"TODOS OS SANTOS e FINADOS”
Por Márcio Alexandre da Silva *
Dia 01 de novembro a Igreja Apostólica Romana Católica do
mundo inteiro celebra o “Dia de Todos os Santos”.
Na Igreja Católica, os processos de reconhecimento de santos
e santos podem perdurar por décadas – dado a sua seriedade.
Primeiro: é delega-se o postulador para defender a causa do
futuro santo ou santa. Segundo: a história e o milagre
atribuído ao candidato a santidade é avaliada por um grupo
de teólogos do Vaticano. Terceiro: o milagre (atitude de fé)
é posta a prova pelos cientistas (crivo racional). Os
médicos e cientistas procuraram explicar os motivos da cura
– por vias naturais. Esgotadas essas possibilidades, se o
milagre fugir a compreensão científica. Ele é considerado
pela igreja como um milagre pela via sobrenatural (ordem
espiritual).
Após o reconhecimento do primeiro milagre, a pessoa ganha
atributos de beato ou beata. Que lhe dá a condição de ser
cultuado na sua cidade de origem, onde viveu ou morreu. Com
o reconhecimento científico de dois milagres ele pode ser
venerado como santo ou santa no mundo inteiro, podendo ser
venerado nos altares das Igrejas Católicas em todos os
recantos de todos os continentes. Isso, após o documento do
processo ter sido aprovado e assinado pelo papa. Que define
a data para a cerimônia de canonização (ato público de
reconhecimento da santidade das pessoas).
Então é a ciência que santifica as pessoas? Obviamente que
não, a Igreja prudentemente, usa o aval do rigor científico,
para ter mais credibilidade. Mas, quem outorga o título de
santo ou santa é a sábia Mãe Igreja.
Aos santos e santas canonizados, devemos tê-los como modelos
para nos aproximarmos de Cristo, além de intercessores
diante de Deus Pai de Bondade.
No entanto, não podemos esquecer-nos dos santos e santas do
nosso dia-a-dia. Pessoas comuns que atuam em escolas,
famílias, associações e sociedade. O papa João Paulo II
dizia que o mundo precisa de santos e santas que sejam
internautas, comem pizzas, usem jeans, tênis ou sapatos,
bebam refrigerantes, jogam bola, vão ao mercado, shoppings,
estudem... Esse é o perfil dos santos e santas da nossa
sociedade moderna – homens e mulheres do nosso tempo.
Todos são chamados a santidade. Devemos sempre traçar o
caminho do discipulado de Jesus Cristo, o Nazareno. Pedro
disse “Sede santos porque eu sou santo”, fazendo referência
ao Mestre Jesus.
Sejamos santos e santas aqui na terra antecipando a
beatitude das glórias celestiais.
Dia 02 de novembro (finados) rezamos pelos nossos entes
queridos que nos deixaram. A tradição católica orienta que
podemos pedir intercessão aos fiéis defuntos, bem como
rezar, para os que precisam, para que eles tenham o descanso
eterno. É a oportunidade de rezarmos e fazermos memória as
pessoas que nos precederam na fé.
Na Primeira Aliança fomos orientados a rezar pelos fiéis
defuntos, para que os pecados desses sejam perdoados (Cf. 2
Mc 12, 46). Na Segunda Aliança, Cristo Redentor une a Igreja
celeste com a terrena, segundo o ensinamento do papa João
Paulo II (Reconciliatio Et Poenitentia): a igreja acredita
na ressurreição dos mortos; isso professamos no “Credo” em
todas as missas.
Em todas as orações eucarísticas nas missas, reza-se pelos
fiéis defuntos: “A todos os que chamastes para a outra vida
na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo
os vossos braços, acolhei-os. Que vivam para sempre bem
felizes no reino que para todos preparastes”. (Oração
Eucarística V).
A igreja também orienta as indulgências e esmolas como obras
de penitências a favor das almas de defuntos que precisam de
sufrágio.
Busquemos a santidade enquanto estamos na viagem terrena. E
rezemos por aqueles que partiram para a casa do Pai Eterno.
*Educador – Vila Prudenciana - marciobressane@hotmail.com
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