Almanaque umdoistres

Março 2022

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Passado elétrico: em 1900, elétricos eram 38%
dos veículos vendidos; entenda o que deu errado

O frisson em torno da transição elétrica nos últimos tempos soa ainda para o senso comum como um modismo da indústria automotiva. O que pouco se aborda, no entanto, é o fato de os modelos movidos a bateria já terem sido vistos como um tipo padrão de transporte urbano — e até um sonho de consumo. Isso se deu 120 anos atrás, na década de 1900, quando os carros elétricos disputavam o mercado mano a mano com os veículos a gasolina, especialmente como alternativas de luxo para a classe alta, táxis e vans de entrega na cidade.A descoberta da propulsão elétrica remonta ao início do século 19, quando o padre e médico húngaro Anyos Jedlik construiu uma unidade que já continha componentes básicos de um motor a bateria (estator, rotor e comutador). Mais para o fim do século, precisamente no ano de 1881, o inventor francês Gustave Trouvé apresentou o primeiro carro elétrico completo no Congresso Internacional de Eletricidade, em Paris. A partir daí, foram surgindo as primeiras marcas especializadas na Europa e, por conseguinte, nos Estados Unidos.


Primeiro carro elétrico da história, feito em 1881 por Gustave Trouvé

Mobilidade para alta classe e incursão nas Olimpíadas

Nos anos 1900, os carros elétricos já tinham se tornado uma das formas de propulsão mais populares no planeta. Nova York, por exemplo, abrigava uma frota inteira de táxis movidos a bateria, com os elétricos compondo um terço de todo o efetivo na cidade. Eram carros fáceis de se operar, não precisavam de uma manivela para dar partida e, de quebra, não exigiam destreza para a troca de marchas como num modelo a gasolina. Tornaram-se ainda, como supracitado, modelos de luxo para mulheres da burguesia, pelo fato de não produzirem ruído e excesso de vibrações. No início do século 20, 40% dos automóveis nos Estados Unidos eram movidos a vapor, 38% a eletricidade e 22% por motor a combustão. O primeiro carro inclusive a exceder a barra de 100 km/h foi um modelo elétrico, o Jamais Contente, projetado pelo belga Camille Jenatzy em 1899. Para se ter uma ideia, o carro elétrico se tornou tão grande na indústria automotiva que, em uma das poucas vezes que o esporte a motor entrou nos Jogos Olímpicos, em Paris-1900, havia categorias específicas para modelos movidos a bateria — detalhadamente, provas de 300 km para táxis e vans de entrega.


Em 1899, o Jamais Contente foi o primeiro carro na história a alcançar a marca de 100 km/h, pilotado pelo belga Camille Jenatzky

Pioneiros da era

Antes da ascensão dos modelos a combustão nos anos 1920, vários veículos a bateria detiveram recordes de velocidade e distância. Já citamos aqui o caso de Camille Jenatzky com o Jamais Contente, mas há o exemplo do carro híbrido-elétrico feito por Ferdinand Porsche, o Lohner-Porsche, que teve (à época) ótima performance em testes de velocidade, chegando a 56 cavalos de potência no dinamômetro.



 

Nos Estados Unidos, tornou-se célebre a jornada de Oliver P. Fritchle (1874-1951), um químico e engenheiro elétrico que disse ter projetado um dos carros com maior autonomia da época: 160 km. Para provar seu feito, o inventor empreendeu uma longa viagem de Lincoln, no Nebraska, Meio-Oeste dos EUA, a Nova York, em seu modelo Victoria Phaeton de dois lugares. A jornada, que levou 20 dias, transformou Fritchle numa espécie de pioneiro nacional, permitindo posteriormente que ele abrisse até uma loja na 5ª Avenida, em Nova York. Por volta dos anos 1910, o boom dos carros elétricos, no entanto, começou a minguar e o inventor acabou fechando sua empresa pouco depois do fim da 1ª Guerra Mundial (1914-17).


