Almanaque umdoistres

 Novembro 2013

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A eutanásia de recém-nascidos na Holanda abre nova fase na luta contra o aborto

Por Mathias von Gersdorff

Sem dúvida foi chocante e indignante a notícia sobre a planejada legalização da matança de recém-nascidos doentes na Holanda. A introdução da eutanásia para neonatos está abrindo uma fase completamente nova na luta pelo direito à vida.

A partir de agora será possível matar recém-nascidos, evidentemente sem a sua anuência.

A matança de neonatos não é nenhuma invenção dos tempos modernos. Já era praticada entre os povos pagãos. Somente com o advento do Cristianismo é que houve uma mudança de consciência e cessou essa prática tão inumana, injusta e cruel como o aborto.

Assim, a introdução legal da eutanásia para recém-nascidos documenta não apenas a decrescente influência que o cristianismo exerce em nossos dias, mas também para onde se dirige a nossa sociedade em razão do desaparecimento da influência cristã. Ela está voltando, em sua decadência, à barbárie e ao paganismo.

Essa notícia, por mais assustadora que seja, não surgiu de modo inesperado. Como já foi largamente descrito, o diagnóstico pré-natal (DPN) — isto é, a investigação médica da criança no útero materno — calcula a possibilidade da ocorrência de doenças genéticas ou outras quaisquer no nascituro.

Na prática, trata-se de verificar principalmente se existe no feto a ocorrência de trisonomia 13, 18 ou 21 (síndrome de Down ou mongolismo), portanto as derivações genéticas mais frequentes. Cerca de 90% das crianças com a síndrome de Down são abortadas depois de tais controles médicos.

Em via de regra o crime do aborto é a perspectiva mais iminente num diagnóstico pré-natal, uma vez que apenas numa parte cada vez menor dos casos é possível fazer operações ou empregar terapias efetivas. Assim, via de regra, o objetivo visado pelo diagnóstico pré-natal e pelos testes genéticos é claramente a seleção de crianças com defeitos físicos.

É importante saber que os diferentes processos de diagnósticos pré-natais (DPN) só podem fornecer uma probabilidade sobre a existência de doenças e de modo algum uma certeza absoluta. Deste modo são mortas até mesmo crianças sadias (e doentes sobrevivem).

Posto que muitos desses abortos são feitos tardiamente — sendo por isso chamados de abortos tardios —, muita gente apela pura e simplesmente para o infanticídio: “De fato seria melhor deixar que a criança viesse ao mundo de modo natural para então matá-la, se ela estiver realmente doente. Neste caso se teria absoluta segurança sobre o estado de sua saúde e os médicos evitariam o risco de serem responsabilizados”.

Do aborto à eutanásia de recém-nascidos

Na Alemanha, por ocasião da revisão do parágrafo 218 do Código Penal — que tratava da penalidade aplicável a uma mulher que praticasse o aborto — no início dos anos 90, sob o nome de “indicação embriopática”, foi introduzida na legislação a respeito do aborto a “indicação eugênica” (§ 218 a do Código Penal), que desembocou depois na indicação “medicinal” ampliada. Essa indicação médica permite abortos até pouco antes do nascimento caso haja perigo para a saúde da mãe. Porém, isso é mera teoria.

Na prática, o simples risco de nascer uma criança seriamente defeituosa (os testes genéticos e o diagnóstico pré-natal não dão uma certeza de 100%) já é considerado como um peso psíquico de tal maneira grande para a mãe, que não se pode impedi-la de abortar. Isso, por sua vez, é o pressuposto legal que alimenta o grande desenvolvimento do diagnóstico pré-natal e dos testes genéticos. A medicina pré-natal é hoje em dia um segmento econômico com forte crescimento. A esse ponto chegamos!

Essas considerações não são novas. Iberto Giubilini e Francesca Minerva, dois acadêmicos que exercem suas atividades em Melbourne (Austrália), argumentam na revista especializada de medicina "Journal of Medical Ethics" que do ponto de vista lógico deveria ser permitido matar recém-nascidos cujo estado de saúde corporal ou mental justificasse um aborto do ponto de vista legal. É um reconhecimento de que aborto e infanticídio se equivalem.

Esta colaboração científica de ambos no "Journal of Medical Ethics" sobre a valoração moral do assassinato de crianças, tal como se faz com o feto no aborto, provocou uma onda de indignação no mundo inteiro. Os autores colocam no mesmo nível o “status” moral do assassinato de um recém-nascido e o de um feto. A ambos — ao feto e ao recém-nascido — faltariam, segundo Giubilini e Minerva, as capacidades que justificam o reconhecimento de um direito à vida.

Nossa preocupação não deve restringir-se à situação na Holanda, pois na Alemanha já foram também estabelecidas as condições prévias para a prática da eutanásia em recém-nascidos...

