Almanaque umdoistres

Fevereiro 2016

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Os 25 Navios Fantasmas reais mais incriveis (Narrado com Fotos)
https://www.youtube.com/watch?v=dpz-IE7kmfU

As 40 Cidades Fantasmas (Abandonadas) mais Incríveis (Narrado com Fotos)
https://www.youtube.com/watch?v=nL_XfTy0fzM

As 20 Cidades Submersas mais Incriveis (Narrado com Fotos)
https://www.youtube.com/watch?v=DPAuuptHd6k

As 20 Florestas mais Sinistras do Mundo (Narrado com Fotos)
https://www.youtube.com/watch?v=cXSdhk2HsRk

Fukushima: A Cidade Fantasma Esquecida
https://www.youtube.com/watch?v=DNfvySPnjG4

Ilha Hashima (Gunkanjima): A Cidade Fantasma Encouraçado
https://www.youtube.com/watch?v=3UcbNEZO-cE

2016: a faxina geral da cleptocracia não pode parar

LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista, professor e diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Estou no professorLFG.com.br e no twitter: @professorlfg - http://luizflaviogomes.com/

Os próximos passos esperados da faxina geral são o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB) da presidência da Câmara dos Deputados assim como o andamento do pedido de impeachment (contra a Dilma e o PT). Depois vem o afastamento de Renan Calheiros (PMDB) e, eventualmente, a investigação devida contra Michel Temer (PMDB), se o ex-diretor da Petrobras (Zelada) contar tudo que o Delcídio (PT) disse que ele sabe. As condenações (havendo provas) dos membros do PSDB no mensalão mineiro não podem parar. Sérgio Guerra (ex-presidente do PSDB) teria recebido R$ 10 milhões do esquema Petrobras para arquivar uma CPI. Tudo isso tem que ficar bem esclarecido.

Independentemente de quem quer que seja, presidente (Dilma) ou ex-presidentes (Lula, Collor, Sarney, FHC) que estiveram ou estão no comando da República, que denominamos de Velhaca (1985-2015), seja do partido A ou B, é imperiosa a necessidade de o Brasil, dentro do Estado de Direito, ser passado a limpo. Ou nunca vamos sair do atoleiro em que nos encontramos, de um capitalismo de Estado dominado pelo patrimonialismo parasitário, estatal e empresarial ao mesmo tempo.

Desde que o mundo é mundo, o bem e o mal se digladiam, incessantemente. Há milhões de pessoas no mundo lutando pelo bem. Outros, e disso é exemplo execrável a cleptocracia brasileira, defendem o mal. O bem e o mal são do humano (ora evoluído, ora atrasado; ora civilizado, ora bárbaro).

A preponderância de um ou de outro (do bem ou do mal) depende das resistências e obstáculos, dos favorecimentos e indulgências que encontram, conforme os tempos e os lugares. As pessoas são corruptas até onde as instituições e as culturas deixam que elas o sejam. Isso acontece no mundo todo, desde as origens da humanidade. Substancialmente, nesse ponto, somos todos iguais (ricos ou pobres, brancos ou negros, países centrais ou periféricos, hemisfério norte ou sul). A diferença está na quantidade.

O canto do mundo que habitamos, como dizia João Francisco Lisboa, [1] “não escapa à regra geral”; a época que nos coube atravessar, no entanto, é uma daquelas em que o mal se tornou inequivocamente visível. Estamos encerrando 2015 com o poder político desbussolado (poder político = Executivo + Legislativo + elites poderosas econômicas e financeiras bem posicionadas dentro do Estado brasileiro). Não só não fizerem os ajustes necessários nos sistemas político e econômico, como agravaram profundamente as crises.

Nas entranhas do poder político está sediado o mal da cleptocracia (governo de ladrões), agora acuada. O Poder Jurídico (PF, MPF e Judiciário) deliberou fazer o controle rigoroso do poder político, de forma independente (desde o mensalão isso já estava ficando claro). “Em cada pena que se puxa, sai uma galinha” (Teori Zavascki).

