Taoísmo de Lula
Por Fellipe Knopp*
Lastimável é ver como o único partido que dizia possuir
um projeto histórico mostra-se em seu modo tão degenerado na
condução da "coisa pública" - este é o então "PT". O partido
dos trabalhadores tem mostrado as garras em toda sua
propulsão demagógica que vai das políticas públicas à
propaganda institucional do governo federal. Arregimentação
ideológica fundamentada numa apologia velada da jogata e do
cinismo: cinismo administrativo, cinismo economico, cinismo
jurídico, cinismo político. Ciscando em cada canto, o
governo federal remenda seu "trambiques" supranacionais da
forma dissimulada nas parcerias obscuras de um poder
subterraneo que às vezes vem à superfície como um geiser,
tornando possível a dedução do comprometimento (sórdido) da
infraestrutura política. Na liderança uma figura que se
define no hibridismo de caudilho com cangaceiro cego, cuja
postura diretora mais parece com um tipo populista de banca
de jogo-do-bicho de boca de passarela. Revival de merda
sobretudo em sua estética cultural. Reabilitação de uma
contravenção política cuja principal "virtude" é ser sonso.
Reversão da própria ignorancia suposta numa virtude
anistiadora: melhor nem saber! Esse é o lema presidencial! O
cinismo mais recente é uma bravata diplomática em fingir
peitar o EUA que, sabemos quase todos, é uma parceria
constante do Brasil em todas as esferas, sobretudo nas mais
pérfidas! Não culpemos os americanos, eles aqui fazem o que
o governo permite e lhes requisita fazer! São interesseiros
como qualquer outro governo! Apenas contrainvestem muito
menos que o Brasil sua sordidez! Abandone-se já o
maniqueísmo de guerra fria! Reconheçamos o inimigo em nossa
própria "pátria", ou mamátria. Esse maniqueísmo
semiparanóico sempre cegou o nacionalismo brasileiro, que
projetava nos confins do planeta a usurpação que sofria pela
própria pátria. Os corsários internacionais não são inimigos
do Estado Brasileiro, sempre lhe foram parceiros
inestimáveis! Mesmo quando as bravatas o dissimulam! Com a
postura que se tem nesse país, seríamos usurpados até numa
parceria com o Tibet, porque os principais usurpadores são
deste solo. Outras nações são apenas uma espécie de salada
servida com a feijoada em conveções partidárias! Ou canapés
em recepção de gandaias faustas! O presidente, como uma
espécie de mascote de potestades, não é mais do que um
"polegar vermelho" (ou até o mini polegar) esmaecido e
enganado. Ele nunca sabe de nada! Lulu inocencio! Acho que
ele é taoísta! Que ele não saiba disso!
*Filho de William Knopp e Glória da Costa
Knopp, e nascido na cidade do Rio de Janeiro, em 17 de Junho
de 1983, o autor pode ser considerado um jovem intelectual
de alta produtividade. Graduando em Comunicação social (Jor.),
dedica-se à reflexão teórica nas diversas modalidades que
compõem a heterogeneidade de sua área de interesse. Tem uma
estreita aproximação com os temas e autores que discutem a
vida social contemporanea, como Guy Debord, Baudrillard,
Adorno, Horkheimer, Lyotard, e também psicanálise estrutural
à partir de Lacan. Knopp dedica-se também à Poesia desde a
infância (10 ou 11 anos), o que lhe confere uma produção
significativa, tanto do ponto de vista quantitativo quanto
qualitativo (mormente), logra estabelecer uma concepção
estética própria, mas como resultado de um amadurecimento
inetelectual conquanto investido ao fazer poético. Produziu
também alguns vídeossobre questões atuais, como
hiperrealidade, simulação, fetichismo, representação e
ética, ponto de apoio fundamental às suas exegeses e
análises críticas. Fellipe Knopp autoafirma-se um
cético-libertário e defende o juízo de que o conhecimento
não se restringe fronteiras profissionais ou "ideologistas",
nem pode ser cercado de modo nominalista : "Ciência é Razão
aplicada, o que se estuda são relações! O que se difere
fundamentalmente são os modos de tratamento!", atesta. O
autor declara-se heterossexual e ateu. |
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