| CALA A BOCA FOFOQUEIRO
Dalmir Sant’Anna*
O desafio de fortalecer o trabalho em equipe com a
superação da fofoca
A expressão “cala a boca” pode ser algo assustador para
pessoas conservadoras, mas utilizada com frequência, por
alguns jovens da geração Y. Recentemente, a capa de uma
conceituada revista nacional, mostrou a força do Twitter, em
uma campanha direcionada ao locutor esportivo mais conhecido
do Brasil, com um slogan direcionado com o pedido para
“calar a boca”. Perceba que, em alguns momentos da vida é
preciso colocar um ponto final em algumas divergências,
principalmente, quando a fofoca está impregnada em um grupo
de pessoas. Para tornar o trabalho em equipe mais produtivo
e com melhores resultados, observe as dicas a seguir e
coloque em prática a ação de não levar adiante uma fofoca,
prezando em valorizar a cooperação e estimular a
proeminência do companheirismo.
Etiqueta corporativa abrange respeito – Você foi convidado
para participar de um almoço, com um colega de trabalho.
Durante o encontro percebe que o principal assunto é a
disseminação de uma fofoca. Qual será sua conduta? Primeiro
é necessário deixar evidente que você é uma pessoa educada e
profissional. Em seguida agradeça o convite do almoço. E a
terceira atitude deverá indicar que a etiqueta corporativa
não é algo fútil e, seu alcance, está além de distinguir
entre um garfo de salada e o do prato principal. Neste
sentido, mostre que não há interesse algum, na continuidade
da conversa sobre o assunto. Enfatize para a pessoa, que
convidou você para o almoço, que o clima de trabalho é
diretamente prejudicado com uma fofoca.
É mais difícil conhecer a si mesmo – Olhamos no espelho
diariamente, para observar nossa aparência externa, mas
encontramos dificuldade para conhecer com mais profundidade
nossas fraquezas, comportamentos e o íntimo de nossos
sentimentos. Em uma equipe, o líder muitas vezes precisa
agir com veemência, para colocar um ponto final em uma
fofoca e “calar a boca” de fofoqueiros com atitudes
pontuais. Não é justo que, uma equipe de trabalho seja
prejudicada, por um elemento que sabe parte de uma história
e decide inventar um final, com o objetivo de disseminar a
discórdia. Neste sentido, busque conhecer melhor a si mesmo
e jamais esqueça, que estando no meio de fofoqueiros, por
mais que você não seja, será visto com um deles.
Compreender a diversidade humana – Com o objetivo de
disseminar diariamente a fofoca e fazer com que inúmeros
profissionais amarguem situações constrangedoras, o
fofoqueiro é ainda um personagem garantido em muitos
ambientes organizacionais. Vários desligamentos
profissionais e afastamentos já foram solicitados, em
decorrência da dificuldade de adaptação à cultura
organizacional, bem como, da aceitação em usar da fofoca,
para buscar promoções pessoais. Compreender a diversidade
humana, também é perceber que há pessoas incomodadas com o
sucesso de outras e acabam não controlando a língua. Não
ofereça ouvidos a um fofoqueiro, pois esta atitude pode
trazer consequências tristes para você e para aqueles que
estão a sua volta.
O tempo desperdiçado com uma fofoca pode ser coerentemente
utilizado, para gerar energia positiva e oportunizar novos
negócios. Fique atento com o uso das diferentes ferramentas
de mídia social e o que você divulga diariamente, pois podem
passar a ser propagadoras de fofocas. Por outro lado, também
observe que quando um colega anunciar “vocês sabem da
última?” será necessário praticar o exercício de morder a
língua. Certamente, você estará ouvindo mais uma informação,
sem que os principais envolvidos estejam presentes.
*Dalmir Sant’Anna – Palestrante
comportamental, Mestrando em Administração de Empresas,
Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação
Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser
Mais" e do DVD com o tem “Comprometimento como fator de
Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br |