Mensagem Enigmática Amedronta Governantes Mundiais!
Por Sebastião Ramos*
Ainda há quem sugira que “a escrita na parede” teria um cumprimento maior para os nossos dias. Com certeza, em função da turbulência financeira global que varre o planeta, há motivos de sobra para acreditarmos que algo mais está para acontecer. Quatro palavras simples escritas numa parede rebocada deixaram muitas autoridades políticas e religiosas e um governante poderoso apavorados, num banquete que o rei de Babilônia proporcionou aos seus grandes. Imaginem o tamanho do salão para acomodar tanta gente, além das suas esposas secundárias e concubinas. Vinho importado e fartura de alimentos de toda espécie na mesa era o que não faltava. Cantores e instrumentistas entretinham os convidados com suaves melodias. Era uma verdadeira festança, comparável às de autoridades de primeiro escalão dos governos e de grandes capitalistas do mundo atual. Durante a festa, Deus foi desafiado e a cidade de Babilônia caiu numa única noite.
O excesso de bebida não demorou a afetar o rei Belsazar e a induzi-lo a cometer uma tolice. Belsazar, na frente de seus convidados, enalteceu os seus deuses, dando assim a impressão de que o Deus dos hebreus, não tinha poder algum. Não demorou muito para ocorrer algo inesperado. Naquele momento, apareceram dedos de mão de homem, que escreveram defronte do candeeiro, sobre o reboco da parede do palácio do rei, que via as costas da mão que escrevia. A mensagem misteriosa trouxe um efeito desesperador ao rei, que mudou de cor, seus pensamentos começaram a amedrontá-lo, as juntas dos seus quadris se afrouxaram e os próprios joelhos batiam um no outro (Daniel 5: 1 – 6).Em Babilônia, não faltavam homens respeitados que afirmavam saber interpretar sonhos, mensagens enigmáticas. É provável que eles estivessem presentes, porém, não adiantou, pois não souberam decifrar uma só palavra. Então, Belsazar e os grandes ficaram ainda mais amedrontados e suas faces, pálidas. A mãe do rei o avisou que Daniel, um judeu exilado em Babilônia, poderia interpretar o significado da escrita. As palavras escritas eram: “Mene, Mene, Tequel e Parsim”. Daniel, chegando à presença do rei e a todos os presentes, disse francamente: “Os deuses que vocês servem são inúteis. Nada vêem, nem ouvem, nem sabem, e exaltou a Jeová como o Único e Verdadeiro Deus que é revelador de segredos”. Daí então começou a dizer: “Mene: Deus contou os dias do teu reino e acabou com ele”; “Tequel: foste pesado na balança e achado deficiente”; “Peres: teu reino foi dividido e dado aos medos e aos persas”. O profeta Isaías profetizara, 200 anos antes de Cristo, que Babilônia seria derrubada por essas duas nações; e naquela mesma noite, Babilônia foi tomada e o rei Belsazar foi morto. Profecias Bíblicas exatas e confiáveis.
Babilônia era reconhecida pelas demais nações como o “Ornato dos Reinos”, assim como os Estados Unidos e a Europa, no que diz respeito à justiça social, à economia sólida; no entanto, tudo não passava de propaganda irrealista, pois até as suas economias foram achadas deficientes.
Hoje, estamos diante do reflexo dessa mensagem enigmática – a crise do sistema capitalista que explode os mercados financeiros mundiais, fechando grandes indústrias e demitindo milhões de trabalhadores mundo afora. As articulações do G-7, G-8, G-20, e outros G’s não deram resultados positivos, com a economia guinando para o abismo. Configura-se o cumprimento de profecias bíblicas, norteando para um futuro assombroso. Os remendos econômicos não surtem os efeitos esperados, apesar de seus líderes prometerem “novos céus financeiros” aos banqueiros e especuladores; pelo contrário: a situação se agrava a cada momento, ao passo que outras empresas e bancos estão quebrando, milhões de pessoas ficam sem emprego, e o desespero mental e social aumenta, principalmente, quando não consegue receber um centavo de sua empresa, por se encontrar literalmente falida.
