Lincoln como comandante
Sergio Vieira
O tenente-coronel PM Lincoln de Oliveira Lima foi confirmado, conforme
publicação no Diário Oficial do Estado, em 30 de maio de 2009, como comandante
do 32º BPM/I de Assis. Trata-se de uma importante notícia já que Lincoln é de
Assis e, com certeza, vai trabalhar com grande afinco naquilo que é hoje uma das
principais preocupações da comunidade assisense, no caso, a violência.
Ele substitui no cargo o tenente-coronel Álvaro Dias da Cunha que desenvolverá
suas funções em São Paulo. O fato do tenente-coronel PM Lincoln ser de Assis
facilitará sobremaneira o diálogo com os mais diferentes setores da comunidade
assisense. Não que o tenente-coronel Cunha não estava desenvolvendo um bom
trabalho. Entretanto, como não tinha conhecimento esmiuçado das particularidades
de Assis, isso dificultou um pouco o seu trabalho. Além disso, ele deixa o
comando sob a reclamação de muitos setores da comunidade de falta de diálogo.
O desafio de Lincoln à frente do 32º BPM/I será imenso. Afinal, a criminalidade
vem crescendo na cidade e isso traz preocupações à sociedade local. Todavia, tal
fato não é uma primazia de Assis. Afinal, o Brasil inteiro reclama do
crescimento da criminalidade. Entendemos que o novo comandante deve investir em
inteligência. Este é o segredo para combater o crime. Somente com inteligência é
possível saber antecipadamente os passos dos criminosos. Você previne o crime
antes do mesmo acontecer.
Diante disso, é fundamental que Lincoln fortaleça este setor no batalhão,
colocando profissionais qualificados com o objetivo de que atuem no sentido de
saber com antecedência os passos dos criminosos. Assim, fica muito mais fácil
para a polícia atuar.
O outro fator é abrir canais de comunicação com a comunidade. Conversar e
discutir com os mais diferentes setores da comunidade, saber de seus anseios, e
a partir daí estabelecer uma estratégia comum de ação. Afinal, esta parceria com
a comunidade é fundamental para combater o crime. Muitos crimes foram abortados
principalmente porque membros da comunidade, desconfiando da ação dos marginais,
avisaram à polícia.
Porém, é fundamental dizer que nada adiantará termos um comandante de Assis se o
poder público não fizer sua parte. Criminalidade não se combate só com polícia.
Combate-se a criminalidade investindo no social, criando oportunidades para que
as pessoas possam vislumbrar novas expectativas de vida. Se isso não acontecer,
por mais competente e boa vontade de Lincoln, de nada adiantará.