Não estamos falando do mal “terrível e atroz, sanguinário, dos incêndios, das inundações e devastações, dos extermínios [de gente e de rios], cuja narração enche tantas vezes as páginas [e telas] mais grandiosas e formidáveis da história”. O mal com que a cleptocracia brasileira está nos dizimando é do tipo “vil e desprezível, é o lodo, a baixeza, a degradação, a corrupção, a imoralidade, toda a casta de vícios, tormento inevitável dos ânimos generosos que os cegos caprichos do acaso designaram para espectadores destas cenas de opróbrio e de dor” (J. F. Lisboa).

O gigante precisa acordar definitivamente. O povo brasileiro, em 2016, diante de tanta indignação, será compelido a sair do seu obscuro retiro. É chegado o momento de, suprapartidariamente, erguermos a voz para reprovar e evidenciar os vícios, os crimes e as maldades da República Velhaca (1985-2015). Todos os que nos arrastaram à deplorável e vergonhosa situação de paralisia e descrédito em que nos encontramos devem ser reprovados.

A Operação Lava Jato tem que ir mais fundo, ao mesmo tempo em que temos que nos conscientizar de que a Justiça condena o passado, sem nos oferecer uma pauta para a solução dos outros problemas (mudanças no sistema político, ajustes na economia, educação de qualidade para todos em período integral, saúde pública, segurança, mobilidade etc.). Quase tudo está para ser construído. O mal está presente e isso se tornou um truísmo. Não há como não contestá-lo, não deplorá-lo, saindo do conforto das nossas poltronas.

Como dizia J. F. Lisboa (Timon), “se atarmos os braços a vãos receios e esperanças, deixando-nos atoar ao sabor dos acontecimentos, e aguardando que venha um novo Moisés com a mágica varinha abrandar o rochedo, e operar o milagre da regeneração, ficaremos para todo sempre transviados no deserto, sem jamais pôr os pés na cobiçada terra de promissão”. O Brasil nunca será um país capitalista decente e distributivo (como sonhamos) enquanto os olhos do seu povo não virem o que está ofuscado pelas garras das ideologias parasitárias e extrativistas que nos cegam. Definitivamente: acorda Brasil!

[1] LISBOA, J. F. Jornal de Timon. Org.: José Murilo de Carvalho. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 33 e ss.

Os helicópteros mais letais do mundo

Exímios caçadores de tanques, helicópteros fortemente armados
podem atravessar as linhas inimigas e destruir exércitos inteiros

O Apache, fabricado nos EUA, é um dos helicópteros mais avançados do mundo (US Army)

O helicóptero é uma das formas mais eficientes de voar. O pouso e decolagem verticais permite a operação em pequenos espaços, como uma clareira na floresta ou um navio, por isso esse tipo de aparelho é um grande “faz tudo” da aviação. Pode operar em combates ou em missões de busca e salvamento em regiões isoladas e também é amplamente empregado na área civil, também com diversas funções.

No final da década de 1960, os Estados Unidos usou a Guerra do Vietnã como laboratório de testes para um nova “espécie” de helicóptero, um modelo específico para ataques. O primeiro modelo desse novo gênero foi o Bell AH-1 Cobra, que entrou em operação em 1967.

Desenvolvido somente para o ataque, esse tipo de helicóptero se tornou a plataforma ideal para o combate a veículos blindados e guerrilhas, alvos que exigem muita precisão. O Cobra, que foi uma das armas mais letais no Vietnã, inspirou a criação de diversos outras aeronaves fortemente armadas e com desempenhos impressionantes, que não à toa os colocam entre os helicópteros mais rápidos do mundo.

Poucos países têm o conhecimento e indústria necessários para produzir esse tipo de helicóptero. Atualmente, o grupo é composto por apenas oito nações: EUA, Rússia, China, Itália, França, Alemanha, Espanha e África do Sul. Por outro lado, essas aeronaves são muito exportadas e estão presentes em inumeras forças armadas pelo mundo, inclusive no Brasil.

