| A Fragilidade da Vida
Por
Adm. Marizete Furbino*
“Vida louca vida, vida breve...”
(Bernardo Vilhena/Lobão)
A idéia de que a vida é frágil demais nos assusta a cada
instante!
Remete-nos à reflexão importante sobre o modo de ser do
homem contemporâneo. Este homem que trabalha, trabalha e
trabalha e que nunca se encontra realizado
profissionalmente, vivendo em uma busca constante, em sua
trajetória profissional e pessoal. Cada vez mais vivemos
numa sociedade da técnica, sociedade esta, digitalizada, em
que tudo parece previsível, passível de transformação
numérica. E é justamente no íntimo dessa convicção sobre o
exato, que o inesperado faz sua intromissão devastadora,
deixando marcas na história da humanidade. Na forma brutal,
de um acidente fatal, onde a morte aproxima-se no recôndito
do corpo de pessoas que estavam em um avião, que se abate
sobre um edifício, causando-nos tamanha perplexidade e um
sentimento enorme de impotência.
O desenvolvimento científico dos últimos anos, em progressão
geométrica, tem criado condições para uma vida saudável e
uma idade avançada, um prolongamento da expectativa de vida
que não conhecíamos há alguns poucos decênios passados.
Somos com isso induzidos a uma segurança absoluta. O
transitório torna-se permanente até que o inesperado
acontece e leva-nos a ter uma nova concepção de vida. O
tempo tem nova dimensão na velocidade dos acontecimentos que
passam por nós numa sucessão ininterrupta, tudo reduzindo ao
instante presente como se fosse eterno. Os dias não têm fim
com o por do sol, prolongando-se pelas noites que se
estendem até o raiar do sol.
No entanto, apesar de tudo isso, é terrível constatar que a
vida humana é muito frágil. Nossos dias passam velozes. Não
nos adianta toda a segurança do mundo, toda a riqueza e
poder. Estamos sujeitos sempre aos incômodos, incluindo-se
as doenças e a morte. Portanto, devemos viver nossos dias
com sabedoria, pois, a vida é uma só, uma única e poderosa
oportunidade para realizarmos projetos grandiosos e
enobrecedores, capazes de produzir efeitos enriquecedores
nos outros e principalmente em nós mesmos.
Para isso, olhe ao seu redor, perceba o reflexo que causa
nos demais, perceba como se sente perante os mesmos e todos
os dias perante você próprio. Faça uma auto-análise de como
está vivendo.
O que me fez ficar pensando hoje foi o fato de a vida ser
tão frágil. Em um momento estamos aqui bem, e em outro, em
um piscar de olhos, não estamos mais. Tal fato contribuiu e
muito para que eu refletisse e decidisse a viver cada
momento, aproveitar cada oportunidade, ficar junto de quem
gosto o máximo de tempo possível. Sei que é difícil, mas
acho que tenho que parar de esperar que as coisas melhorem,
que o trabalho diminua, que eu tenha mais dinheiro, que eu
encontre um grande amor para aproveitar o que a vida está me
oferecendo agora.
Não sei se estarei aqui daqui a um dia, daqui a um mês,
daqui a um ano. Estarei aqui o tempo que me for permitido e
quero que esse seja o melhor tempo de todos.
*Marizete Furbino, com formação em Pedagogia
e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em
Empreendedorismo, Marketing e Finanças pelo UNILESTE-MG. É
Administradora, Consultora de Empresa e Professora
Universitária no Vale do Aço/MG. Contatos através do e-mail:
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que mantida a integridade dos textos, mencionado a autora e
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