Gosto de ler.
Por Maria Cândida
E, leio tudo que me cai às mãos: almanaques, folhetos de propagandas,
catálogos de promoções, romances, enfim, para uma senhora aposentada, que ainda
enxerga um pouco nada melhor do que ler ou fazer palavras cruzadas.
Mas, tenho uma preferência especial pelo JORNAL DE SEGUNDA. Não sei se é por
causa do Reinaldo, que foi aluno do IEDA, cursando Educação Física, ou pelo
Coelho, que me fotografa MAGRA, ou pelo DAGOBERTO que excede na maquilagem e me
deixa me deixa LINDA. Chego à conclusão que gosto de toda equipe porque
considero que aquele que edita um jornal é um artista, e em Assis, temos outros
jornais que também admiro e respeito. Todos os artigos são notáveis. O dom de
escrever gostoso e bonito da Família Garcia, me surpreende. O Brasinha é um
colosso. Foi meu companheiro de redação na Voz da Terra, depois sumiu e
reapareceu agora no Jornal de Segunda. O Julio César com o artigo do mais
recente e a confissão da mania do Vinicius de Morais com cadeiras, e mesa com
toalhas cumpridas quando se apresentava em público, me fez rir. Não sabia, e
achei o máximo e ele como jornalista pode vir à tona com outras noticias que me
deliciem.
Agora o Alcindo, que se apresentou a uma fã , foi humilde. E se o
colocarmos para responder perguntas num polígrafo, vamos ouvir a cada minuto
aquela frase: ALCINDO MENTE. E, sabe por quê? Há muitos anos eu cismei que sabia
escrever pequenas crônicas do cotidiano. Enviava para a Radio Difusora e às l4
horas, ele tinha um programa de variedades. Pronúncia irrepreensível, voz
maravilhosa, e após o prefixo ele anunciava assim: “Num script de Maria Silvia,
vamos apresentar....” Eu nem sabia o que era script , mas ele sabia e a
apresentação perfeita me ajudava a brilhar. Agora, que ele só aprendeu a tabuada
do dois eu até acredito, mas como jornalista é Maravilhoso, como amigo é
Perfeito, como ser humano é Singular e como cronista é Único. Lembro-me bem de
uma carona que ele ofereceu a um senhor japonês para uma cidade vizinha. Num
dado momento o passageiro gritou: -Malacaí.
- Sim já sabemos, respondia Alcindo
-A Malacai. Repetia o japonês.
Quando chegaram à cidade eles disseram:
-Pronto, chegamos em Maracai. O passageiro assustado perguntou:
-E agora? A mala?
Resumo, assim que a mala saltou do jipe ele tentou avisar dizendo:
- A mala caiu. E eles, ah mocidade, pensavam que o homem estava ditando seu
itinerário.
Que ele não gostava da Língua Portuguesa, PRINCIPALMENTE VERBOS, coitado do
poligrafo. Mas foi genial ao dar o nome de GERUNDIO, para seu cão. Adoro vocês
todos. Por que? Por tudo isso. E com este texto a minha homenagem aos demais
colaboradores.