semana Nacional da Vida na Igreja do Brasil? “O objetivo é dar destaque à sua importância como ser humano já concebido que se encontra no ventre materno, que, por conseguinte, ainda não veio à luz. É por isso que este ser humano possui o direito de ser respeitado na sua integridade e dignidade como a de qualquer pessoa já nascida”, considera a comissão.
Para concluir esse artigo, cito as considerações do Padre Arnaldo “Somos todos portadores da vida e responsáveis por ela, e precisamos usar todos os meios possíveis para anunciá-la. Ás vezes me parece que o anúncio da vida é muito tímido.” se referindo aos cristãos como maiores propagadores da vida em todos os meios de comunicações e espaços possíveis.