Almanaque umdoistres

 Março 2015

Todas as publicações em  Almanaque umdoistres são de textos e imagens que circulam diariamente entre as milhares de Caixas de Entrada de grupos que compartilham e-mails entre si. O endereço umdoistres@umdoistres.com.br, desde 2003 faz parte de incontáveis Catálogos de Endereço no Brasil e exterior. Nada publicado aqui é de autoria de nossa equipe - salvo quando assinado.

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Roda de Samba em homenagem a VO em Assis.
http://www.youtube.com/watch?v=_iwx75e7_cg

Sambistas de Presidente Prudente invadem Assis e dão show.
http://www.youtube.com/watch?v=pFhmoF2iR00&feature=relmfu 

Cachorrinho adora andar de carrinho. É um folgado!
http://www.youtube.com/watch?v=KedB5Vm9keE 

Parece que quer falar que o bichinho quer conversar.
http://www.youtube.com/watch?v=cn-Ifw0TkQM 
 

Juízes fora da lei
Luiz Fávio Gomes, jurista e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Estou no LFG.com.br e no twitter: @professorlfg

Na magistratura brasileira (como em todos os lugares do planeta) há juízes de todo tipo (honestos, venais, ladrões, negligentes, aristocratas etc.). Os honestos e trabalhadores são os mais atingidos indiretamente em sua honra diante dos atos e omissões dos juízes pouco ortodoxos (fora da lei). Nesta última categoria há de tudo: juiz que usa carro apreendido para ser leiloado (carro de Eike Batista), que dá "carteirada" e prende a funcionária do trânsito mesmo estando com seu veículo irregular, que prende funcionários de companhia aérea depois de ter perdido o horário do voo, que maliciosa ou negligentemente guarda o processo, sobretudo de réus importantes (deputados, por exemplo), nas gavetas até chegar a prescrição, que afasta de suas funções outro juiz por ser "garantista das garantias constitucionais" (tribunal de São Paulo), que mora em apartamento funcional do Senado em Brasília pagando aluguel simbólico, ou seja, muito abaixo do mercado (esse conúbio entre o Senado presidido por um político processado criminalmente e ministros de tribunais superiores não é uma coisa boa para o País), que recebe imoralmente auxílio moradia mesmo tendo imóvel para morar (recebe um tipo de aluguel por ocupar o seu próprio imóvel), que se declara solidário a réu preso por suspeita de corrupção (caso Gilmar Mendes e o ex-governador de Mato Grosso divulgado pela Época), que é condenado por corrupção por vender sentenças (caso recente em SP e vários outros Estados - mais de 100 juízes já foram punidos pelo CNJ) etc.

O primeiro corregedor-geral do país (ouvidor-geral) também foi um corrupto

Se os corruptos e corruptores, no Brasil, atuam com a mais absoluta sensação de que ficarão para sempre impunes, se a corrupção (entendida como prática criminosa que envolve agentes públicos e privados) aqui ingressou com os primeiros habitantes europeus e se consolidou com a construção do arremedo do "Estado Brasil", em 1548 (tempo de Tomé de Sousa, Governador-Geral) e se o primeiro ouvidor-geral do Brasil (primeiro corregedor-geral da Justiça), Pero Borges, para ca foi nomeado (em 17/12/1548) pelo rei depois de ter surrupiado grande soma de dinheiro na construção de um aqueduto, em Elvas (no Alemtejo) (veja E. Bueno, em História do Brasil para ocupados, organizado por L. Figueiredo, p. 259), como negar que pertencemos a uma cultura patriarcal e patrimonialista desavergonhada, sem escrúpulos, sem pudor, debochada?

Analisando-se os desmandos e as estrepolias dos juízes corruptos, que vêm da escola de Pero Borges (que aqui se enriqueceu mais ainda), entende-se rapidamente a diferença entre uma cleptocracia (Estado governado por ladrões) e uma democracia cidadã civilizada (como é o caso dos países nórdicos, por exemplo: Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e Islândia): basta verificar a eficácia (ou ineficácia) do império da lei, ou seja, o quanto fica impune a corrupção do poder político-econômico-financeiro. Se os ladrões graúdos (agentes políticos, altos funcionários, agentes econômicos e agentes financeiros), que têm como escopo principal ou lateral de vida a Pilhagem do Patrimônio Público, desfrutam de um alto nível de impunidade, estamos inequivocamente diante de uma cleptocracia. E esse é o caso do Brasil.

