| Lágrimas de sangue
Por Caio Rodrigo*
As vezes começo a chorar por medo das coisas. Estupros,
homicídios, violência. Tudo isso me corrói por dentro. O ser
humano regrede cada vez mais. Como é possível esse
comportamento animal e irracional. Agem como verdadeiros
bárbaros aterrorizando a própria raça. Ao invés de ajudarem
desejam o mal para seu próximo. Inveja, ganância, ambição.
São os novos deuses do século XXI. Claro, o dinheiro sega as
pessoas. Mas seria ele o principal motivo de toda essa
violência ?? Não. Desde os primórdios da civilização o homem
não consegue conviver em paz sem a presença de uma força
ameaçadora como um exército ou uma melícia. A situação foge
(sai) do controle quando há discórdia de opinião e então,
qualquer motivo é desculpa para um conflito armado. Mais
pais de familia morrem. Viúvas são feitas aos montes e
órfãos também. Crianças ficam traumatizadas o resto da vida
pela falta de um pai. Querendo ou não, o colo de um pai é
insubstítuivel. É quando a matança começa. Então me
pergunto. Teria eu coragem de matar um semelhante? Acho que
morreria em minha primeira batalha. Não teria forças para
puxar o gatilho. Qual era mesmo o mandamento? Amai-vos uns
aos outros como a ti mesmo. E então um filme passaria na
minha cabeça. Começaria a imaginar como meu inimigo era
quando criança. Seus medos, sua cultura, se ele tinha
filhos, se ele tinha familia, o que ele gostava de fazer ou
até para qual time ele torcia. Não haveria como. É tão
triste saber que há pessoas que não se importam com a vida.
E tantas desperdiçam essa oportunidade única de deixar sua
marca no mundo. Graças á Deus temos oportunidade e condição
de ajudar pessoas necessitadas e aflitas, vítimas da mesma
crise social em que vivemos. Então por que não ajudar?? É
tão fácil fechar os olhos e bater a porta aos que estão
precisando?? A triste realidade é que preferimos cegar
nossos olhos a ajudar quem precisa. Seria tão belo se
conseguissemos viver em harmonia, sem diferenças ou
desigualdades. Não podemos fingir não enxergar o rumo fatal
em que a humanidade está caminhando. Se não for pelas
guerras, nossa própria casa nos expulsará da vida pois hoje
em dia a palvara consiência não existe mais no dicionário e
a Terra está cada vez mais doente. Mas será possível abrir
os olhos de todos a tempo de acordarem para a realidade e
percebam que o mundo está nos deixando ?? Abandonados pelo
mundo. Rejeitados pela própria raça. E toda essa desgraça é
sustentada por um combustível de dor, luxos, preconceito,
violência e avareza. Tenho vergonha. Há tempos somos
conhecidos como engenheiro, médicos, arquitetos. Mas a cada
momento apenas o que construimos e arquitetamos é nossa
própria extinção. Mais uma história que com o tempo se
tornará poeira no universo. Todos os nossos méritos e
conquistas serão apenas grãos de areia pairando no céu e
todas as linhas do livro da humanidade serão apagadas como
se apaga palavras em um caderno. Palavra por palavra, letra
por letra.
*Meu nome é Caio Rodrigo Antunes de Azevedo.
Tenho 18 anos e curso faculdade de engenharia da computação
n INATEL. Escrevo textos desde os 8 anos e sempre busquei
criar aquelesque mostrem a realidade de forma camuflada e
calma.. |