| Inferno ou Organização?
Por Adm. Marizete Furbino*
“O futuro das organizações e nações, dependerá cada vez mais
de sua capacidade de aprender coletivamente”.(Peter Senge)
Existem organizações, nas quais não sabemos muito bem
qual é o objetivo do gestor e dos funcionários. Ambos não
podem ser tratados como colaboradores, uma vez que em nada
colaboram para com a organização.
Tais gestores e tais funcionários corroboram para que a
organização chegue mais rápida a um caos, uma vez que não
trabalham em prol da produtividade, da lucratividade,
portanto, não trabalham em prol da organização. Executam
suas funções em prol da mesquinhez, da “rádio peão” e do
“fofocódromo” dando ouvidos a fofocas, fofocas e mais
fofocas.
Não entendo como ainda possuem dirigentes que, além de não
enxergarem esta situação, permitem haver em sua organização
este tipo de profissional. O que mais estranha, é que são
pagos para executarem ações que beneficiem a organização e
não que prejudique a mesma.
Estamos no séc. XXI e esse tipo de organização ainda existe.
O ambiente organizacional não é harmonioso, é recheado de
animosidades, não preconiza o respeito, a integração e a
inter-relação entre os departamentos, bem como entre todos
os envolvidos. Penso até que não sabem o valor destes
pilares para que a organização não só sobreviva, mas
permaneça no mercado, mercado este, onde a competitividade é
tão acirrada. Sabemos que o bom relacionamento e o respeito
mútuo são essenciais para que ocorra além da integração, a
produtividade.
Neste tipo de organização, o ambiente é infernal, prevalece
uma “briga de foice”, ou seja, existe uma rivalidade entre
todos e com relação a tudo, os funcionários brigam entre si,
a troco de nada. Parecem desconhecer que a soma das partes é
maior que o todo, parecem desconhecer que somando forças se
consegue ultrapassar os maiores obstáculos e principalmente
desconhecem que, o que deve ser perseguido, são os
objetivos, que deveriam ser comuns a toda organização, e não
as pessoas.
Parecem desconhecer que pertencem a uma organização e não
apenas a um departamento e que essa relação,
perseguido-perseguidor, não traz benefícios, nem à
organização e nem aos funcionários, ao contrário, coloca
toda organização em risco.
Sabemos que o ser humano produz quando motivado e a
motivação, neste tipo de organização, fica completamente
comprometida no que tange à produtividade organizacional e
aguçada no que tange ao quadro perseguido-perseguidor.
Neste tipo de organização parece não existir líderes e sim
chefes, uma vez que os líderes possuem uma postura
totalmente diferenciada.
Valorizar a organização, o ambiente de trabalho, valorizar
todas as pessoas envolvidas, primar pela ética, pela boa
convivência e pelo respeito mútuo, realizando sempre a
política do “ganha –ganha”, ou seja, a organização satisfaz
as reais necessidades do colaborador e este satisfaz as
reais necessidades da organização, é de suma importância
neste mundo globalizado.
Um grande líder, além de contribuir, fará acontecer uma
gestão participativa, onde todos os envolvidos, sem
distinção de nível hierárquico, irão colaborar com suas
idéias e talentos, serão ouvidos e conscientizados que os
erros serão enxergados como fontes de conhecimento.
Colaboradores, agora assim chamados, e organização, estarão
dessa forma, na trilha do sucesso.
13/10/2007
*Marizete Furbino, com formação em Pedagogia
e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em
Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É
Administradora, Consultora de Empresa e Professora
Universitária no Vale do Aço/MG.
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