Desfile das escolas de samba

Por Sergio Vieira - da Redação www.assisnoticias.com.br


No último domingo (22), quem teve a oportunidade de ir até a avenida Rui Barbosa presenciou um exemplo de desorganização em relação ao desfile das escolas de samba. Um fato que vem acontecendo todos os anos. Um desfile, que estava marcado para iniciar-se às 8 horas, até as 22 horas não havia começado. Deixando o público cansado e esperando por horas de pé nas calçadas na avenida. Isso porque uma das escolas de samba – Acadêmicos do Erê – que era a primeira na ordem para entrar na avenida, acabou não desfilando.
O que é necessário refletir em todo este processo é o fato de a Prefeitura Municipal liberar uma verba de R$ 40 mil para ser rateada entre as quatro escolas de samba do município, cabendo a cada uma delas a importância de R$ 10 mil. Entretanto, as escolas acabam apresentando um espetáculo deprimente na avenida, com atrasos constantes e um nível de desfile abaixo de qualquer expectativa do público. Isso vem repetindo-se ano a ano, sem que qualquer providência seja tomada.
A FAC – Fundação Assisense de Cultura -, que organiza este desfile, deveria exigir maior responsabilidade destas escolas de samba no sentido de que representassem bem seus papéis na avenida. Não é justo que a prefeitura disponibilize verba pública para que tais fatos aconteçam. Além disso, defendemos que a partir do próximo ano a Prefeitura Municipal não libere mais verbas para estas escolas porque é um dinheiro público que no final das contas é mal utilizado por quem deveria desenvolver um trabalho bom na avenida.
É o mesmo que você contratar uma pessoa para exercer um determinado serviço, pagar adiantado, e depois a mesma desenvolver uma tarefa abaixo de qualquer expectativa. Qual é a providência que você tomaria? No mínimo, acionaria o Procon para que esta pessoa realizasse o serviço novamente.
Uma questão que merece ser discutida na cidade é a prefeitura liberar verba para desfile de escola de samba. Se as escolas querem realmente apresentar um bom trabalho, que formem uma Liga, captem recursos e desfilem apresentando um bom papel na avenida, como acontece na maioria das cidades. Afinal, não é papel da Prefeitura Municipal liberar recursos para desfile de escolas de samba. As demandas são tantas, e este dinheiro liberado para estas escolas poderia ser utilizado da melhor maneira possível.
O que é necessário é que estas escolas andem com suas próprias pernas, e não dependendo de recursos públicos. Se não sobreviver, é porque não tem competência para se estabelecer, como é a lei do mercado. Quem sobrevive, é porque tem competência. O que não é justo é financiar determinadas escolas que apresentam um desfile medíocre às custas de dinheiro público.
Estamos falando isso logo depois do desfile das escolas no Carnaval de 2009. Esperamos que no Carnaval de 2010 isso não aconteça mais. Tomara que daqui a um ano isso não caia no esquecimento. Afinal, estamos fazendo o nosso papel de pregar no deserto.