Mais um ano em nossas vidas
Por Antonio Paiva Rodrigues
A esperança do ser humano é normalmente um mundo de
fantasias, com dias melhores, situação auspiciosa, objetivos
concretizados com felicidade, saúde, e momentos feéricos,
direcionados para o bem estar da família e de sua
comunidade. Infelizmente, nem tudo almejado é alcançado. O
viés, o azimute que nos levam ao desejo feliz tem uma
conotação divina, o merecimento. São trezentos e sessenta e
dias que se renovam com o passar do tempo recheados de
esperanças, de planejamentos, de inspirações, que ao frigir
dos ovos a concretização direciona-se para uns e para outros
não. Se somos filhos de Deus qual o motivo dessa
disparidade? O filho de Deus, Jesus Cristo esteve neste orbe
para pregar o amor, o perdão, a caridade, a fraternidade e a
sintonia entre irmãos. Mas nem sempre o amor corresponde à
realidade e as demais sinonímias seguem a mesma dialética e
o mesmo diapasão. Seria a influência do livre-arbítrio? Da
ignorância, do orgulho, do egoísmo humano? Talvez sim ou
não! Colocaríamos em primeiro lugar a imperfeição humana,
que por sua formação ética, educacional tem o pêndulo
variando pelos dois pólos do livre arbítrio.
Nas festas natalinas rogamos e pedimos ao Pai Maior e ao
menino Jesus que nos proporcionasse um Natal prospero, onde
a sintonia entre irmãos fosse imantada por uma luz brilhante
abastecida pelo amor, mas infelizmente depois das
festividades a mídia trás estatísticas deleterianas com
muitos acidentes e mortes para infelicidades de muitas
famílias. Será que o ser humano jamais irá imantar o bem e
tornar o mundo mais humano? Parece-nos que não. A
festividade que deveria ser plena de paz e de alegria no
final se reveste num teatro de desespero, choro e tristezas.
Muitas vidas ceifadas de jovens promissores, de famílias
tradicionais e de muitos profissionais que teriam muitos
serviços a prestar a humanidade, mas o exagero, o abuso e a
imprudência transformaram um cenário que deveria ser de
alegrias em escaninhos de tristezas.
Vem aí o dia da Confraternização Universal. Pelo menos
devemos respeitar a sinonímia do dia. O ato de
confraternizar será o ato de ligar, unir como irmãos;
irmanar. Conviver ou tratar fraternalmente, ter os mesmos
sentimentos, crenças ou idéias de outrem; dar, mais ou menos
efusivamente, demonstração de confraternidade e tratar
fraternalmente; demonstrar respeito ou carinho, etc. Que os
acontecimentos tristes do Natal não se repitam na passagem
de um ano para o outro. Almejamos que nossos pedidos sejam
ouvidos, e cheguem aos ouvidos insensatos. Passa ano, entra
ano, mas os exageros não diminuem. E no final da festa o
balanço será trágico. Queríamos um Natal de luz e esperanças
e uma Confraternização cheia de paz e felicidades,
entretanto, o sofrimento somado as preocupações deveriam num
passe mágico transforma-se no dia mais lindo da humanidade.
Está difícil de alcançarmos esse objetivo. O mundo Jovem nos
facilita a alcançarmos a origem e como a semente foi
plantada e regada. “O Dia da Confraternização Universal é
comemorado em quase todo o mundo em 1º de janeiro. Nesse
dia, as pessoas trocam votos de alegria, de paz e de
felicidade para o ano que se inicia. Tradicionalmente há uma
vigília na noite de 31 de dezembro, quando se comemora com
muitas festas a passagem do ano. No Brasil, a chegada do
ano-novo acontece em meio a simbologias diversas: a queima
de fogos de artifício, o uso da cor branca nas vestimentas;
na culinária, temos a presença de determinados alimentos
como lentilha e romã, e pratos como rabanada, entre outros.
Esses rituais têm o objetivo de trazer sorte para o ano que
se inicia”. “No litoral, as pessoas têm o costume de
dirigir-se às praias onde, em meio às comemorações, são
feitas oferendas a Iemanjá, divindade que na umbanda - uma
forma de culto religioso de origem afro-brasileira - é
considerada a rainha do mar”. Várias crenças e costumes
acontecem nesse dia.
O ano que se inicia é sempre acompanhado de várias
manifestações, independentes de crenças, raças e classe
social. Este dia têm uma origem como os demais. “Na maioria
dos países do mundo, essa contagem regressiva é realizada na
passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro. É o início de
um novo ano, segundo o calendário gregoriano, instituído em
1582 d.C. pelo papa Gregório 13. De acordo com estudos
astronômicos, um ano é o tempo que a Terra demora a girar em
torno do sol. Este calendário é utilizado atualmente por
todo o ocidente e é considerado oficial no mundo todo. Há
culturas que celebram a passagem do ano em outras datas e
estão em uma contagem muito maior do que o nosso 2008. É o
caso dos chineses e dos judeus. Independente de quando
acontece à passagem do ano, todas as nações celebram esse
momento como uma saudação à vida e com desejos de
fraternidade e paz para o próximo período. É apenas uma
data, a vida continua da mesma maneira e nem as guerras
deixam de acontecer somente porque o ano mudou. No entanto
este dia serve para muitas pessoas como um incentivo para
realizar mudanças de atitudes, a fim de viver melhor. Assim,
diversos rituais são realizados, conforme a crença ou a
cultura: soltar fogos, beber champagne, pular ondas, comer
lentilha... cada um escolhe como vai marcar o novo ano. E
como todos nós comemoramos e, juntos, criamos esperanças de
uma vida melhor, esta data é chamada de Confraternização
Universal. Esperamos que a violência e os - acidentes não
escureçam o brilhantismo desta grande festa. Pense nisso!
*ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI-DA
ALOMERCE E DA AOUVIRCE |
|