Almanaque umdoistres

Março 2021

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 Casas dobráveis de até 47 m²
podem ser montadas em até três horas

Tiny house vem conquistando cada vez mais clientes e se tornado uma opção prática para uma vida remota

Se um dia o conceito da tiny house foi desacreditado, essa não é mais uma realidade, inclusive para as famílias brasileiras. As casas compactadas hoje são "objeto" de desejo e transformam até contêineres em um lar. Dito tudo isso, que tal uma dessas, com até 47 m², que vem embalada em uma caixa e pode ser montada em três horas? Essa é a iniciativa da startup Brette Haus.
A aposta da empresa são tiny houses, que variam entre 17 m² a 47 m², facilmente montadas por apenas duas pessoas em qualquer lugar no mundo e triplicam de tamanho quando desembaladas.
Já os preços variam entre US$ 22 mil até US$ 61 mil, cerca de R$ 120 mil e R$ 330 mil, respectivamente.


Tamanho e preço das tiny houses variam de acordo com predileção do cliente

A inspiração para o visual desses novos lares é a pegada mais rústica e nórdica, assim como os contêineres de navios, já citados anteriormente. Segundo Gennadii Bakunin, o fundador e CEO da empresa, contou ao site "Insider" cada projeto evoluiu a partir do feedback do cliente e da "paixão pela otimização". No total, são três designs disponíveis, nomeados como; Rustic, Urban e Compact. Cada um deles com uma proposta.


Rustic

Todas as tiny houses vêm com uma cozinha minimamente equipada, banheiro, sala de estar e um quarto. Complementos podem ser feitos nos cômodos a partir de um investimento extra, como o uso de energia solar para abastecer o local, por exemplo.

Como elas são instaladas?


Tiny house triplica de tamanho quando desdobrada da caixa e pode ser montada em até três horas por duas pessoas

A startup Brette Haus garante a instalação inicial da casa, que não precisa ter o local permanente. Depois disso, a estrutura é conectada a água, eletricidade e a um cano de esgoto, medidas semelhantes a de um trailer. Um "sistema de dobradiça patenteado" é o que garante a resistência dessa tiny house que, segundo a empresa, pode ser realocada até 100 vezes. "A missão da Brette Haus é fabricar casas móveis de qualidade, considerando que hoje as pessoas são flexíveis e não ficam presas a um só lugar", afirmou a empresa em nota à imprensa.

Brette Haus

As casas são feitas apenas com materiais naturais e recicláveis, e são "neutras em carbono e quase nenhum resíduo". E, por serem consideradas móveis, não necessariamente precisam de uma licença de construção.Atualmente, os maiores clientes da startup são empresas relacionadas ao turismo, mas eles acreditam no "enorme potencial para proprietários individuais".

Fonte: https://www.uol.com.br/nossa/noticias/redacao/2021/02/14/tiny-houses-de-ate-47-m-sao-desdobradas-de-caixas-e-montadas-em-3-horas.htm                               

Jogar papel higiênico na privada
é mais sustentável do que no lixo?



 

Você já deve ter se deparado com uma placa com a frase "Proibido jogar papel no vaso" em algum banheiro público brasileiro. Isso porque jogar papel higiênico na privada não é um costume no Brasil, ainda que seja comum em outros países. Um dos principais motivos é pelo tipo de encanamento de esgoto que temos, sobretudo em nível residencial, que por não comportar esses resíduos pode entupir.

Apesar de o material do papel higiênico ser solúvel em água, há o risco de interferir nos fluxos das tubulações e ramais domiciliares, além de poder ocasionar problemas nas redes coletoras públicas, levando em conta a nossa atual estrutura de esgoto.

No entanto, a causa mais comum de entupimento, de acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) é o descarte irregular de lixo. Mas a Companhia não recomenda que o papel higiênico seja jogado na privada.

Mas longe de sugerir que você literalmente entre pelo cano e tenha um problemão com entupimento no seu banheiro jogando o papel no vaso, vamos entender qual é a forma mais sustentável e com menos impactos desse tipo de descarte.


