“DIA DO BOMBEIRO”
Por Maria Cândida
Dia dois de julho comemorou-se o ‘DIA DO BOMBEIRO” e eu, como orgulhosa
madrinha, fui tomar o café da manhã com meus ilustres afilhados. E, por sinal,
esta semana, eu sem querer observei de perto o serviço desses valorosos
soldados. A Marilda, minha secretaria, tem um filhinho lindo, Carlos Eduardo, e
quando a Creche não está a disposição das mães que trabalham , o menino a
acompanha e eu fico muito feliz, pois é uma criança adorável. Segunda-feira,
assim que cheguei do Serviço, falei com minha secretária e perguntei se queria
ir para casa, mas ela preferiu ficar mais um pouco. Dei uma volta pelo bairro e
dez minutos depois, voltei e encontrei a moça chorando e o menino ensangüentado
em seus braços.
-Ele caiu, machucou o queixo. Já chamei os bombeiros. O menino estava assustado
e a mãe chorava muito.
Eu fiquei sem forças até para sair do meu carro e num esforço consegui carregar
meu rapazinho molhado de sangue. Os Bombeiros chegaram e não sabiam se socorriam
o menino, ou eu e a Marilda, tal era nosso estado de nervos. Olharam e
garantiram que não era nada grave, mas levaram-no para o Pronto Socorro. Quanta
ternura, quanta bondade, quanto esforço e dedicação. E enquanto eu aguardava o
curativo do Carlos Eduardo, um bombeiro , ficou ao meu lado, tomando conta de
mim. Não demorou nada, novamente o Carro do Bombeiro chega conduzindo um senhor
idoso em uma maca .
- Meu Deus saíram agora mesmo daqui e já voltaram. Acomodaram o doente, como se
fossem enfermeiros, transferindo-o de um lugar para outro. Mais um pouquinho de
tempo e outra vez os mesmos bombeiros conduzindo uma mulher desacordada. Eles
não são apenas os Homens que combatem incêndios. Que nada, eles entendem de
medicina de enfermagem, de tolerância de amor ao próximo. Depois do curativo do
meu doentinho, fui levá-los para casa e quando voltei fiz, diante da sede do
batalhão uma pequena oração falando a Deus o quanto eu admirava os meus
afilhados. Nova correria, e dois carros partem. Fui atrás. Pararam numa casa da
minha rua. Perguntei a um vizinho.
- O que aconteceu? Coitado do bombeiro!!!.
- Nada! Estão tentando pegar uma cobra que está na cozinha daquela casa...E eu
falei com Deus:
Senhor, abençoai essa gente tão especial - O BOMBEIRO!