Conheça a seguir os helicópteros mais poderosos que já foram produzidos:

AH-1 Cobra

Precursor dos helicópteros de ataque, o Bell AH-1 Cobra entrou em combate pela primeira vez em 1967 na Guerra do Vietnã operado por oficiais do exército e marinha dos EUA. O efeito foi devastador: os aparelhos eram armados com canhões de mira automática e também carregavam foguetes e os primeiros mísseis ar-terra desenvolvidos para destruir veículos.

O Cobra já foi aposentado nos EUA, mas ainda segue em operação em Israel e Japão (Marines)
O Cobra já foi aposentado nos EUA, mas ainda segue em operação em Israel e Japão (US Marines)

O Cobra foi desenvolvido a partir do Bell UH-1, o “Huey”, o helicóptero mais icônico da Guerra do Vietnã, mas em vez de soldados ou feridos, foi concebido para transportar somente armas. O AH-1 também foi muito utilizado em combate com as cores de Israel.

O Cobra permanece em serviço em países como o Japão, Paquistão e nos EUA, na versão mais recente AH-1Z Viper, que pode alcançar a velocidade máxima de 315 km/h e tem autonomia de 510 km.

Agusta A129 Mangusta

A Itália foi o primeiro país na Europa a desenvolver um helicóptero de ataque, o Agusta A129 Mangusta. O aparelho voou pela primeira vez em 1983 e três anos depois foi incorporado ao exército italiano. O outro usuário do Mangusta é a Turquia, que em 2007 assinou uma acordo para produzir nacionalmente 51 unidades do aparelho.

O Mangusta também foi comprado pelo Exército da Turquia (AgustaWestland)
O Mangusta também foi comprado pelo Exército da Turquia (AgustaWestland)

O modelo da Agusta (atualmente AgustaWestland), além de pioneiro no Velho Continente, também foi o primeiro helicóptero de ataque com controles totalmente computadorizados, o que facilita o trabalho da tripulação, composta pelo piloto e operador de armas.

O Mangusta, a serviço do exército italiano, já foi destacado para conflitos na Macedônia, Angola e Somália, onde operou embarcado a procura dos perigosos piratas no “Chifre da África”. O modelo também já ofereceu suporte aéreo em coalizações no Iraque e Afeganistão.

Segundo dados do frabicante, o Mangusta é impulsionado por duas turbinas (turboshafts) de 890 cv cada. Essa força pode levar o helicóptero a velocidade máxima de 278 km/h e permite levar cerca de 700 kg de armamentos, como foguetes e mísseis anti-tanque.

 

Eurocopter Tiger

Desenvolvido para combater tanques soviéticos nos tempos da Guerra Fria, o Eurocopter Tiger sofreu diversos atrasos no projeto e entrou em operação somente em 2003, mais de uma década após a queda da URSS. Ainda assim, é considerado um dos melhores helicópteros de ataque da atualidade, com ações de combate na Líbia, Mali e Afeganistão. O modelo foi desenvolvido em parceria entre Alemanha, França e Espanha.

Um modelo Tiger com as cores do exército da França (Eurocopter)
Um modelo Tiger com as cores do exército da França (Eurocopter)

Um das principais características do Tiger é sua construção quase que inteiramente em materiais compostos, como fibra de carbono. Esse material alia alta resistência com baixo peso e a alternativa mais adequada para substituir peças fabricadas com metais, que são mais pesadas.

O armamento padrão do helicóptero europeu é um canhão de 30 mm e mísseis anti-tanque Hellfire. A aeronave, cuja assistência atualmente é realizada pela Airbus Helicopters, pode alcançar a velocidade máxima de até 315 km/h. Além dos países que o desenvolveram, o Tiger também foi adquirido pelo exército da Austrália.

Kamov Ka-50/Ka-52

Talvez um dos helicópteros com aspecto visual mais assustador, o Kamov Ka-50, desenvolvido na Rússia nos anos 1980 e introduzido na década seguinte, é uma tremenda máquina mortífera. Pode ser armado com canhões, metralhadoras, mísseis e até mesmo bombas. Além disso, pode voar a 350 km/h por mais de 1.100 km (na versão mais recente Ka-52).

