AUDIÊNCIA PÚBLICA
Vitória da democracia
Por Márcio Alexandre da Silva*
No dia 27 de maio de 2010, houve audiência pública, na
Câmara Municipal, objetivando a discussão de assuntos
relacionados ao novo contrato de concessão de água e esgoto
na cidade de Assis.
A ausência do poder executivo causou indignação e protesto
por parte dos oradores.
Estiveram presentes os vereadores Bahia, Kiko, Ricardo,
Célio, Márcio, José Fernandes, Timba, Claudecir e Arlindo.
Registrou-se a ausência da vereadora Ana Santa.
Instituições de renome como Associação Comercial e
Industrial de Assis (ACIA), Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB), Conselho Nacional de Laicato do Brasil (CNLB),
Sindicato dos Bancários e pessoas como Beto Mantovani,
vereadores Márcio e Kiko, manifestaram-se a favor da
prorrogação da votação do novo contrato por mais 12 meses –
para estudo e aprofundamento de propostas de outras empresas
ou da própria municipalidade.
O cidadão José de Lima exaltou a qualidade do serviço do
legislativo. Respeitosamente lamentou a ausência do prefeito
Ézio Spera ou algum representante seu ou da prefeitura. O
experiente lembra que foi chefe da sessão de água e esgoto
e, também diretor executivo do extinto SAE, e focou: “Eu sou
decididamente favorável que o município assuma o serviço de
água e esgoto de Assis” disse enquanto exigia seriedade e
honestidade na transição da Sabesp para a prefeitura – assim
como todas as atividades relacionadas ao futuro setor de
responsabilidade da prefeitura – caso o município assuma
esse setor. Conclui sua fala com otimismo: “Se o município
assumir esse setor, a taxa de água cairá pela metade” estima
Lima.
O munícipe Aguinaldo Marinho de Godoy iniciou sua fala
argumentando que não recebemos propostas de outras empresas.
Por isso, seria imprudente aprovar o novo contrato até o dia
01/07/2010: “Não podemos querer apressar as coisas” disse
Godoy. Ele propõe medidas para qualidade ambiental da nossa
cidade. Entre elas propõe: Fundo Permanente Ambiental,
Recuperação do Meio Ambiente, Comissão de Técnicos
Ecológicos. Enfim, é preciso: “Reparar os danos ambientais
causado pela exploração desmedida” cobra Aguinaldo.
O vereador Arlindo cobra gerador para suprir a demanda em
caso de panes elétricas ou interrupção temporária de
energia. O legislador também pediu que: “A Sabesp implante o
serviço de desassoreamento da represa de captação da Água do
Cervo”.
O representante do Sindicato dos Bancários, Hélio Paiva Neto
foi enfático em dizer: “A Sabesp esta impondo goela abaixo o
projeto”. Neto é favorável a protelação do novo contrato
para que ajam novas discussões e propostas.
O vereador Márcio Veterinário disse não ter opinião formada
ainda sobre o destino de saneamento da cidade. Expressou ser
favorável a prorrogação do contrato por mais 12 meses. Ele
acena não concordar com o contrato no formato de 30 anos.
Por isso, sugere que viabilizem o contrato de 5, 10 ou 15
anos ou um tempo adequado para possíveis renovações e
cobranças.
O professor Cláudio Vieira, alerta para a privatização e
terceirização dos serviços da Sabesp. Ele foi enfático em
dizer que: “Estamos nas mãos de bandidos” se referindo ao
governo do estado de São Paulo administrador estatal da
Sabesp. Vieira sugere três passos fundamentais: primeiro a
Formação de uma Cooperativa, composta pelos funcionários
públicos da Sabesp. Segundo o comitê formado pelos
funcionários para gerenciar a cooperativa. Terceiro uma
agência reguladora, administrada pela municipalidade.
José Aparecido dos Santos representante do Conselho Nacional
do Laicato do Brasil (CNLB) na diocese de Assis criticou a
audiência pela inviabilidade de horário. Haja vista que essa
[audiência] começou às 13 horas, período em que a maioria
das pessoas está trabalhando, segundo José. Embora postule a
favor da Sabesp Santos alfineta: “A Sabesp, precisa se
adaptar aos tempos modernos. Ela (Sabesp) ainda é
autoritária” crítica José dos Santos.
O vereador Ricardo Pinheiro se pronunciou contra a
prorrogação do prazo do novo contrato por mais doze meses –
ou qualquer outro período. Deixando claro que ele não se
pronuncia contra ou a favor do novo contrato, ele se
expressou contrário a prorrogação. Para o legislador o novo
contrato deveria ser votado até a data estabelecida
(01/07/2010).
O vereador Claudecir disse – como em outras sessões e
ocasiões – ser favorável ao novo contrato com a estatal
paulista.
O vereador Kiko Binato, se colocou a favor da prorrogação
alegando que: “Os vereadores não pode pagar pela omissão do
executivo”.
Essa é uma síntese das principais ideias da audiência.
Findo lembrando que em toda audiência pública o grande
vitorioso é o processo democrático.
*Professor de filosofia - Vila
Prudenciana - marciobressane@hotmail.com |
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