| Intra-Empreendedorismo, uma viagem sem
volta!
Por
Adm. Marizete Furbino*
“O que quer que você seja capaz de fazer, ou imagina ser
capaz, comece. Ousadia contém gênio, poder e magia”.(Goethe)
No séc. XXI, o que se verifica em demasia, é que o mercado
está cada vez mais exigente e tal exigência se faz
necessária, para alcançar pelo menos sobrevivência no mesmo.
Por isso, podemos considerar como uma das características
deste mercado, a crueldade. Apenas permanecem no mercado os
ótimos, os mais ou menos e até os bons serão esmagados pelos
pés invisíveis do mesmo, portanto, há uma necessidade
urgente, dos funcionários de se tornarem colaboradores
intra-empreendedores, e das organizações se transformarem em
organizações empreendedoras, caso contrário, serão engolidos
pelos concorrentes, não permanecendo no mesmo.
Com a competitividade cada vez mais acirrada, diplomas e
mais diplomas não conta tanto, como no século anterior, o
que se avalia muito, é, se o funcionário faz jus de fato ao
titulo de colaborador, ou seja, se é realmente um
intra-empreendedor, um colaborador pró-ativo, que possui
iniciativa, visão do cenário de mercado, sempre preocupado
com seus comportamentos e atitudes, enfim, se é um
profissional que cuida da organização e executa ações como
se o empreendimento fosse seu, enxergando-o com olhos não
vendados e sim bem abertos, procurando agir sempre com
ousadia, criatividade, inovação, se antecipando aos fatos,
buscando mais e mais conhecimentos para alcançar eficiência
e eficácia, procurando assim, fazer o diferencial.
Por outro lado, é preciso que as organizações propiciem e
incentivem um clima organizacional, onde possam implementar
o empreendedorismo e o intra-empreendedorismo.
Para o intra-empreendedor, ele não é um mero funcionário da
organização, ele é além de colaborador, um
intra-empreendedor, seu sentimento é intenso pela
organização no qual faz parte, sentimento este, de “fazer
parte” daquela organização no qual executa suas funções e
que o impulsiona a agir com eficiência, alcançando a
eficácia em tudo que faz.
Assim como os donos do negócio, os intra-empreendedores
preocupam-se com o negócio, perseguem metas e buscam
soluções em prol da lucratividade. Suas ações são pautadas
na ética e na cidadania. Sabem de fato o que fazer para
contribuir com a organização, sabem onde querem chegar, que
caminho percorrer e quais estratégias utilizar, para
alcançar as metas e objetivos traçados. Querem fazer a
diferença dentro de uma organização, buscando sempre lugar
de destaque.
O intra-empreendedor, além de respeitar e valorizar cada ser
humano existente na organização e acreditar que cada pessoa
tem o seu talento, e que constituem o maior patrimônio de
uma organização, também, tem consciência e sabedoria do
valor de um trabalho realizado em equipe, procurando atuar
sempre como em um time, somando talentos e forças, fazendo a
diferença. Sabe que, os ativos intelectuais, tornaram-se
elementos de suma importância no mundo dos negócios,
constituindo-se assim, vantagens competitivas no mercado,
portanto, tem plena consciência de que, investindo nas
pessoas, estará investindo na própria organização, pois, as
pessoas são fontes geradoras de capital, gerando capital
para a organização através de suas competências, atitudes e
condutas. Sabem também, que o conhecimento é a base
principal no que tange a valorização das organizações de
hoje, chegando a ser considerado, como o maior commodity do
séc. XXI.
O maior desafio de um intra-empreendedor consiste em
apresentar e executar suas idéias dentro das organizações,
principalmente no que tange às organizações tradicionais,
organizações estas, que possuem toda uma forma de pensar,
ver e de encarar o mercado de maneira diferente, procurando
então, além de apresentar suas idéias, incutir nestas os
novos valores e princípios, procurando mostrar o valor do
intra-empreendedorismo, revertendo assim, todo o quadro, e
fazendo acontecer. Mesmo assim, para um intra-empreendedor,
isto não constitui um fardo, e sim um desafio, pois, por
amar muito o que faz, se entrega de corpo e alma, se doa,
não sentindo o peso, devido ter muito prazer em suas ações.
O trabalho, para um intra-empreendedor, se resume em
momentos prazerosos, daí o comprometimento e envolvimento em
tudo que faz, resultando no rebento denominado sucesso.
Neste cenário de mercado, onde a competitividade é
demasiadamente acirrada, é preciso, que as organizações se
tornem organizações empreendedoras e que os funcionários, se
tornem colaboradores intra-empreendedores, caso contrário,
não permanecerão no mercado.
*Marizete Furbino, com formação em Pedagogia
e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em
Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É
Administradora, Consultora de Empresa e Professora
Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br -
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