Animais em cativeiro? Por favor, não!
Por Degmar Augusta
"arrancai uma flor de seu lugar no oásis que o deserto abrasa, plantai-a num
solo fértil, regai-a todos os dias, e ela murchará e morrerá."
O Egípcio de Mika Waltari
O homem vive em busca de prazeres. Uma constante e eterna busca, quem sabe
uma insaciável busca.
O fato é que para alimentar seus desejos o ser humano é capaz de tudo e para
tal, empreende o necessário e por vezes o escrúpulo, a educação de berço e o
respeito ao semelhante e ao diferente é guardado na gaveta.
A carência e a busca exacerbada pelo possível e impossível fazem com que o ser
humano seja capaz de alimentar seu ego de formas distintas, dentre uma delas:
aprisionando animais silvestres.
Quão linda é a imagem que temos diante dos animais em liberdade... Diga-me que
graça tem um bicho enjaulado, um bicho amedrontado e aprisionado?
Sempre que me deparo com notícias de contrabando de animais – que só ocorre uma
vez que há destinatário final – fico imaginado se um bando de animais nos
aprisionasse e nos forçasse a viver com eles... Cobrisse-nos de carinho, mas nos
forçasse a separação do convívio com os nossos semelhantes, nos impedissem de
namorar, casar, gerar filhos... Como nos sentiríamos?
Oras o que não queremos para nós, não façamos com os semelhantes, mas também não
façamos com os não tão semelhantes assim.
Respeitar a vida e todas as formas de vida é uma conduta que qualquer ser humano
provido de coração deve ou ao menos deveria ter.
É chegada a hora de curarmos nossas carências em terapias ou sei - lá o que e
termos atitudes condizentes com a nossa linhagem de animais racionais.