Protocolo da Água
Por Sérgio Grando*
Mais do que nunca, aqui em Istambul (Turquia), no 5º Fórum Mundial da
Água, os mais de 20 mil participantes de todas as partes do mundo discutem a
necessidade de descentralização na gestão do uso da água. Descentralização que
deve contar com uma intensa participação popular no gerenciamento de microbacias
até as bacias hidrográficas transfronteiriças em que a utilização da água gera
tensões e conflitos.
A água deve ser cada vez mais o agente e a causa da paz e da cordialidade entre
os povos. Ser agente de saúde na forma de saneamento e no cultivo de alimentos.
Deve gerar sustentabilidade do planeta e, através dela e em seu nome, a
responsabilidade de políticas públicas para o desenvolvimento, seja no
transporte, na produção de energia, ou seja, no âmbito social ou ambiental, na
sua maior transversalidade científico-ambiental e democrático-político.
Paralelo ao 5º Fórum Mundial da Água ocorre o encontro de parlamentares, com
representantes de muitos países, com o objetivo de pressionar para a adoção de
práticas e a definição de uma legislação sobre o assunto visando à águia e à
paz, sensibilizando o órgão máximo, ou seja, a ONU, para adoção de um protocolo
mundial, a exemplo do Protocolo de Kyoto, criado para fazer frente ao
aquecimento global.
Esperamos que a Organização das Nações Unidas convoque todas os países para
criar em nível mundial o Protocolo da Água.
* Deputado Estadual, representante Brasileiro no 5º Fórum
Mundial da Água