A OTAN chama o Ka-50 de "Alligator" e a versão mais recente, o Ka-52, é o Black Shark (Divulgação)
A OTAN chama o Ka-50 de “Black Shark” e a versão mais recente, o Ka-52, é o “Alligator” (Divulgação)

O que mais chama atenção no aparelho da Kamov são os rotores contra-rotativos, o que permite eliminar o rotor traseiro, uma configuração comum em helicópteros russos. Já os armamentos são fixados em pequenas asas, que na verdade não tem função aerodinâmica. Outra peculiaridade do Ka-50 é o trem de pouso retrátil.

O modelo da Kamov está em serviço na Rússia, Iraque, Quênia e Egito. O Ka-50 foi utilizado em combate apenas em uma oportunidade, durante a intervenção russa na Chechênia, no ano 2000. Cerca de 110 aparelhos desse tipo estão em operação atualmente.

Boeing AH-64 Apache

Helicóptero de ataque mais famoso da atualidade, o AH-64 Apache, desenvolvido originalmente pela Hugues Helicopters, é também uma das armas mais devastadoras no arsenal dos EUA. Além de muito rápido (para um helicóptero), podendo superar os 360 km/h, o Apache também é extremamente preciso em seus ataques e raramente erra um alvo.

O Apache pode carregar até 16 mísseis anti-tanque (US Army)
O Apache pode carregar até 16 mísseis anti-tanque (US Army)

Testado em combate no Iraque, Afeganistão, Líbano e Bálcãs, o Apache se mostrou um notável destruidor de tanques e já abateu milhares de veículos inimigos que cruzaram seu caminho. A principal arma do AH-64 é o míssil AGM-114 Hellfire (até 16 artefatos), com orientação a laser. Além disso, também possui um canhão de 30 mm e pode receber casulos de foguetes, para ataque ou como marcador de alvos para bombardeiros.

O Apache, atualmente um produto da Boeing, é o helicóptero de ataque mais caro da atualidade: a versão mais recente (série E) é avaliada em cerca de US$ 35 milhões. Mas isso não afasta os clientes, pelo contrário. A produção do AH-64 já superou as 2.000 unidades e o aparelho atualmente está em serviço em 15 países. Os principais usuários são os EUA, Israel, Japão e Reino Unido, que opera a versão naval “Sea Apache”.

Mil Mi-35

A imagem de um Mi-35 surgindo no horizonte pode ser o prenúncio de algo muito perigoso. Helicóptero militar russo mais conhecido, o aparelho desenvolvido na década de 1960 pela Mil Moscow Helicopter, é também um dos mais poderosos já concebidos na aviação.

A Força Aérea Brasileira é um dos mais de 50 operadores do Mi-35 (FAB)
A Força Aérea Brasileira é um dos mais de 50 operadores do Mi-35 (FAB)

Desenhado tanto para o ataque como para o transporte de pequenas tropas, a primeira versão do aparelho surgiu em 1969, ainda com o nome Mi-24, na União Soviética e logo foi aplicado com eficácia contra rebeldes no Afeganistão. O modelo também foi utilizado durante a evacuação de Chernobil, na Ucrânia, após o acidente nuclear em abril de 1986. Devido aos altos níveis de radiação, muitos aparelhos foram abandonados em campos pela cidade.

Os primeiros Mi-24 causaram tanta destruição no Afeganistão, que foi justamente sua existência que acelerou o processo de desenvolvimento de mísseis anti-aéreos portáteis nos EUA, que podiam ser lançados por apenas um homem, como o Stinger.

O Mi-35 possui seis pontos de fixação de armas e pode carregar mísseis anti-tanque ou anti-aéreo, metralhadoras pesadas, canhões, foguetes, bombas ou tanques de combustível extras, o que permite realizar longas missões. É também muito rápido: alcança 320 km/h.

O helicóptero da Mil é também o mais popular do mundo e está em operação em 57 países, inclusive nos EUA, que adquiriu três unidades de forma clandestina para estudar seus pontos fracos. Um desses tantos operadores do Mi-35 é a Força Aérea Brasileira (FAB), que possui uma frota com 12 exemplares – os aparelhos são operados pelo Esquadrão Poti, baseado em Rondônia.