Anúncio do Victoria Phaeton, projetado por Oliver P. Fritchle, prometia entrega do carro elétrico em até 10 dias

 

Declínio

A produção de carros elétricos nos Estados Unidos teve seu auge em 1912. No entanto, conforme a tecnologia de combustão interna no início do século foi avançando, pouco a pouco, a gasolina ganhou terreno. No mesmo ano do pico de produção dos modelos a bateria, Charles Kettering, futuro diretor de pesquisa da General Motors, inventou o motor de arranque, que, aposentando a incômoda manivela, deixou os carros a combustão mais interessantes para o público — além de serem mais baratos. Após a 1ª Guerra Mundial, o sistema rodoviário dos EUA melhorou e os motoristas preferiram carros com maior autonomia, apesar de todos os feitos de Kettering. A descoberta de petróleo bruto no Texas também reduziu o preço da gasolina e, já no início dos anos 1920, o boom dos carros elétricos da década de 1900 se tornara uma coisa do passado. E um fator menos racional entrou na equação: mulheres preferiam os elétricos. Não precisava se sujar, nem exigia força na manivela. Os elétricos acabaram ganhando fama de “carro de mulher” e o marketing dos carros a combustão começou a ressaltar o aspecto “másculo” de dirigir, como faz até hoje. Os consumidores compraram a ideia, e elétricos ficaram no passado.A crise do petróleo nos anos 1970 e o crescente movimento climático na virada dos anos 1990 para 2000 retomou a possibilidade da indústria desenvolver modelos elétricos e híbridos, mas ainda assim o ceticismo era grande. Somente nos últimos anos a eletrificação se tornou ponto-chave na discussão sobre o futuro da indústria automotiva e, agora, fundamental para sua sobrevivência.


Fonte: https://olhardigital.com.br/2022/01/02/carros-e-tecnologia/passado-eletrico-em-1900-eletricos-eram-38-dos-veiculos-vendidos-entenda-o-que-deu-errado/

15 cidades exóticas que estão entre as mais bonitas do mundo

Da América do Sul à Oceânia, paisagens arquitetônicas dão vida aos locais mais belos do mundo


As cidades mais bonitas do mundo podem não ser tão óbvias
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Capitais, metrópoles e cidades famosas são muito reconhecidas por suas arquiteturas marcantes. Todavia, designs e construções magnânimas estão espalhadas pelo mundo, provando que a arte pode ser admirada em qualquer lugar. Abaixo, confira as cidades mais bonitas do mundo não muito visitadas.


Pintar a casa de azul todos os anos é tradição em Chefchaouen

Chefchaouen, Marrocos
Entre as montanhas Rif, no Marrocos, se esconde um mar azul: a cidade de Chefchaouen. Colorida pela primeira vez em 1930, a escolha da cor é para simbolizar o céu. É um destino pouco óbvio no país, mas é reconhecido por sua arquitetura característica.


Montanhas, praias e alpes formam a paisagem de Muscat

Queenstown, Nova Zelândia
A cidade de Queenstown possui paisagens avassaladoras e é conhecida por sua natureza e pelos esportes radicais. É o cenário perfeito para voar de asa delta, pular de bungee-jump ou encarar um passeio cheio de adrenalina nos lagos locais.


O terracota é a única cor presente nas construções do centro da cidade
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Jaipur, Índia
A Cidade Rosa é o local perfeito para quem quer conhecer a cultura indiana de perto e encontrar peças únicas de artesanato. Todas as casas do centro histórico são pintadas em um tom terracota rosado, o que agrega mais charme à arquitetura. Há até uma lei que proíbe os locais de trocarem suas cores.


Rios e montanhas cercam Lucerne, agregando uma paisagem natural de calmaria

Lucerne, Suíça
Em meio a um cenário montanhoso e de lagos que cortam a cidade, Lucerne pode ser considerada o estereótipo perfeito de cidade suíça: cercada pelos alpes e com construções medievais milenares.


