Almanaque umdoistres

Fevereiro 2014

Todas as publicações em  Almanaque umdoistres são de textos e imagens que circulam diariamente entre as milhares de Caixas de Entrada de grupos que compartilham e-mails entre si. O endereço umdoistres@umdoistres.com.br, desde 2003 faz parte de incontáveis Catálogos de Endereço no Brasil e exterior. Nada publicado aqui é de autoria de nossa equipe - salvo quando assinado.

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CENAS DE UM LEILÃO MILIONÁRIO

Um vaso chinês da dinastia Ming está sendo leiloado.
O lance inicial abre em meio milhão de euros.
O leilão é ao vivo e cada interessado é claramente identificado.
Os lances vão aumentando a todo instante de 100 em 100 mil Euros. (A taxa de câmbio no momento do leilão era de 1,43 dólares para cada euro).
Em poucos segundos, o lance chega a um milhão de euros, e o grito da multidão presente, demonstra o frisson do momento na sala.
O vencedor é o último que dá um lance de um milhão, e o leiloeiro faz a contagem regressiva da proposta.
"Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido para o cavalheiro sentado na segunda fila por um milhão de euros."
Agora, veja o vídeo. O leiloeiro é exuberante. O ritmo é rápido. Isto é como um leilão deve ser executado.
Por favor, note a emoção no rosto do leiloeiro após o lance final.
http://www.youtube.com/embed/3e0yZCLjwfU?rel=0

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A TÁTICA DA SEPARAÇÃO

Por Paulo Saab

Didaticamente, sem a pretensão de cientificismo, mas apenas a de provocar o raciocínio do leitor, tento explicar o que está acontecendo no país sem que a população votante veja ou entenda.

São alguns passos da cartilha petista para perpetuação no poder e dominação da vontade dos brasileiros, sem que seja preciso uma revolução, guerra civil ou mesmo a aparência de mudança da ordem institucional em andamento.

1- A criação de cotas para negros, índios e a prevalência de políticas públicas que visam separar –ainda que contrariando a Constituição – os brasileiros é proposital; apesar de se esconder atrás da busca de justiça para minorias ou segregados, o objetivo final é outro.

2- A ampliação e manutenção de bolsas destinadas a manter como eleitores cativos a população pobre já foi criticada por Lula antes de chegar ao poder. Mas na sua era, levanta-se a bandeira do social, quando na verdade se trata de instrumento eleitoral. Antes, Lula dizia que as elites davam bolsas para impedir o desenvolvimento social e econômico dos pobres. Hoje, chama de idiota quem é contra as bolsas.

3- A divisão de classes defendida de forma indireta pelas ações do governo se colocam no mesmo patamar de desejo de poder, de ter o domínio da situação através da negociação (ou compra) isolada por segmento.

4- O estímulo permanente através do discurso de incitamento das "zelites" contra os pobres faz parte do plano para impedir que pessoas de diferentes níveis econômicos, culturais e educacionais, se unam em torno de bandeiras comuns e se voltem contra o governo.

5- A busca incessante, em nome do social, do controle sobre os meios de comunicação é uma forma de chegar a um ponto em que a mídia não tenha mais uma só palavra de crítica aos governantes no poder. Nada diferente do que fizeram, ao longo da história, ditadores, tít eres, manipuladores, incomodados com as críticas e maravilhados com o incenso, mesmo artificial, de seus "feitos!".

6- A brutal corrupção espalhada em todos os níveis do poder tem como objetivo final, além de enriquecer os poderosos, circunstantes, parentes e amigos, entupir de dinheiro público os cofres partidários para assegurar caixa suficiente para uma campanha eleitoral de qualidade e quantidade (técnicas, claro, porque o conteúdo é falso) no pleito seguinte.

Fico, por ora, por aqui, pois os exemplos acima já são suficientes. Mas pode-se concluir que o objetivo final de todas essas ações é a manutenção do poder sob a aparência da legitimidade, usando dos meios democráticos e disponíveis para manter eternamente a situação vigente.

Em outras palavras, enquanto houver uma crescente luta de classes, separação de etnias, privilégios de minorias, discriminação contra classes econômicas, e divisão proposital dos obj etivos que deveriam ser comuns à população, o grupo no poder garante que não haja a junção de todos esses segmentos para voltar-se contra os governantes e políticos no poder, que criam para eles uma nova classe de privilegiados, de distinções e vida luxuosa. Na antiga União Soviética isso era chamado de "nomenklatura".

