| Mesa CHEIA. Sinal de incompetência!
Por Adm. Marizete Furbino*
“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo, e
fazer bem feito”. (Pitágoras)
O profissional do século XXI deve ter em mente que mesa
cheia de papelada não é mais sinônimo de competência; ao
contrário, é sinal de incompetência.
Pilhas e mais pilhas de papéis sobre a mesa, além de atestar
falta de organização, atesta incompetência, pois, se aquela
papelada está ainda por cima da mesa é sinal de que não fora
resolvida, e pior, em tempo hábil; logo, poderá comprometer
muito o profissional responsável. Toda documentação
resolvida deve ser imediatamente arquivada. Isto faz parte
de uma boa organização e de um bom gerenciamento.
Ademais, torna-se visível a necessidade de, além de sermos
organizados, saibamos planejar nossas ações, priorizar as
tarefas, definir as prioridades de curto, médio e longo
prazos, para evitar, desta forma, possíveis perdas.
Ressalta-se que, apesar de alguns dizerem que por traz de
uma mesa com papéis empilhados e totalmente bagunçados
existe sempre um profissional criativo, é preciso salientar
que nos dias atuais, se “afogar” em meio à papelada é uma
variável grave que deve ser ponderada, visto ser considerada
um forte “indicador” de incompetência. Deve-se ter em mente
que, se o profissional não consegue organizar sua mesa, como
irá conduzir todo o seu processo de trabalho?
Chega às raias do absurdo o profissional pensar que, quando
a mesa estiver entupida de papéis, os demais irão no mínimo
imaginar que ele trabalha muito, que é muito competente,
envolvido, comprometido e, quem sabe, até insubstituível. Um
profissional com este perfil pode até ser criativo e até
mesmo ser útil em várias situações para a empresa, mas
certamente será inútil em projetos ou tarefas que requeiram
método e organização para o alcance de bons resultados.
Com efeito, pensar e refletir sobre isso é hoje
imprescindível a quem deseja pelo menos permanecer no
mercado por um período mais longo de tempo, uma vez que em
meio a um mundo de negócios onde a competitividade “canta
cada vez mais alto”, e é decisivo que devamos ser ágeis em
tudo o que nos propusermos a fazer.
É sabido que hoje as empresas avaliam não somente a
competência técnica de seus profissionais, mas o seu
comportamento e suas atitudes ditam as regras do jogo, e
essas contribuem para sua permanência ou não no mercado;
logo, torna-se de extrema importância o colaborador pensar
sobre qual é a percepção que a empresa possui dele e, sem
resistência, refletir, analisar e procurar mudar a sua
postura quando se fizer necessário.
Neste entendimento, é preciso se livrar das pilhas e mais
pilhas de papéis, que muitas vezes impedem até mesmo de
sermos visíveis. Desde logo, aprender a arquivar documentos
e saber arquivá-los temporariamente em conformidade com os
seus prazos, é fator de fundamental importância no que tange
à organização. É imprescindível também manter seu foco em
resolver as tarefas de curto prazo. É preciso ficar claro
que sobre sua mesa deverá ficar somente o que você estará
resolvendo naquele momento e/ou dia, quiçá pendências para o
dia seguinte.
Tal assertiva demonstra que uma mesa bagunçada, além de
causar um tremendo mal-estar e péssima impressão em que as
vê, causa uma tremenda confusão no seu responsável, podendo
também comprometer a sua produtividade acarretar alguns
danos, tais como: perda de documentos, demora na localização
de documentos, entre outros transtornos, como eventuais
prejuízos devidos ao não cumprimento de prazos.
Um cuidado especial deve ser dado ao que se deve arquivar e
ao que se deve jogar fora, pois não se pode chorar o “leite
derramado”.
É preciso lembrar que há benefícios advindos de um ambiente
organizado, que tanto corrobora no que tange a maximização
da produção e a minimização do tempo; logo, comece a se
organizar, naturalmente sem paranóia, e lembre-se que tudo
em excesso é prejudicial.
Vale ressaltar que a mesa de trabalho demonstra claramente o
perfil do profissional que ali está, o que indica que
devemos ficar muito atentos, uma vez que no mercado tudo é
avaliado e a primeira impressão é a que irá permanecer.
Comportamentos habituais estão intimamente arraigados ao
caráter da pessoa e, por esta razão, são difíceis de serem
eliminados. Um “bagunceiro” no trabalho, também o é no seu
lar e em todas as ocasiões imagináveis. Por outro lado, é
sabido que novos ou bons comportamentos podem ser aprendidos
e se integrarem de forma definitiva na pessoa, anulando o
comportamento inadequado anterior.
Um fato observado neste século é que está em voga a
utilização das mesas compartilhadas; sendo assim, este
“arranjo” de trabalho coletivo constitui mais um motivo para
se preocupar com a organização da mesa.
Ora, como é cediço, organizar a mesa de trabalho é essencial
em um mundo de negócios onde tudo e todos são observados e
avaliados o tempo todo; caso esta preocupação não se faça
presente, poderá comprometer profissionais e empresas
perante este mercado altamente competitivo que ai está; em
vista disso, negar tal necessidade, pode significar negar a
permanência de profissionais e empresas no mercado.
Por derradeiro, é importante ter em mente que, se você é um
profissional desorganizado, você pode passar a ser um
profissional organizado, mas isto só depende de sua
iniciativa.
Basta você querer e se esforçar continuamente. Práticas
adotadas de forma contínua se integram ao nosso modo de ser.
Cabe só a você se ver livre de rótulos incômodos ou de
avaliações e observações negativas.
*Marizete Furbino, com formação em
Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização
em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG.
É Administradora, Consultora de Empresa e Professora
Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br
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