Ecoa conversou com especialistas da área de engenharia ambiental e civil com experiências variadas para entender os prós e contras de jogar papel higiênico no vaso ou no cestinho de lixo.

Sim

Menos plástico

Pensando em um cenário ideal, em que a rede de esgoto fosse preparada para receber o papel, a matéria-prima do papel higiênico não ofereceria riscos ambientais ou ao tratamento de esgoto e ainda traria a vantagem de reduzir a quantidade de um grande vilão nos aterros sanitários: o saco plástico - as sacolas plásticas podem levar até mil anos para se decompor.

Menor risco de contaminação biológica

O lixo do banheiro muitas vezes tem substâncias como sangue, fezes, urina e secreções de ferimentos. Levando em conta principalmente este momento de pandemia de covid-19, os agentes de limpeza podem ficar expostos a riscos de contaminação biológica, em especial se esses sacos de lixo forem visitados por animais enquanto aguardam a coleta nas lixeiras públicas. Os catadores, que por vezes buscam recicláveis em lixeiras sem coleta seletiva, também podem ficar em risco. Desta perspectiva, o descarte no vaso ganha em disparado.

Mais praticidade

A mesma diminuição de risco do tópico anterior, também cabe aqui. Com menor tempo de permanência na residência, o papel higiênico sujo tem menos chances de contaminar moradores da mesma casa (caso alguém tenha alguma doença infecto contagiosa), além de evitar o manuseio de resíduos biológicos de forma geral.

Fácil tratamento

O principal composto do papel higiênico é a fibra de celulose, que é naturalmente biodegradável. Lançado na água, esse tipo de papel se desmancha em pequenas partículas de fibras. Apesar de não se dissolver, esses resíduos são retidos normalmente em uma das etapas do tratamento de esgoto, não oferecendo complicações na eficiência do processo.

Não

Falta infraestrutura

Ainda falta infraestrutura nos projetos hidráulicos brasileiros, seria necessário diferentes tipos de tubulações em nível domiciliar e/ou usar trituradores sanitários. Em termos de estrutura, a pública não sofreria grande impacto, mas principalmente nas residências seria preciso o custeio pelos próprios cidadãos. O que torna inviável, levando em conta o cenário da renda média do brasileiro. O menor custo viria da divisão de tubulações de esgoto. No Brasil, essa é uma medida tomada recentemente por algumas construtoras, mas não é uma regra.

Tratamento de esgoto precisa crescer

A coleta de esgoto no Brasil não chega a 47% dos brasileiros. De 53% que é coletado, apenas 46% é tratado, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, o descarte pode não ser nem uma opção possível, uma vez que o saneamento não é completo e existem falhas no tratamento, que podem fazer com que esses resíduos cheguem aos rios, córregos e mares.

Ocasionar entupimentos

Quando o papel higiênico é lançado na rede de esgoto, o maior risco é entupir a rede domiciliar, dificilmente conseguirá causar problemas na rede pública. No entanto, levando em conta outros resíduos descartados incorretamente, como lixos sólidos e gorduras presentes nos esgotos, há a possibilidade que essas fibras do papel se agreguem nessas partículas e criem obstruções.

Maior gasto de água

Para dar descarga no papel higiênico no vaso sanitário é preciso usar mais água potável, uma vez que mesmo que ele se dilua no meio líquido, para passar pelo encanamento será preciso uma pressão maior e consequentemente um gasto também mais elevado.

Fontes: Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp); Mosefran Firmino, mestre em Engenharia Civil e Ambiental pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com experiência na área de Monitoramento de Inundações e Desastres Naturais, Projetos de Saneamento Básico e Instalação Predial Hidrossanitária, Luam Farina, engenheiro Ambiental pela Faculdades Oswaldo Cruz e supervisor Operacional do Aterro Essencis Caieiras (SP).
Fonte: https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2021/02/11/jogar-papel-higienico-na-privada-e-mais-sustentavel-do-que-no-lixo.htm


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