Para alcançar este objetivo final o grupo no poder vale-se de todos os meios possíveis, legítimos ou não, comprando com dinheiro público apoios, silêncios, omissões, desinteresses e simpatias inclusive, da própria mídia de massa.

Com disse antes, a propaganda oficial é fantástica na parte técnica e na quantidade de inserções. O conteúdo, mesmo falso, é tratado de forma a parecer que o brasileiro vive de fato no melhor dos mundos.

Este tipo de raciocínio que desenvolvo aqui não se vê saindo da boca de alguém da dita oposição; não se vê nos comerciais dos partidos, não se observa em lugar algum .

Cabe perguntar diante do silêncio obsequioso a esse tipo de tática de esgarçamento do sentido de nação do povo brasileiro (dividir para governar): por que nossos próceres oposicionistas se calam?

Suspeito empiricamente que, como dizia Jânio Quadros, são todos farinha do mesmo saco.

Enquanto de forma estratégica, usando a tática do fatiamento, a ideologia da dominação vai se impondo aos poucos na usurpação da liberdade constitucional, os defensores da liberdade, mudos, sabe-se lá por qual comprometimento,não socorrem sua ideologia libertária, desmascarando publicamente o golpe em andamento contra o País, em nome de atender os pobres. Esse filme é velho. Começou em 1917 e já morreu...só não morre nos países onde a ignorância do povo ainda pode ser explorada.

Fonte: Diário do Comércio - Quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

 
O Brasil foi descoberto por acaso? (Leitura compartilhada)

Por Luiz Flávio Gomes*

Meus amigos: gostaria de resumir e compartilhar com vocês a leitura que fiz de MAGALHÃES, Joaquim Romero de, Quem descobriu o Brasil?, em História do Brasil para ocupados, organização de Luciano Figueiredo. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013. As notas entre colchetes são minhas.

A resposta à pergunta (O Brasil foi descoberto por acaso?), ao que tudo indica, tem que ser positiva, consoante o historiador Joaquim Romero Magalhães (ob. cit., p. 16-20) [O Brasil então seria fruto de um fenômeno que se chama serendipidade, que consiste na descoberta por acaso de algo distinto do que se procurava; nas interceptações telefônicas isso é frequente: procura-se prova de um crime e encontra-se outro crime; procura-se prova contra um determinado criminoso e encontra-se outro]. Em 1499 Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para as Índias. Em 9 de março
de 1500, do Tejo, saiu uma armada (13 navios, com mais de 1500 homens) comandada pelo capitão-mor Pedro Álvares Cabral (ou P. A. de Gouveia), “um homem avisado, de bom saber”, de confiança (de D. João II). A armada passou por Cabo Verde e rumou para o sul (crente de que fazia a mesma rota de Vasco da Gama).

Descoberta não proposital. Em 21 de abril de 1500 foram notados (como escreveu Pero Vaz de Caminha ao rei) “alguns sinais de terra”; no dia 22 de abril, primeiramente foi visto um grande monte (Monte Pascoal), depois a Terra de Vera Cruz, primeiro nome dado (pelo capitão-mor) ao território habitado por indígenas nus, “gente mansa e pacífica”; terra “cheia de grandes arvoredos, de ponta a ponta é toda praia parma, muito chã e muito formosa (...) querendo se aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem”. A armada ia a caminho da Índia, mas acabou descobrindo
[por acaso, em razão de uma serendipidade] o Brasil. Tudo leva a concluir (salvo algumas opiniões em sentido contrário) que esse “achamento” não foi propositado. Tratar-se-ia de um descobrimento ocasional. A razão? Uma excessiva inflexão para o sudoeste da rota da arma de Cabral! Talvez Vasco da Gama, em 1497, já tenha visto essas terras, mas isso é mera suposição. De qualquer modo, “Nenhum documento permite afirmar que Pedro Álvares Cabral partira de Lisboa com o propósito de descobrir novas terras”. A armada partiu com destino à Índia. “Nada indica qualquer
segredo anterior bem guardado” (sobre o suspeitado propósito de descobrir o Brasil). Cabral enviou um navio a Portugal para anunciar a descoberta, que não foi intencional (ao que tudo indica).