Eles estão atrapalhados, sem horizontes, como cegos em tiroteio; não conseguem, sequer, detectar precisamente o elemento detonador da crise, imagine resolvê-la. A terceira revolução industrial (microeletrônica) está eliminando o trabalho, que é o elemento central da valorização do dinheiro. Portanto, a eliminação do trabalho configura o limite absoluto, a barreira histórica da economia mercantil. Além de tudo isso, eles esquecem que já experimentaram diversificados modelos econômicos e regimes governamentais, como Monarquia, Parlamentarismo, e até, o Socialismo de Marx, que se encontra no esquecimento. Os seus defensores não são capazes de dar mais um pio que proponha uma saída para a crise. Não é à toa que alguns analistas experientes afirmam que não existe um movimento sindical que possa se contrapor a ela.
A contextualização da mensagem enigmática, interpretada por Daniel, teoricamente, é muito rica e apropriadíssima aos nossos dias momentosos, sobretudo, por nos dar esperança de que Deus intervirá no atual sistema mundial, na hora em que não houver solução. Por sabermos que a escrita na parede teve o seu fiel cumprimento com a queda da cidade de Babilônia, Daniel continuou indicando que ainda teria um cumprimento maior à frente. Observe com atenção: “E nos dias daqueles reis (os governos atuais), o Deus do céu estabelecerá um reino (o Governo de Jeová) que jamais será arruinado, e este reino não passará a qualquer outro povo, esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos” (Daniel 2: 44).
Babilônia, representada pelo Império Mundial da Religião Falsa, o sistema capitalista e os governos políticos já foram pesados na balança e achados deficientes. Uma pergunta: Qual o futuro destes três instrumentos? De acordo as últimas profecias bíblicas, a religião falsa é a primeira a ser destruída. Em seguida, o Deus dos céus, que é revelador de segredos, destruirá o sistema capitalista com os seus resquícios no Armagedon, a Sua Grande Guerra, para acabar com a iniqüidade, mas irá salvar os seus eleitos das garras do rei Belsazar moderno (os governos políticos tirânicos). Quando “os grandes” notarem a dimensão da crise, passarão por vexames muito maiores do que o rei Belsazar e seus convidados, principalmente, porque os maiores problemas ainda jazem à frente. É incrível, como eles ainda não entenderam que a festa capitalista terminou. Não podemos duvidar que esta avalanche de desemprego poderá atingir o seu mais alto clímax - o período mais crítico de toda a história humana – a “grande tribulação, que antecede o Armagedon, tal como nunca ocorreu, desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco ocorrerá de novo”. A essa altura dos fatos, já foram previstas guerras, não de uma nação contra outra, porque todas estão no mesmíssimo barco, mas guerras civis. Não se pode desconsiderar essa hipótese, tendo em vista, que, numa depressão econômica prolongada como esta, a desordem social pode provocar distúrbios imprevisíveis.
Não adianta mais os governantes prometerem paz e segurança através de seus sistemas falidos. O Legítimo Governante no Reino da humanidade, Jeová, já nomeou o príncipe da Paz no Seu Reino - Jesus Cristo. Este é o único que trará a verdadeira paz e segurança que tanto desejamos. Os súditos deste Reino irão usufruir plenamente o trabalho de suas próprias mãos, num lar paradisíaco, aqui mesmo na terra, sem morte, pranto, clamor ou dor. Adquirir conhecimento exato, por meio de um estudo bíblico regular, seria o primeiro passo para gozarmos deste imensurável privilégio. Os fatos que alteraram o curso da história humana sempre vieram com pouco ou nenhum aviso, mas o julgamento de Deus antecedeu com centenas de anos pelos seus profetas. Assim, jamais esqueçamos que a escrita na parede ainda terá um desfecho profético para se cumprir - muito em breve.
Sebastião Ramos, funcionário público federal - sebastianramos7@gmail.com