PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
Por Márcio Alexandre da Silva
Como chegamos à República? Que antecedentes históricos e
políticos levaram o Brasil à proclamação da República
Federativa do Brasil?
Analisando as relações sociais Hoobes e Locke, afirmam que
as pessoas viviam numa constante insegurança, pois, a
sociedade vivia num estado de guerra universal – todos
contra todos. Por conta desse estágio “bélico”, os seres
humanos fizeram um pacto. Um contrato social, que segundo
Rousseau, as pessoas delegavam e nomeavam outra pessoa ou um
grupo de pessoas [assembleia] para representá-los, ou seja,
defender seus interesses e manter a ordem, salvaguardar suas
propriedades e bens pessoais.
O pensador Montesquieu foi um dos inspiradores da política
como ciência a ser estudada e analisada – objeto de estudo
racional. Para ele [Montesquieu] não há outra lei universal,
além da razão. A sociedade se utiliza dessa racionalidade
para criar leis para suprir suas necessidades básicas e de
seguridade.
Historicamente e com bases em estudos de diversos cientistas
com ênfase em política e devido ao processo histórico e
políticos estabeleceram três formas de governos: republicano
(poder representado – uma pessoa ou assembleia); monárquico
(poder em uma só pessoa); despóticos (poder do tirano
normalmente depositado numa única pessoa). Cada um desses
três poderes tem um principio ético que lhe é vital. Se para
o monarca é a honra; para o despótico é o medo; no modelo
republicano a virtude esta nas práticas de honestidade,
justiça e hombridade. Os representantes da república
deveriam ser escolhidos por suas virtudes, acima elecandas
dentre outras.
Também o filósofo francês [Montesquieu] afirma que dentro
das formas de estado existem três poderes; o de legislar,
executar e julgar. Dentro da república Federativa do Brasil
os três poderes têm as seguintes representações: Judiciário,
Executivo e Legislativo.
O judiciário – representado por seu órgão máximo: Supremo
Tribunal Federal (TSE), composto por 11 ministros, escolhido
diretamente pelo presidente. A suprema corte deve primar
pela constituição Federal, que garante direitos a vida,
liberdade e saúde. O Supremo analisa a leis aprovadas pelo
Congresso e Presidente. Julga os pedidos de extradições como
polêmico caso do italiano Cesare Battisti. A instalação do
Supremo se localiza em frente à praça dos Três Poderes.
O executivo – nas três esferas [federal, estaduais e
municipais] o chefe executivo é eleito democraticamente e
diretamente. O poder executivo – presidente, governadores e
prefeitos – gerencia e administra o dinheiro público,
emprega-os em recursos para promover o bem estar social e
ordem pública. Além disso, o poder executivo pode legislar
como proposituras e emendas constitucionais. Também pode
vetar projetos votados pela câmara. Também deve preservar a
integridade da Constituição e a independência econômica e
política do país – a nível nacional no caso do presidente.
O legislativo – esse poder, representa, legisla e fiscaliza
o poder executivo. O legislativo no Brasil é composto pelo
Congresso Nacional (Senado e Câmara), Assembléias Estaduais,
e Câmaras Municipais. O processo legislativo se dá em
formulação de projetos de leis, resolução, decreto
legislativo, medida provisória e emendas na constituição,
lei estadual ou orgânica.
No dia 15 de novembro 1889 o Brasil tornou-se República,
extinguindo-se o poder monárquico e suas imposições ao nosso
país colonizado e explorado pelos europeus. A República
Brasileira historicamente esta dividida em: República Velha.
Segunda República: subdividida em segunda, terceira, quarta
e quinta República. E a Nova República – que é a que nós
vivemos na atualidade.
A palavra República deriva do latim e significa coisas de
todos. A república no Brasil é representada como
presidencialista. O congresso que formula as leis, mas, o
representante majoritário da nação é o Presidente.
A República Presidencialista tem suas lacunas. O poder se
restringe a uma pessoa [presidente]. Perde-se com isso a
coletividade e diversidade de debates nas decisões a serem
tomadas. O problema é que poucos entendem a república e a
política como atividade de todos. Mas, conseguiremos um país
salutar quando os munícipes exercerem plenamente sua
cidadania, indo às câmaras e assembleias, mandando e-mail e
fazendo protesto. Pois, se o Brasil não esta melhor, nós
eleitores temos nossa parcela de culpa, principalmente
quando nos corrompemos e se omitimos. |
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