Eu vi, ouvi e senti!

Por: Bonifácio

Segunda-feira, 03 de novembro de 2008, primeiro dia útil do mês, 10hs. La vai eu recolher os tributos para meu Brasil varonil crescer e pagar algumas contas o que infelizmente me obriga a entrar no pior banco de Assis no quesito atendimento. Não entendo como empresários de nossa cidade, com nacionalidade brasileira, obrigam seus clientes brasileiros a pagarem seus boletos numa instituição financeira estrangeira e, depois ainda tem coragem de criticar o pais.  Ao entrar no dito banco, imediatamente peguei uma porcaria de senha e me dirigi aos caixas. Nenhuma surpresa. Casa lotada. O que mais me incomodou era a quantidade de idosos e somente um caixa para atendê-los. Tinha quatro espaços vazios do lado de dentro nos caixas anunciando que eu ficaria por ali por muito tempo. Minha senha era de numero 1134 e no visor iluminado com letras vermelhas anunciava a senha 1080. Fazer o que? Ouvi alguém dizer na casa cheia que existe uma lei "fajuta" que obriga os bancos a atenderem seus clientes em no máximo 15 minutos. Ouvi dizer também que esta lei nunca será respeitada, pois não ha quem fiscalize. Estranho! Passado alguns minutos chegou uma pessoa muito conhecida na cidade com aquele ar de desanimo quando foi conferir a sua senha. Seu numero era 1159 (eu vi e ouvi ele falando sozinho) e o numero chamado tinha "travado" em 1083. Andou pra ca, pra lá coçando a cabeça até que um funcionário o chamou pelo nome e o levou a uma salinha ao lado. Desconfiado, me aproximei pra tentar ouvir a conversa e percebi que o assunto era a tal senha. Depois da breve conversa o funcionário levou nosso personagem para um lugar mais distante e entregou alguma coisa pra ele. Passaram-se uns vinte minutos e para minha surpresa o homem da senha 1159 foi chamado com o numero 1111. Fiquei tentando imaginar como aquilo funcionaria. Pensei em sair aos gritos protestando com aquela "sacanagem", mas relutei. Calculei que o tal funcionário seria punido e o "popular esperto" ficaria na boa. E vou encerrando por aqui. Não da nem pra fazer comentários sobre esta palhaçada.