Também na Alemanha vai se colocar a pergunta: Para que fazer testes caríssimos e extremamente estressantes para a futura mãe? Se a criança pode ser morta um minuto antes de seu nascimento natural, por que então não poderia alguns minutos depois do nascimento, quando se pode constatar claramente seu estado de saúde?

Aqui fica evidente uma coisa: a legalização do aborto representou o rompimento de um dique que nos conduz de uma catástrofe moral a outra. As soluções de compromisso não conseguem sustar este processo. A propósito da vida é preciso manter o que o cristianismo ensinou desde o início: Não é possível fazer compromissos!

A completa proibição do aborto deve continuar a ser o objetivo da luta em prol do direito à vida.

O triste fim da Romi-Isetta o Isetta brasileiro

No Brasil, no início da década de 50, ainda não existiam montadoras de veículos. Devido aos elevados impostos e taxas, tornava-se muito difícil ao cidadão adquirir um veículo. Além disso essas importações causavam ao país um déficit de milhões de dólares em suas contas externas. Todos os automóveis eram importados.

O país vivia tempos de otimismo e necessidade por modernidade e industrialização. Então dois empresários, Américo Emílio Romi e Carlos Chiti, entenderam que seria o momento para produzir um veículo nacional.

                                                                                      

Comendador Américo Emílio Romi, descendente de imigrantes italianos e Carlos Chiti, italiano de Florença e radicado no Brasil

Proprietários da Indústrias Romi S/A, de Santa Bárbara do Oeste São Paulo.

Histórico da Indústrias Romi

1930 Fundação da empresa 1930
1934 Inauguração de uma fundição e início da produção de implementos agrícolas
1940 Início da produção de máquinas operatrizes
1948 Com o lançamento do “Toro” foi pioneira na produção de tratores no Brasil

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No ano de 1955, em uma viagem à Itália, Romi e Chiti fazem um contato com o industrial Renzo Rivolta, da Automoveicoli Iso SpA.

A Iso, como era chamada a fábrica, havia lançado na Itália em 1953 o Isetta, um micro-carro para duas pessoas.

Porém o veículo não aprovou naquele país, e já estava sendo retirado de linha no ano de 1955.

A Iso procurava então parceiros que tivessem interesse em fabricar o Isetta em outros países.

A Romi firmou então com a Iso uma parceria para a produção, sob licença, do veículo. No Brasil o carro seria denominado de Romi-Isetta. A empresa brasileira pagaria para a indústria italiana, proprietária do projeto, 3% por cada unidade vendida.

Um pavilhão de 25 mil m² é construído para abrigar a linha de montagem e a produção é iniciada no interior do estado de São Paulo.

Linha de Produção

Finalização da montagem do carro

lançamento em São Paulo foi em junho de 1956. O Cardeal D Carlos Carmelo Motta abençoa o Romi-Isetta.

No lançamento foi organizada uma caravana de Romi-Isettas pelas ruas de São Paulo. A caravana foi até a sede do governo do estado, onde foram recebidos pelo então governador Jânio Quadros.

O Presidente Juscelino Kubitschek em uma caravana com uma Romi-Isetta

Os carros vendidos pelas empresas estrangeiras aqui instaladas eram importados ou senão montados no sistema CKD. No CKD “complete knock-down” todas as peças eram produzidas fora do país e importadas para os veículos então serem montados pelas multinacionais. Na Romi-Isetta por sua vez a grande maioria das peças já eram produzidas no Brasil. Tínhamos então na década de 50 um carro produzido por uma empresa brasileira, algo que nos dias de hoje não existe.

Foi organizada um campanha publicitária direcionada para os diferentes tipos de consumidor

Um carro com alma feminista. No mundo dos anos 50, as mulheres não haviam ainda conquistado muitos dos espaços que fazem parte do seu dia-a-dia atual. Dirigir era para homens! Carros eram masculinos demais, grandes, pesados: quem os projetava entendia que o lugar das mulheres deveria ser ao lado, como passageira. A Romi, percebendo as crescentes demandas femininas por maior autonomia, endereçou grande parte da publicidade ao público feminino.

Curiosa propaganda direcionada para o sexo feminino. Mostra uma mulher aprisionada em uma gaiola, dando a entender que com uma Romi-Isetta ela estaria se libertando.

Propaganda para a dona de casa

Grande parte do marketing sempre visava atingir o público feminino

Comercial com a atriz Eva Vilma

Jovens casais

“Agora sim ! Com o Romi-Isetta fiquei mais importante”

A Família

Natal e Ano Novo

A primeira unidade do veículo produzida foi vendida para Porto Alegre RS

Os profissionais da comunicação logo descobriram que qualquer evento que tivesse o Romi-Isetta no meio era êxito garantido.
Então o simpático carrinho também foi motivo de filmes, pois o cinema nacional se encontrava no auge naqueles anos.

