Angústia
Por Gabriel P
Já faz quarenta e quatro anos. Alguns brasileiros nem pensam em voltar para
aquela época. Alguns estudantes aprendem que a ditadura militar no Brasil foram
inúmeras tentativas de golpes militares contra Juscelino Kubitschek e
vice-presidente João Goulart e evitar a instalação de um governo totalitário
comunista no Brasil. Houve um retrocesso tanto na educação quanto na mídia.
Os "calados" – ao relembrarem daquela época – sentem ódio do governo - e mais
ainda, por estarem censurados e não poderem ajudar seus conterrâneos. O Brasil
ficou mudo perante o governo. Nossa sorte é que eles voltaram. E melhor.
Absorveram ao máximo da ciência dos outros países e descarregaram em nós,
conteúdos essenciais para a formação de um novo estilo de música, literatura,
pensar, agir e parte da cultura que persiste até hoje.
Medo, instabilidade e muita dificuldade em comprar comida, o dinheiro era
escasso e o desemprego assolava maioria dos brasileiros que ficaram. Entretanto,
a pior época foi o governo do general Emílio Garrastazu Medici. 1969 até os
meados de 1973 - aproximadamente, também conhecido como "anos de chumbo". A
censura e o exílio foram colocados em prática. A rede Globo de televisão era a
principal aliada da Ditadura, avisava as classes "desfavorecidas" que tudo
estava bem....
Geraldo Vandré. Tim Maia. Foram virtuoses retraídos pela ditadura militar. Com o
periódico "O Pasquim", Ziraldo foi contra ao regime – o que levou sua prisão. O
velho mundo foi um berço para os exilados, pois lá eles entraram em contato com
outra cultura – já que alguns países estavam avançados intelectualmente.
Houve um milagre econômico no meio desse caos! O PIB do Brasil crescia a uma
taxa de 12% ao ano, enquanto a inflação orçava 18%. Com investimentos internos e
empréstimos provenientes do exterior, o país avançou. Os investimentos trouxeram
milhões de empregos pelo país. A grandiosa obra desta época foi à construção da
Rodovia Transamazônica e a Ponte Rio-Niteroi. O crescimento teve um custo alto e
deveria ser paga no futuro. Os empréstimos estrangeiros geraram uma dívida
externa elevada.
João Figueiredo adianta na redemocratização. Ele legisla a Lei da Anistia – ou
seja – os "recatados" voltaram. Em 1979, o governo aprova uma lei que restaura o
pluripartidarismo. ARENA muda o nome para PDS, MDB (partido abrigando os
opositores do regime militar) para PMDB; outros partidos foram criados, tais
como PT e o PDT. O general foi candidato a presidência da república escolhido
pelo seu partido, jurando fazer deste uma democracia. "Plante que João garante",
slogan do programa incentivo a agricultura, criado por Antônio Delfim Netto –
ministro do planejamento. Esta reflete atualmente, sendo o Brasil um dos
melhores exportadores agrícolas do mundo. Os preços dos alimentos básicos caíram
naquele período, alimentando grande parte da população carente, que até então
não tinham condições de comprá-los.
Depois do seu governo, João afastou-se decididamente da vida política. Fez sua
famosa "declaração de despedida", concedida ao jornalista Alexandre Garcia para
a extinta "TV Manchete": "Bom, o povo, o povão que poderá me escutar, será
talvez os 70% de brasileiros que estão apoiando o Tancredo. Então desejo que
eles tenham razão, que o doutor Tancredo consiga fazer um bom governo para eles.
E que me esqueçam."
Tancredo Neves. Foi eleito presidente do Brasil em 1985. Recebeu 480 votos
contra 180 de Paulo Maluf. Sua vitória foi recebida pela população e é
apresentada atualmente como uma das mais complexas e bem-sucedidas operações
políticas na história política do Brasil. Com a morte do Tancredo, assume o vice
- presidente José Sarney. Em 1988 é aprovada uma nova constituição para o Brasil
- cuja é válida até hoje...