| Quem ronca conhece São Pedro mais cedo
Por Ivy Kate Gomes
A única certeza que temos na vida é que estamos por aqui
de passagem. Imagina se viéssemos com uma data de validade
com o tempo de vida impresso, como nos códigos de barra das
embalagens, e se, além disso, soubéssemos que esse tempo
poderia ser encurtado pelo simples fato de roncarmos? Isso
seria terrível! Mas na verdade, esse prazo de validade está
geneticamente definido, porém pode ser encurtado sim, devido
ao problema dos distúrbios do sono.
Especialistas afirmam que quem ronca vive menos, ou seja,
vai passar desta para melhor mais cedo do que deveria! No
caso do homem o ronco pode aparecer devido vários fatores:
estilo de vida, maior tamanho do conduto faríngeo e pelo
fato de a testosterona provocar maior relaxamento dos
músculos. Já na mulher, o ronco se torna mais prevalente
após a menopausa devido às alterações hormonais. Existem
outros fatores que atingem ambos os sexos como: o aumento de
peso, flacidez dos tecidos da garganta devido ao
envelhecimento, ação da gravidade que empurra a língua para
dentro da garganta, queixo pequeno, tipo Noel Rosa, entre
outros. Há quem literalmente defenda a tese que para evitar
esse tipo de problema é melhor morar na lua, pois lá os
efeitos da gravidade são menores. Sendo assim, tudo ficaria
muito mais fácil. As pessoas adoram discutir o óbvio “quem
ronca mais, o homem ou a mulher?” Estudos comprovam que para
cada três homens apenas uma mulher ronca. Ou seja, os homens
roncam muito mais! O assunto está pipocando nos programas de
TV, internet e até nas mesas de bar. Será que o ronco virou
moda? Nada disso! Há muito a sociedade vem se
conscientizando que ele é um problema, seja para a saúde ou
para o relacionamento conjugal. Fato é que o ronco,
definitivamente, não é bem vindo. Se não tratado pode
desencadear um distúrbio mais grave, conhecido como apneia
do sono, que são paradas respiratórias durante o sono em que
o organismo tem que fazer um esforço tremendo para que a
pessoa volte a respirar. A longo prazo vários problemas
podem surgir, como derrame cerebral, infarto, diabetes e
impotência sexual.O ronco é o sinal de alerta mais comum que
o organismo emite para avisar que algo errado está
acontecendo durante o sono. Quem ronca tem sonolência
excessiva, falta de disposição e um mau humor insuportável
que pode durar o dia inteiro. Tanto o Ronco quantos as
apneias podem ser diagnosticados por meio de um exame
chamado polissonografia. O paciente dorme uma noite em uma
clínica do sono, monitorado por eletrodos para que se chegue
ao diagnóstico correto, que pode ser somente ronco, apneia
leve, moderada ou grave. Muitos resistem a este sistema de
passar uma noite fora de casa. Mas, existem clínicas
especializadas que realizam o procedimento em casa para que
o paciente tenha mais privacidade e conforto. Como o ronco e
as apneias têm causas multifatoriais, profissionais e formas
de tratar é o que não faltam. As máscaras nasais são as mais
indicadas, porém, são também as mais rejeitadas. Aparelhos
Bucais e exercícios fonoaudiológicos juntamente com uma boa
orientação para higiene do sono auxiliam no tratamento e
proporcionam muito mais do que uma excelente noite de sono,
melhoram a qualidade de vida de quem sofre do problema e de
quem dorme a seu lado.
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