As Enchentes
Por Waldir Rosendo
Entre muitas das pessoas formadoras de opiniões o assunto em voga é o
aquecimento global e os fenômenos ocasionados por ele, porém vale ressaltar que
o homem, em decorrência da falta de informação, ou educação ambiental, torna-se
um "predador em potencial". O aquecimento global acaba sendo a conseqüência da
"burrice ecológica" instaurada no seio social. Mas, nada disso estaria
acontecendo se fossemos formados ecologicamente... E, essa formação, ainda é
possível.
As ONG's espalhadas por todo o mundo, com ecologistas e ambientalistas de
plantão, vivem alertado o homem. Mas, ele – o homem – prefere ficar estagnado.
Prefere votar errado. Os problemas com o meio ambiente, apesar de ser um
problema da sociedade em geral, devem ser solucionados, a partir da iniciativa
do poder público. Não existem leis aplicáveis contra os predadores do meio
ambiente. Não existem leis que punem, de verdade, quem acaba com a natureza. Não
existem leis que levem pra cadeia aqueles que se apossam de espaços ecológicos
transformando-os em pastagens e plantações de soja. E, muitos desses
"predadores", acabam sendo homens públicos; detentores do poder.
Quando o governo acreditar que formando o cidadão para uma educação ambiental
mais compromissada com o contexto atual, acerca das dificuldades e dos problemas
ocasionados por atitudes erradas em relação ao "uso" do meio ambiente, haverá um
encontro de soluções para amenizar o sofrimento de diversas pessoas que acabam
vítimas da irresponsabilidade e da inoperabilidade administrativa do poder
público. Muitas das cidades brasileiras, por exemplo, são mal planejadas e a
infra-estrutura, das mesmas, acaba inexistindo, com isso, em períodos de muitas
chuvas, as enchentes dos rios e córregos, ao redor e dentro dessas cidades,
acabam invadindo casas e causando prejuízos incalculáveis.
É de se saber que a toda a arrecadação do município deve ser aplicada nele
mesmo. A limpeza, manutenção, reforma e novas construções, acerca do saneamento
básico, é de suma responsabilidade do poder executivo do município. Quando há
enchentes que invadem as casas dos munícipes é fácil perceber que isso só
acontece por falta de um trabalho sério e compromissado com o saneamento básico.
A construção de canais de coleta de esgoto dentro das cidades é primordial,
porém esse tipo de serviço não "compra" voto, logo não é "importante" para o
executivo municipal. Com isso, o dinheiro arrecadado com os impostos pagos pelo
povo acaba tendo um destino bem particular.
A sociedade que, em rodas de bate-papo, torna-se formadora de opinião deve, a
partir de então, "opinar" sobre a falta de política social dos prefeitos e
vereadores, pelo bem da nossa cidade. Se o assunto sobre o aquecimento global é
a base das discussões no mundo inteiro, está mais do que na hora de todos
exigirem e buscar "soluções caseiras" que possam trazer conforto e bem-estar
para a população. O poder executivo municipal tem o dever de preservar e ampliar
a infra-estrutura da cidade. Se cada um fizer a sua parte – Prefeitura e povo –
muitos problemas acabam tendo soluções emergenciais e, evidentemente, eficazes.
Diante de problemas, como o de saneamento básico nas grandes cidades
brasileiras, deve-se criar programas de alerta e orientações sobre o uso do
espaço físico, para que as pessoas não construam casas em áreas de risco. Em
cidades rodeadas por rios, lagos e córregos, esses tipos de programas sociais
são de suma importância. A educação ambiental pode representar a salvação de
vidas e segurança de crianças, mulheres e idosos.
Contudo, a responsabilidade sobre a preservação ecológica e o bom uso do meio
ambiente é de toda a população brasileira, mas ela – a população – tem outra
responsabilidade, talvez mais importante ainda; cobrar, dos governantes,
seriedade, competência e habilidade no trato com o povo e com tudo que for
inerente à administração do município, assim, diversos problemas serão evitados
e solucionados, para o povo e pelo bem do povo.