DUNGA, UM GAÚCHO DE CORAGEM

Por João Renato Weigert*

Nesse período da Copa do Mundo duas declarações movimentaram os espaços dos noticiários na mídia com a declaração do ex-jogador Sócrates ao chamar Dunga e os gaúchos de reacionários e também a negativa de uma entrevista exclusiva do técnico da seleção à Rede Globo, após o incidente com um de seus repórteres.
O trabalho traçado pelo técnico desde seu início foi planejamento com muita coerência, até chegar à Copa. Os números e as vitórias nas competições em que o Brasil participou não mentem, o grupo está sendo vencedor. Se temos um grande time ou não, isso pode ser discutido.
A trajetória de Dunga dentro do futebol dispensa comentários, é um vencedor. Não foi brilhante tecnicamente quando jogador, mas não faltou personalidade e garra, para chegar até o lugar em que está.
Vejamos a situação do¨Dr. Hipócrates¨ que junto com seu parceiro ¨Casinha¨(nunca foram exemplos de atletas), chegados numa ¨marafa¨ proclamaram a tão falada ¨democracia corintiana¨, revolucionando o vestiário de um clube. Ser reacionário ou revolucionário é uma opção.
Algum ressentimento pode ter ficado engasgado na garganta do doutor, pois mesmo com seu futebol bonito não levantou o caneco em uma copa. O anão já ergueu a taça.
Nem Branca de Neve acreditaria que aquele seu anãozinho, de poucas palavras, um dia se tornaria um vencedor. E, Ricardo perguntou: - Espelho, espelho meu, existe no futebol brasileiro alguém mais poderoso do que eu? E o espelho respondeu: - Siiiiim, o anão Dunga!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Com certeza, milhares de gaúchos estão orgulhosos do reacionário Dunga, um corajoso, um determinado, um guerreiro e enfim....... um vencedor.
A melhor definição para toda essa celeuma, foi à declaração de Lya Luft, dizendo que os gaúchos não são melhores nem piores, são apenas diferentes.

*João Renato Weigert – Licenciado em Geografia