As drogas mais comuns em algumas profissões
Enviado por Valmir Dionizio
Médicos e enfermeiros
Especialmente anestesistas, cirurgiões e profissionais que trabalham em UTI
tendem a consumir os chamados opiáceos, como a morfina e a dolatina. Após duas
ou três vezes de uso, a pessoa pode tornar-se dependente.
Caminhoneiros e motoristas de ônibus
As anfetaminas são as mais utilizadas por esses profissionais. Como, muitas
vezes, são obrigados a se manter acordados a madrugada toda, recorrem à droga.
Mas o efeito cessa abruptamente e, de uma hora para a outra, o usuário pode
dormir ao volante, o que pode causar sérios acidentes.
Operadores da Bolsa de Valores, advogados, publicitários e jornalistas
A pressão do tempo, o acúmulo de trabalho e a necessidade de produzir
intensamente são razões que levam à escolha da cocaína, droga altamente
estimulante, por parte desses profissionais; o álcool também é praxe,
principalmente para relaxar após um dia todo de trabalho.
Marinheiros e estivadores
Não somente esses profissionais, como os demais que trabalham em espaços abertos
encontram menos obstáculos para consumir maconha, crack ou drogas injetáveis.
Jovens profissionais
Ecstasy, ácido e "poppers": as drogas da moda são as que mais atraem o público
jovem, que pode começar a semana de trabalho baqueado pelos abusos cometidos nas
baladas de final de semana.
Como cada droga interfere na rotina do funcionário
Álcool
Os efeitos físicos vão de sensação de moleza e cansaço e dificuldade para se
concentrar a dor de cabeça e enjôo, entre outros. Além disso há desconforto
também para quem trabalha ao lado. O álcool é responsável por grande parte dos
acidentes de trabalho que acontecem após o almoço.
Quem usa essa droga tende a ser inquieto, ansioso e, às vezes, agressivo quando
quer beber e não pode. Os médicos alertam para o perigo da cultura do "happy
hour": recorrer à bebida para relaxar após o expediente pode levar à
dependência.
O álcool é ainda um dos grandes responsáveis pelo absenteísmo na segunda-feira:
a pessoa bebe muito no final de semana e não consegue encarar o trabalho por
causa da ressaca.
Cigarro
Aproximadamente a cada 30 minutos, o fumante começa a apresentar sintomas sutis
de abstinência, como irritabilidade, inquietação, ansiedade e queda na
concentração. É comum que ele conviva com esses sintomas o dia todo, livrando-se
deles só ao acender um cigarro.
Outra decorrência do vício é a queda na produtividade. A maioria das empresas
hoje oferece os "fumódromos", que protegem os não-fumantes. Contudo, toda vez
que vai fumar, o funcionário perde pelo menos dez minutos de trabalho, sem
contar o tempo que leva para voltar a se concentrar.
Quem fuma também tende a sentir menos disposição e faltar mais ao trabalho por
doença, em consequência da queda de resistência, por exemplo.
Maconha
Quando retoma suas atividades, quem usa maconha tende a ficar desatento,
disperso e com dificuldade para realizar tarefas mais complexas ou para
processar várias informações ao mesmo tempo.
Esses efeitos podem acometer também o usuário de final de semana e ainda com
mais intensidade quem consome um cigarro de maconha todo dia. Segundo os
médicos, a capacidade de concentração fica comprometida durante dois ou três
dias posteriores ao uso. Quem consome a droga três vezes por semana, pelo menos,
pode apresentar menor motivação no dia-a-dia.
Cocaína
Em geral, usuários de cocaína tendem a ficar instáveis mentalmente, apresentando
comportamento mais impulsivo e irritadiço. O consumo no trabalho pode deixar o
usuário muito eufórico em uma reunião, agressivo em outra e, não raro, deprimido
após o efeito do entorpecente.
Fonte: Aprendiz Uol