A Terra é uma máquina viva

Por Rogério Leite/Painel Global

Diante dos últimos acontecimentos ocorridos no Chile, diversas pessoas se perguntaram o que poderia estar acontecendo com a Terra. Apesar das inúmeras vítimas e danos materiais que provocam, é importante salientar que os terremotos são absolutamente comuns em nosso planeta e muito antes do Homem aparecer na face da Terra eles já existiam, portanto não são novidades.

Do ponto de vista científico, a própria existência de vida na Terra é creditada ao movimento das placas tectônicas, que geraram os vulcanismos iniciais que permitiram a formação dos primeiros seres. A existência dos terremotos mostra que o magma abaixo da crosta terrestre está em movimento, que ironicamente é o responsável pela geração do campo magnético que protege nosso planeta do vento solar. A força que destrói também é a força que protege.

A beleza das cordilheiras, do Himalaia ou dos Alpes suíços não seria possível se há milhões de anos essa intensa força não tivesse erguido o solo marinho.

Em pouco tempo as réplicas do Chile cessarão e os habitantes seguirão suas vidas, mas sempre existirão abalos naquela região. Em pouco tempo outro terremoto de grande porte acontecerá, lembrando-nos que as placas estão em constante movimento sob nossos pés. Isso é assim desde a formação do nosso planeta há 4.5 bilhões de anos e continuará dessa forma por muito e muito tempo.

A Terra é uma máquina viva. Cabe a nós compreendê-la e respeitá-la, usando o conhecimento que adquirimos para melhor planejar as cidades e nossas atividades. A Terra agradece.