Harbin Z-19

O que os chineses não podem fabricar? A China já possui seu próprio helicóptero de ataque, o Harbin Z-19. Introduzido em 2012, o aparelho desenvolvido pela Harbin Aircraft tem desempenho e armamentos modestos, mas conta com algumas peculiaridades, como os abafadores que reduzem o ruído dos motores, o que pode diminuir o tempo de detecção durante um ataque.

Os chineses já fabricaram cerca de 100 unidades do Z-19 (Divulgação)
Os chineses já fabricaram cerca de 100 unidades do Z-19 (Divulgação)

O Z-19 possui quatro pontos de ancoragem de armas e, diferentemente de todos os modelos aqui citados, não é equipado com canhão. Apesar da capacidade de ataque, a principal missão do modelo são operações de reconhecimento, onde pode utilizar seus diferentes sensores de busca.

O helicóptero de ataque fabricado na China alcança 280 km/h e pode permanecer voando por até quatro horas. O exército chinês possui aproximadamente 80 aparelhos.

Mil Mi-28

O Mi-28, outro temido helicóptero desenvolvido pela Mil Moscow, pode ser considerado o “Apache Soviético”, pois tem características e desempenho comparáveis ao do modelo norte-americano. O batismo de fogo do aparelho com as forças russas aconteceu em 2015, no conflito da Síria.

O canhão do Mi-28 pode atingir alvos a 1,5 km de distância com precisão (Divulgação)
O canhão do Mi-28 pode atingir alvos a 1,5 km de distância com precisão (Divulgação)

O desenvolvimento do helicóptero começou ainda nos tempos da URSS, mas atrasos no projeto e a consequente falta de verbas após a queda do regime fizeram o aparelho se tornar realidade somente em 2009, quando finalmente foi introduzido nas forças armadas da Rússia.

E tal como o Apache, o Mi-28 é fortemente armado e possui sistemas de orientação e busca que permitem realizar ataques precisos contra tanques em quaisquer condições climáticas de dia ou a noite. A principal arma do modelo é o canhão de 30 mm com base móvel e capaz de atacar alvos com precisão a 1,5 km de distância.

Depois do Mi-35, é o helicóptero de ataque seguinte na hierarquia das forças armadas russas, que possuem cerca de 100 unidades. Outros operadores do Mi-28 são Quênia e Iraque e ainda há o interesse de Argélia e Venezuela.

Denel Rooivalk

O Apartheid, regime de segregação racial que vigorou na África do Sul entre 1948 até 1994, levou o país a um longo embargo comercial, principalmente de armamentos. Sob essas circunstâncias e também motivado pela dificuldade em combater insurgentes em suas fronteiras com aviões, o país se viu forçado a desenvolver seus próprios meios de defesa para a situação, que exigia um helicóptero de ataque.

O Rooivalk foi desenvolvido para combater insurgentes nas fronteiras da África do Sul (Denel)
O Rooivalk foi desenvolvido para combater insurgentes nas fronteiras da África do Sul (Denel)

Com essa necessidade, a Atlas (atual Denel) iniciou em 1984 o desenvolvimento do Rooivalk, que é até hoje o único helicóptero desenvolvido na África. O projeto, no entanto, foi um enorme desafio para a indústria sul-africana e o aparelho foi concluído somente em 2011.

Apesar de sua concepção considerada simples, o Rooivalk pode surpreender com seu desempenho. O helicóptero de ataque pode voar a velocidade máxima de 310 km/h e possui um ótimo alcance de 740 km – com tanques externos o alcance sobe para 1.300 km.

O embargo também forçou a África do Sul a desenvolver as armas do Rooivalk, no caso um canhão de 20 mm e o míssil anti-tanque Mokopa. Apesar de toda expectativa e necessidade, foram construído apenas 12 aparelhos. O modelo já foi utilizado em combate no Congo em apoio a ações da ONU.

Uma coleção muito interessante de anúncios de produtos e serviços antigos