| Casar é Preciso!
Por Adm. Marizete Furbino*
“O passado é lição para refletir, não para repetir”.
(Mário de Andrade)
A ascensão de uma empresa está ligada primordialmente aos
Recursos Humanos nela existente, portanto aliar
desenvolvimento organizacional com investimento em Recursos
Humanos é fundamental.
Como cada ser humano é ÚNICO, com seus anseios, talentos e
objetivos, tem muito a contribuir para com a organização. Os
funcionários recebem novo título, o de colaborador e estes
que de fato merecem jus a este nome, são comprometidos e
envolvidos com a organização, são cada vez mais
participativos da gestão organizacional, contribuindo sempre
com suas idéias geniais e sendo verdadeiros empreendedores
dentro da própria organização onde exerce suas funções.
Sabemos que hoje, a maior commodity de uma empresa chama-se
conhecimento, e é através deste que as organizações
conseguem galgar vôos e se tornarem sólidas neste mercado
onde a competitividade é tão acirrada.
Portanto, hoje, as empresas devem pensar em investir e
valorizar cada vez mais o ser humano, caso contrário estará
fadada ao fracasso.
Podemos considerar o RH (Recursos Humanos), como o maior
patrimônio de uma organização, portanto, o maior
investimento que uma empresa pode-se fazer é nas pessoas.
Acreditar e apostar nos talentos nela existente, no
potencial e na capacidade de cada ser humano.
As organizações têm que procurar enxergar que cada ser
humano possui talento, desde o porteiro até a diretoria,
todos têm idéias, inteligência e são criativos, portanto,
possuem atributos valiosos, por isso, devem ser valorizados,
sem distinção.
Nos momentos de crise, devem ficar “antenados” quanto ao seu
maior patrimônio “as pessoas” e não desfazerem destas.
Lembrar sempre que, as pessoas são os pilares ou esteios que
sustentam uma organização e que ao desfazerem destas, a
tendência é submergir, contribuir para que a organizar
chegue ao caos.
Em meio às constantes mudanças em que vivemos neste séc.XXI,
o importante é saber selecionar, saber recrutar, saber
investir, saber manter e saber reter as pessoas dentro de
uma organização, uma vez que são consideradas esteios da
mesma.
É de fundamental importância lembrar sempre que, quando o
colaborador é valorizado, existe maior dedicação,
envolvimento e comprometimento do mesmo para com a
organização, porque passa a amar o que faz e isto faz todo
um diferencial, contribuindo então, no alcance das metas
propostas, tornando-se verdadeiros empreendedores, deixando
de ser meros empregados, porque participam de fato de todo
processo organizacional. E esta satisfação ao exercer as
funções constitui um diferencial de competitividade para as
organizações.
Neste processo organizacional, conhecer cada colaborador é
essencial.
Enxergar o colaborador como maior ativo intangível em uma
organização e saber relacionar adequadamente talentos
existentes e áreas de atuação é primordial para que a
empresa torne-se competitiva.
Um dos grandes desafios para as empresas do séc.XXI, além de
proporcionar condições para que os colaboradores executem
suas ações com eficiência e eficácia, é o de fazer com que
toda a empresa reconheça e valoriza cada funcionário como de
fato colaborador, gente que possui talentos valiosos e
também o de procurar fazer com que todos os departamentos e
pessoas executem suas ações de forma interagida e integrada,
conscientes de seu papel e do rumo a seguir, perseguindo os
mesmos objetivos. Portanto, todos dentro de uma organização
devem falar uma mesma linguagem, garantindo e canalizando
esforços no alcance das metas propostas.
As organizações devem de forma urgente e emergente adotar a
Gestão por Competência, onde toda a organização segue uma
lógica única, preocupando em investir na formação dos
profissionais, cujo objetivo é atender às demandas de
negócios com eficiência e eficácia, contribuindo assim, para
agregar valor à empresa e fazer o diferencial no mercado.
É preciso descortinar o passado, retirar os velhos hábitos,
que podem ser prejudiciais nesta nova era: a era do
conhecimento. É necessário que toda organização se
comprometa em adotar novos hábitos, novas posturas, novos
comportamentos, diante dos fatos e processos
organizacionais.
Na era do conhecimento, praticar endomarketing dentro da
organização é hoje fator sine-qua-non de sucesso. O
Endomarketing é uma ferramenta do marketing dirigida ao
público interno das organizações, cujo objetivo é: atrair
manter e reter o cliente interno, para se obter resultados
favoráveis à empresa, atraindo, mantendo e retendo também os
clientes externos, perseguindo e alcançando assim, qualidade
significativa do produto ou do serviço prestado.
As ações de endomarketing buscam a satisfação do público
interno e o seu comprometimento com os objetivos
organizacionais, contribuindo assim, para que todos
trabalhem em sintonia, em prol de um melhor atendimento ao
cliente, buscando cada vez mais a excelência.
Para alcançar sucesso dentro da organização é preciso que
transforme gerentes em grandes lideres, uma vez que estes
além de comprometidos e envolvidos com toda organização,
será sabedor da importância da delegação de tarefas, criando
um vinculo de confiança entre todos os envolvidos no
processo, e o resultado será um só: aumento de produtividade
com qualidade.
O colaborador será consciente de sua importância dentro da
organização, bem como da importância de estratégias
utilizadas para atender com eficácia todos os clientes,
exercendo suas funções com comprometimento, envolvimento,
transparência e cooperação.
A valorização e reconhecimento dos clientes internos
constituem-se fator essencial para que a organização não só
sobreviva, mas para que permaneça perene, neste mercado onde
a competitividade é tão acirrada, e em contrapartida os
colaboradores deverão estar comprometidos com os resultados
organizacionais esperados.
É preciso que a empresa valorize o funcionário, para que
este torne a ser de fato um colaborador, mas também é
preciso que o colaborador valorize a organização em que está
inserido, para que o mesmo não apenas passe pela
organização, mas, deixe a sua contribuição. Portanto, ambos
deverão realizar um “casamento”, casamento este que impregne
a harmonia, e que possam ser atendidas as necessidades e
anseios de ambos (empregado e empregador).
Como em um casamento, é de suma importância que exista entre
todos os colaboradores, o amor e o desejo de sempre
continuar, alimentando o sentimento através de atitudes que
expressam e contribuem para manter um relacionamento, tais
como: respeito, confiança, carinho, admiração, fidelidade,
criatividade, transparência nas ações, muito diálogo,
comunicação, maturidade, e atuar em prol da conquista
sempre. Caso contrário corre-se o risco de chegar à mesmice
e desmoronar toda a relação, levando a organização a
naufragar.
Assim é a vida organizacional, há que se ter, portanto, um
casamento perfeito entre colaborador e organização, onde
todos os objetivos estejam claros, definidos e perseguidos.
Onde cada um sabe exatamente o que fazer para contribuir com
o todo, se preocupando em alcançar sempre a eficiência e
eficácia nas ações, em prol da qualidade, sabendo exatamente
do caminho a percorrer e que estratégias utilizar.
Portanto, sentir amor pela organização em que está inserido,
pela função/atribuição é imprescindível, pois, quando o amor
é verdadeiro e forte, é possível superar obstáculos e seguir
em frente.
*Marizete Furbino, com formação em Pedagogia
e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em
Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É
Administradora, Consultora de Empresa e Professora
Universitária no Vale do Aço/MG.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br -
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