Mas a negligência ou conivência da Justiça (frente aos poderosos) é um fenômeno isolado ou bastante corriqueiro? É frequente e onde isso ocorre podemos afirmar que estamos diante de uma cleptocracia (que se caracteriza não apenas pela roubalheira geral do patrimônio público, senão também pela impunidade dessa ladroagem). Considerando-se os dados de 2012 temos o seguinte: a Justiça brasileira, nesse ano, condenou 205 pessoas por corrupção, lavagem e improbidade. Pesquisa do Conselho Nacional de Justiça mostrou ainda que, entre janeiro de 2010 e dezembro de 2011, quase 3 mil processos por esses tipos de crime foram extintos por prescrição. Infográfico feito pelo jornal Gazeta do Povo mostra o seguinte:



 

A Justiça brasileira, como se vê, com 3 mil prescrições anuais somente nessa área da corrupção e improbidade, é uma indústria fértil de prescrições (que ocorrem quando o Estado perde o direito de punir em razão do transcurso do tempo), que vêm beneficiando inclusive muitos políticos (Sarney, Maluf, Jader Barbalho etc.). Ela funciona muito mal e é extremamente morosa (daí a desconfiança da população, em todas as pesquisas na última década). Muitas vezes ela não tira proveito material da criminalidade organizada P6 (Parceria Público/Privada para a Pilhagem do Patrimônio Público). Mas, com tantas prescrições (milhares por ano, como se pode notar no Infográfico acima), não se pode negar que seja conivente com o malfeito, com a corrupção, em suma, com a cleptocracia. A Justiça faz parte do sistema de impunidade reinante no País, que beneficia todo tipo de criminoso, incluindo especialmente os larápios que vivem da pilhagem do dinheiro público.

Prédios famosos

Mappin, Antarctica, Matarazzo: reveja prédios antigos de grandes empresas

O prédio do Mappin (São Paulo), a fábrica da Antarctica (Ribeirão Preto), a torre da Telepar (Curitiba). Prédios que abrigaram lojas e sedes de grandes empresas se tornaram ponto de referência em suas cidades no passado.

Muitos deles, hoje, estão abandonados; alguns pertencem a outras companhias. Isso não impede que permaneçam na memória dos mais saudosistas.

O Mappin da praça Ramos, no centro de São Paulo, ainda é reconhecido por muitos paulistanos. Ele reuniu a elite da cidade a partir de 1939 e atraiu milhares de consumidores para as famosas liquidações.

Comprado pelo empresário Ricardo Mansur nos anos 1990, o Mappin foi à falência. Seu famoso prédio chegou a sediar uma unidade do Extra. Hoje, funciona ali uma loja das Casas Bahia.

A Mesbla foi outro grande magazine do país. Uma das lojas da rede ocupava seis andares de um prédio da rua Curitiba, no centro de Belo Horizonte (MG).

Assim como o Mappin, a empresa faliu nas mãos de Mansur. Em 1998, a loja do centro da capital mineira fechou as portas. Hoje, funcionam ali alguns escritórios e uma agência do banco Itaú.

As Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo também marcaram época nos locais em que operaram.

Em São Paulo, um grande parque industrial instalado no bairro da Água Branca no começo dos anos 1920 foi abandonado no fim da década de 1970. Hoje, um dos prédios permanece em pé, junto com algumas chaminés, e sedia um espaço de eventos chamado Casa das Caldeiras.

Em Ribeirão Preto, no interior paulista, as indústrias Matarazzo instalaram uma tecelagem em 1945. Depois da falência da empresa, o prédio chegou a ser ocupado pela Companhia Nacional de Estamparia (Ciane); hoje está abandonado e serve de abrigo para viciados em crack.

Veja o antes e o depois de prédios famosos

Fonte: http://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2015/02/10/mappin-antarctica-matarazzo-reveja-predios-antigos-de-grandes-empresas.htm

Marcas que saíram do mercado

Fonte: http://economia.uol.com.br/album/2012/10/31/marcas-que-sairam-do-mercado.htm#fotoNav=11