A ERA DO PRÉ-SAL!
Por Carlos Fernando Priess *
A chamada Revolução Industrial, ocorrida em meados século
XVIII, permitiu uma transformação fantástica no mundo, pois
trouxe consigo, a substituição das oficinas artesanais,
pelas fábricas que foram se modernizando até os dias de
hoje. Foi a passagem da manufatura à indústria mecânica e a
transferência do centro de negócios da agricultura, já que
começava uma grande migração de mão-de-obra do campo para a
cidade.
A chamada Revolução Industrial foi difundida a partir por
Engels um dos fundadores do socialismo cientifico, trouxe
consigo transformações técnicas e econômicas e novas
ferramentas, até para o controle sobre o carvão, que
permitiu um aumento fantástico da produtividade do trabalho,
aplicado socialmente e para gerar riqueza.
A produção passou também a ser controlada, permitindo assim,
que com a revolução industrial calcada no carvão, mas que
progressivamente dá lugar ao petróleo e na mudança
significativa da base terminal de produção, que passou a ser
propriedade de uma nova classe que surge, a classe
capitalista, enquanto a maioria da população passa a ser
apenas detentora de sua força de trabalho.
Os capitalistas são os proprietários dos capitais, prédios,
máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho.
Enquanto os trabalhadores assalariados tinham, como sempre,
apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para
produzir mercadorias em troca de salários.
No início da Era Industrial os empresários impõem duras
condições de trabalho aos operários sem aumentar os salários
para assim, aumentar a produção e garantir uma margem de
lucro crescente. O rigor imposto, como forma de disciplina
não oferecia, entretanto, segurança para os patrões. A
jornada de trabalho chegava há ultrapassar 15 horas, sem
descansos e férias.
Foi quando surgiram os primeiros conflitos entre operários,
revoltados com as péssimas condições de trabalho, e
empresários. As primeiras manifestações são de depredação de
máquinas e instalações fabris. Surgiram organizações de
trabalhadores da mesma área, que deram origem aos
sindicatos.
Os empresários também se organizavam em associação e
criando, igualmente, os grandes bancos capazes de alterar
completamente a face do planeta Terra. Até a população, que
sai de um pouco mais de um bilhão para, na virada século do
petróleo, se transformar em 6,7 bilhões de habitantes.
O mundo vai se desenvolvendo, surgindo novas formas de
energia que é agente de transformação e de poder ao longo da
história. A revolução industrial arranca paulatinamente ao
longo do século XVIII e atravessa em crescendo todo o século
XIX. Tudo vai permitindo a transformação material em
mudanças técnicas de base científica, permitindo assim que
pudéssemos sentir a verdade na pregação visionária de
Monteiro Lobato, com a descoberta de petróleo em nosso
território, em 1939, no recôncavo baiano em Lobato.
Agora, o Brasil descobre uma nova fonte para exploração de
petróleo, o pré-sal, anunciada em 2007, embora a pesquisa
venha sendo feita desde o final dos anos 70, quando como
estratégia, a Petrobrás firmou seu trabalho, em novas formas
de bastante sucesso: reforçar e aprofundar a busca de
petróleo; desenvolver na medida do possível todo gás
disponível como substituto do petróleo.
A Petrobrás, felizmente para nós brasileiros, está
credenciada a administrar os recursos do pré-sal, hoje com
mais de 68 pessoas contratadas e treinadas nos mais diversos
afazeres da área de energia.
Estamos, pois, em plena ERA DO PRÉ-SAL, descoberto por este
gigante que é nosso país o Brasil, mas desde nos anos 90 a
Petrobrás, recebeu o prêmio internacional por contribuição
para o avanço da tecnologia de produção em águas profundas.
Hoje, para a história do mundo, o Brasil, se impõe
naturalmente, com a criação da REVOLUÇÃO DO PRÉ-SAL, com um
fantástico marco.
*Advogado/Economista – carlos@priess.com.br
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