CAOS DA SAÚDE
Por Márcio
Alexandre da Silva*
A saúde de
Assis esta cada vez mais caótica.
Na
quinta-feira, 26/01/2012, à noite, um jovem de apenas 22
anos da comunidade da Prudenciana estava, aparentemente,
com virose. Então, ele se dirigiu ao Pronto Atendimento
(PA) no Maria Isabel, onde foi medicado e dispensado.
Como não melhorou, ele foi ao Pronto Socorro Municipal
que fica nas dependências do Hospital Regional, mas, de
responsabilidade do município, também foi medicado e
dispensado. Não melhorando, voltou ao P.A do Maria
Isabel, onde foi novamente atendido e dispensado. Ainda
não apresentando progresso na sua saúde, na manhã de
sexta-feira foi levado ao PSF da Prudenciana, novamente
atendido medicado e dispensado. Porém, continuou a sexta
inteira com indisposição intestinal, estado febril,
vômitos e mal-estar.
Indignados com
a falta de melhora do paciente, que não conseguia andar
e aparentava-se desfalecido, os familiares resolveram
pagar uma consulta com um neurologista, num hospital
particular. O neurocirurgião levantou a hipótese de
meningite e, imediatamente, encaminhou um pedido de
internação ao Hospital Regional. O jovem permaneceu na
parte de baixo do hospital esperando vaga. No sábado
pela manhã seu quadro clínico piorou e ele foi
rapidamente encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva
(UTI), com quadro clínico gravíssimo. Na Terapia
Intensiva todos os exames foram encaminhados, mas, até o
término deste artigo não tinha um diagnóstico final.
A indignação
dos familiares é: Por que todos os médicos anteriores
não pediram exames para verificar a gravidade da
enfermidade?
Este caso se
soma aos das pessoas que acordam às três horas da manhã
para conseguir atendimento com pediatras. Pessoas que
vão de madrugada às UBS para conseguir consultas, às
vezes, ficam ao relento expostas a chuvas e ventos. A
saúde de Assis reflete a saúde do país e do estado, mas
a saúde do nosso município poderia estar melhor...
Este jovem
estará bem em poucos dias, mas, quantos não perdemos e
perderemos por falta de um bom atendimento. Pois, se a
família deste jovem não tivesse consultado um médico
particular, pago com dinheiro das suas economias, não
duvidamos de que, talvez, não tivéssemos mais este jovem
entre nós.
* Professor de
Filosofia. Morador da Prudenciana.
Autor do livro:
PODE MORRER DE TANTO AMAR?
marciobressane@hotmail.com