| Formei; e agora?
Por Kyrla Nunes
Hoje formação acadêmica já deixou de ser um diferencial
para se ingressar no mercado de trabalho. As organizações
estão em busca de profissionais capazes de agregar-lhes
valor em tempo e custo mínimo, com isso a experiência
profissional passou a ser requisito indispensável no
mercado. E o que fazem àqueles que ainda não tiveram
oportunidade de mostrar o seu talento? Àqueles que acabaram
de concluir a faculdade?
Este é um dos grandes desafios para àqueles candidatos que
deixam de ser estudantes para se tornarem profissionais. O
grande problema que eles encontram é o fato de saírem da
faculdade apenas com um embasamento teórico. Sem ter tido a
oportunidade de entrar no mercado durante a faculdade,
surgem às dificuldades para iniciar a carreira.
O que acontece é que cada vez mais as empresas têm buscado
profissionais "maduros", o que muitas vezes não quer dizer
capacitados ou aptos a executarem determinadas funções, o
que conta é que aquele profissional tem "x" anos de
experiência na área. Anos de experiência restrito a uma
única área, muitas vezes até obsoleta, sobressai aos
conhecimentos que atende as necessidades reais do mercado.
A maioria das organizações não se bastam com o fato da
pessoa ter experiência adquirida na vida, para elas o que
conta é o tempo de que aquele profissional tem na carteira,
por qual empresa ele passou e o que ele fez por lá. Com isso
acaba não dando oportunidade para muitos que adquiriram
experiência com trabalhos autônomos, sem fins lucrativos, e
que muitas vezes são muito melhores que os profissionais
velhos de casa que se encontram por ai.
A estes novos profissionais restam estar antenados com as
necessidades do mercado, numa busca sem fim de conhecimento
para tornar o currículo mais atrativo. São cursos
complementares, pós graduação, mestrado, línguas (...). São
profissionais em busca de um diferencial para brigarem
contra os grandes, e seus anos de experiência profissional
comprovada.
Há momentos que se questionam a validade dessa constante
atualização já que no final o que as organizações pedem é:
“qual sua experiência profissional?”. Por que não considerar
trabalhos desenvolvidos em conclusão de curso, estudos
feitos em casa a fim de conhecer do assunto? Será que um
cara que trabalha três anos com programação utilizando de
códigos prontos e sem nenhuma reciclagem, é melhor do que
àquele que desenvolve de casa sites para micro empresas,
programas para padarias, obedecendo todos os requisitos que
o seu “cliente” pede? Muitas vezes estes largados ao vento
têm muito mais conhecimento teórico e prático do negocio,
pois nesta busca por um diferencial eles acabam por se
atualizarem com a necessidade do mercado enquanto que os
outros, os velhos de casa, nem por reciclagem passam. O que
falta mesmo para eles, é ter a oportunidade de mostrar a sua
capacidade.
Sorte daqueles que ainda durante a faculdade por exigência
da grade curricular, conseguem um estágio numa boa
organização e ainda como estudante tem a oportunidade de
mostrar o seu valor. Porém muitas vezes sua capacidade é
mostrada apenas durante este período de estágio, afinal, não
são todas as organizações que querem efetivar os seus
estagiários, elas apenas contam com sua mão de obra no tempo
determinado pela carga horária do estágio, e quando essa
mesma carga horária se conclui, de estagiário ele volta a
ser estudante, e em alguns casos, um profissional
desempregado.
Com certeza o futuro do trabalho precisa de experiência e
escolaridade, mas pra pensar no futuro, é preciso pensar em
oportunidade. A experiência se ganha com o tempo, e muitas
vezes escolaridade é fruto do benefício de um salário
oferecido por esta experiência. É preciso abrir as portas e
acreditar nos jovens talentos que as faculdades e
universidades têm colocado no mercado, são esses jovens de
hoje que farão o futuro de amanha.
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/42320/1/Formei-e-agora/pagina1.html#ixzz0tHOtfrco |