A arquitetura medieval dá o charme à cidade de Bruges

Bruges, Bélgica
O centro histórico de Bruges foi considerado um patrimônio cultural da UNESCO em 2000. O local foi preservado impecavelmente, deixando a cidade com um visual medieval e encantador. As ruas de paralelepípedo e os canais que correm por todo canto foram construídos entre os séculos 12 e 15. A Igreja de Nossa Senhora abriga a escultura Madona de Bruges, feita por Michelangelo.


As casas coloridas trazem vida à Valparaíso

Valparaíso, Chile
Valparaíso é uma cidade colorida que abriga um dos maiores polos de arte do Chile. Mais de 20 colinas surgem em meio às águas do Pacífico que cercam a cidade. As casinhas de cores vibrantes criam uma paisagem irreverente.


Busan pode ser considerada uma mistura coreana de Nova York com Los Angeles
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Busan, Coréia do Sul
Busan é um híbrido de metrópole sul coreana e cidade de praia. O local abriga estabelecimentos inspirados em diversos lugares do mundo, os quais vão de bares alemães à ruas que lembram Shangai. Além disso, a paisagem natural também está presente nas montanhas que cercam cidade.


O roteiro de Charleston inclui bons restaurantes e passeios para admirar a arquitetura local
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Charleston, Carolina do Sul
Um destino para quem é fã de boa gastronomia e arquitetura, Charleston é uma cidade rica em construções históricas do século XX. Os jardins perfeitamente cuidados também fazem parte das atrações principais do local.


A boa conservação de Riga faz com que a cidade seja reconhecida com uma das mais bonitas do mundo

Riga, Letônia
Às margens do rio Daugava, a capital da Letônia possui características medievais e do estilo art nouveau. Ela possui o cosmopolitismo dinâmico e o charme de cidades históricas.


Esfahan já foi a maior cidade do mundo

Esfahan, Irã
A arquitetura persa-islâmica toma conta dos bulevares, jardins, prédios e pontes da cidade. O local é muito conservado, o que difere de muitos municípios iranianos.


O mar completa a paisagem história de Dubrovnik

Dubrovnik, Croácia
Dubrovnik é o local para te transportar para a antiga Europa. A cidade foi fundada no século 7 e se tornou uma das primeiras repúblicas do mundo. Além disso, a cidade já passou por várias invasões e guerras como as expedições de Napoleção Bonaparte e a Guerra Civil da Iuguslávia.


Montanhas, praias e alpes marcam a paisagem de Muscat

Muscat, Omã
Muscat faz parte das cidades mais lindas do mundo devido à suas praias que se misturam à paisagens desérticas, sem contar com a Cordilheira Al-Jabal Al-Akhdar. A arquitetura possui um estilo parecido com o marroquino dos palacetes e torres ornamentadas.


Ho Chi Minh possui escritórios modernos que se misturam aos templos antigos e ornamentados

Ho Chi Minh, Vietnã
O contraste de construções medievais e prédios modernos reina em Ho Chi Minh. É a cidade mais populosa do país e o local perfeito para quem quer mergulhar na cultura vietnamita com um toque cosmopolita.


A Rynek Glówny é uma das praças mais bonitas da Europa
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Cracóvia Polônia
A cidade mais antiga da Polônia já era muito importante no século 7. Com parques espalhados por todo canto, o local possui uma arquitetura esplêndida e milenar, com a praça mais bela da Europa, Rynek Glówny, e o castelo Wawel, considerado patrimônio mundial da UNESCO.


A arquitetura de Kiev é composta por prédios novos e antigos

Kiev, Ucrânia
A capital da Ucrânia é riquíssima em cultura arquitetônica com construções cobertas por cúpulas de ouro. Além das construções urbanas milenares, a cidade abriga as cavernas Kiev Pechersk Lavra, que fazem parte da lista de patrimônios mundiais.
 

Fonte: https://revistacasaejardim.globo.com/Casa-e-Jardim/Viagem/noticia/2018/09/15-cidades-exoticas-que-estao-entre-mais-bonitas-do-mundo.html

 

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