O filme estrelava Anselmo Duarte, Odete Lara e Dercy Gonçalves. Em 1957 foi lançado o filme Absolutamente Certo.

O filme foi rodado em São Paulo no estúdios da Cia Cinematográfica Vera Cruz

Cenas do filme

O Romi-Isetta era muito utilizado para promoções e sorteios.

Competições esportivas. Nas corridas foi criada uma Categoria 250 cc especialmente para o Romi-Isetta.

Durante os anos em que foi produzido, apesar de manter a estrutura original do veículo, o fabricante periodicamente implantava inovações tecnológicas. O primeiro modelo lançado possuía faróis em posição baixa, frontalmente integrados aos pára-lamas.

As mudanças mais significativas foram implementadas em 1959, com uma nova motorização.

Era um motor mais moderno, que passou a proporcionar maior potência e melhor desempenho ao Romi-Isetta. Devido ao sucesso que o Isetta vinha fazendo na Alemanha, a Romi fechou uma parceria com a BMW e, à partir de 1959, passou a fabricar o veículo com um motor idêntico ao modelo alemão.

PRINCIPAIS DIFRERENÇAS
Motor antigo ISO:
Dois tempos
9,5 CV
236 cm³
02 Cilindros

Motor novo BMW:
Quatro tempos
13 CV
298 cm³
01 Clilindro

No ano de 1956, mesmo ano do lançamento do Romi-Isetta, assume como presidente do Brasil Juscelino Kubitschek. JK, como era conhecido, implanta um projeto desenvolvimentista à curto prazo. Entre suas prioridades estão a instalação no país de indústrias automobilísticas.

JK negocia então a vinda para o país de diversas multinacionais fabricantes de veículos. Essas montadoras construíram fábricas e nos anos seguintes começaram a produzir veículos no Brasil.

Então de um momento para outro o consumidor passou a ter à sua disposição uma grande variedade de veículos de produção nacional.

O Romi-Isetta alcançou sucesso no início, quando estava sozinho no mercado, porém o surgimento de toda uma variedade de concorrentes acabou sendo um entrave para um aumento nas vendas. O fato de possuir espaço para somente duas pessoas deixava o Romi-Isetta em desvantagem. Estavam sendo produzidos veículos para todos os gostos e tipo de consumidor, carros com maior praticidade, conforto e melhor desempenho do que o Romi-Isetta.

Porém o destino ainda seria cruel com o pequeno veículo. Logo após a sua posse em 1956, visando incentivar a produção nacional, o presidente JK criou o GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística. Em 1957 o GEIA emitiu um decreto concedendo incentivos fiscais, cambiais, financeiros e outros às empresas que produzissem automóveis no Brasil. Com isso todas as montadoras estrangeiras que aqui se instalaram receberam os incentivos do GEIA, porém menos a brasileira Romi. O governo alegou que para se enquadrar, o veículo deveria possuir capacidade para quatro ou mais passageiros e pelo menos duas portas. Isso praticamente decretou o fim do Romi-Isetta, pois sem os incentivos do GEIA o seu preço foi duplicado, inviabilizando a sua comercialização. Fica a pergunta: Por que não foi revisto pelo governo e políticos da época o ítem do decreto que impedia conceder ao fabricante do Romi-Isetta os mesmos incentivos do GEIA que eram concedidos às multinacionais?

Vejamos um comparativo daquela época
Preço de um Volkswagen Cr$ 540.000

Preço de uma Romi-Isetta Cr$ 370.000

 

CURIOSIDADE
PREÇO DOS AUTOMÓVEIS NACIONAIS EM 1960
Fonte: Revista Quatro Rodas

MODELO Cr$ Nº SALÁRIOS MÍNIMOS

Romi-Isetta 370.000 38
Dauphine 530.000 55
Volkswagen 540.000 56
DKW Candango 591.000 61
Kombi 598.000 62
Land Rower 600.000 63
Rural 645.000 67
DKW Belcar 668.000 69
Aero Willys 895.000 93
FNM JK 944.000 98
Simca 1.098.000 114

Com isso chega ao fim a fase brasileira do pequeno Isetta. A última unidade deixou a fábrica em dezembro de 1961. O Romi-Isetta entrou para a história automobilística do Brasil como pioneiro. Já naquela época chegou a ser um veículo produzido por um fabricante nacional. À partir daí todas as tentativas de produzir um automóvel brasileiro fracassaram. Atualmente todas montadoras que atuam no país são estrangeiras.

Imagens da cidade de São Paulo até 1920