O Atlântico e suas surpresas (navegar não era tão preciso como sugerira F. Pessoa). Com a chegada dos portugueses ao Brasil soube-se que o Atlântico era só parcialmente conhecido (pelos espanhois, inicialmente, visto que Cristóvão Colombo chegara nas Antilhas em 1492). Desde o começo do século XV os portugueses já buscavam escravos na África; Bartolomeu Dias, em 1488, já tinha navegado pelo sul da África; Vasco da Gama, desde 1497, já cruzava o Atlântico para ir às Índias; mas faltava a descoberta de novas terras. A precisão da navegação era grande [“Navegar é preciso, viver não é preciso” – F. Pessoa], mas mesmo assim não se tratava de uma operação rigorosamente matemática [Navegar, em suma, não era tão preciso como descrevera F. Pessoa]. O achamento da Terra de Vera Cruz (que o rei D. Manuel passa a chamar de Santa Cruz) foi uma felicidade que se adicionou à missão às Índias. D. Manuel, em carta de 1501, aos Reis Católicos, diz expressamente que a armada de Cabral se dirigia à Índia; depois da descoberta teria seguido seu caminho para via do cabo da Boa Esperança; o escrivão Valentim Fernandes em 20 de maio de 1503 registrou que no incógnito mar outro orbe desconhecido de todos foi achado. A descoberta do Brasil foi um fato absolutamente novo para Portugal (e para o mundo). Em outras palavras, o Brasil é fruto de um achado!

[Origem teocrática do Brasil: Teocratismo significa o governo dominado ou influenciado pela teocracia; teocracia expressa o governo de Deus ou o governo em que os líderes civis levam a cabo uma política coincidente com a religião e crenças dominantes (governo que governa em nome de Deus ou governo que emana de Deus). O teocratismo brasileiro tem várias certidões de nascimento, destacando-se dentre elas a seguinte carta, de 1501, de D. Manuel aos Reis Católicos (da Espanha): “ (...) a frota chegou a uma terra que novamente descobriu a que pôs no nome Santa Cruz (...)
a qual pareceu que nosso Senhor milagrosamente quis que se achasse porque é mui conveniente e necessária à navegação da Índia”. Para D. Manuel a descoberta do Brasil foi um milagre do Senhor. O Brasil, em suma, foi descoberto por acaso (serendipidade) e também por força de um milagre, segundo D. Manuel. Trata-se de um país achado, não de um país cuja descoberta tenha sido minuciosamente planejada].

*LUIZ FLÁVIO GOMES. Estou no professorLFG.com.br
A publicação do texto está autorizada desde que o autor seja citado.

Os Parisienses sob ocupação (1940/1944)

A França foi invadida em maio de 1940 pela Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, que decorreu de 1939 a 1945. Derrotada a França, foi ocupada militarmente primeiro em cerca de dois terços do seu território, e, depois de dezembro de 1942, na totalidade. Os alemães controlavam rigorosamente os movimentos dos civis e estabeleceram severas restrições econômicas. Hitler impôs um regime de direita autoritária e anti-democrática, colaborante com o invasor, encabeçado pelo Marechal Pétain e liderado quase todo o tempo pelo primeiro ministro Laval. O sistema político era ultraconservador e muito repressivo, com frequentes rusgas da polícia secreta e da milícia. A política anti-semita foi posta em prática: os judeus foram obrigados a usar a estrela amarela sobre a roupa. Muitos deles foram perseguidos, deportados e mortos. Entre muitas perseguições, foi especialmente dramática a prisão de milhares de judeus no Vélodrome d’Hiver. Velhos, doentes e crianças sofreram terrivelmente, e muitos foram arrastados para a morte. Ao princípio Pétain tinha alguma popularidade, mas ela foi-se perdendo com o multiplicar das execuções e com o recrutamento obrigatório de jovens para irem trabalhar na Alemanha. Por essa razão organizaram-se poderosos movimentos clandestinos de resistência, comandados do exterior pelo  general De Gaulle. Muitos dos seus militantes, como Jean Moulin, foram presos e torturados. Acompanhe abaixo as fotos registradas durante a ocupação:


 

Século XX
Imagens da cidade de São Paulo até 1940

Na sequencia imagens de enchentes na cidade de São Paulo nos anos de 1950 a 1960 mostrando que esse sério problema que causa tanto transtornos aos paulistano não é um "privilegio" dos tempos atuais. São mais de 50 anos de enchentes e até agora nada resolvido.

Avenida 9 de Julho 1962

Avenida Cruzeiro do Sul 1957

Unibus enfrentando enchente 1956

Marginal Tiete 1960

   Rua Teixeira Leite 1956

Túnel do Anhangabau 1963

Vale do Anhangabau 1967