PARABÉNS AOS PAIS

Por Márcio Alexandre da Silva

Comercialmente o segundo domingo do mês de agosto comemora-se no Brasil o Dia dos Pais. Embora o forte apelo consumidor dessa festividade ela não deixa de ser uma ótima oportunidade de revitalizar os afetos familiares – relações pais e filhos. Lembrando que a paternidade não se resume ao aspecto biológico e sim também aos laços afetivos de relação paternal e filial.

Com dinamismo pastoral no mês de agosto a igreja católica do Brasil celebra o mês vocacional. Momento oportuno para rezar pelas diversas vocações que brota no coração da comunidade. No Primeiro Domingo dia dos padres (sacramento da ordem). No segundo, os pais (matrimônio e paternidade). No terceiro, religiosas religiosos (vida consagrada) e quarto catequista (ministério leigo).

Se pudesse para homenagear os pais transcreveria a música “Pai” belissimamente interpretada por Fábio Junior. Mas, como essa transcrição é impossível devido à falta de espaço... citarei passagem da canção que diz: “Pai. Você foi meu herói meu bandido”. Penso que todos passam por essa situação. Quando crianças temos nossos pais como grande heróis, imbatíveis, insuperáveis e modelos fidedigno. Prova disso é que bem depois de crescido que admiti a terrível possibilidade do meu pai morrer. Pois como podia um super-herói deixar de existir? A conscientização de que meu pai era finito aconteceu no mesmo período que descobri que meu pai além de herói era humano, que tinha falhas, mau humor e desafetos. Mas, nenhuma dessas “imperfeições” fez com que me decepcionasse com o meu pai. Embora a sua humanidade, as vezes cometia erros, mas mesmos assim, afirmo meu maior herói é meu pai. Faz mais de dois anos que meu pai morreu, ele não era infinito como pensava. Fisicamente o meu herói morreu [meu pai Antônio de Oscar Bressane – SP] mais esta vivo eternamente na minha memória e dos meus familiares.

Peço ao Pai Criador que abençoe a todos os pais...