Almanaque umdoistres

Abril 2021

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As máquinas agrícolas produzidas mais estranha do mundo.
 

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 Cachoeira de Sangue:
descoberta foi uma saga de disputas, tragédia e sorte

Uma visão do inferno?
77º43'S, 162º'16'L
Cachoeira de Sangue
Geleira de Taylor, Vales Secos de McMurdo, Antártida

No começo do século passado, a Antártida era o último território a ser desbravado por exploradores neste planeta. Somente a corrida espacial, décadas depois, a superaria em termos de rivalidade política e ousadia científica. As pessoas acompanhavam excitadas nos jornais as notícias das expedições em busca de respostas como a localização exata do Polo Sul ou se o que existe "lá embaixo" é um grande continente, duas massas de terras menores ou apenas um mar congelado.

A disputa mais cativante da época se deu entre Robert Falcon Scott e Roald Amundsen. Scott, capitão da Marinha Real Britânica, ficou famoso em 1902 por ter sido o homem que foi mais ao sul do que todos os outros, ao liderar a expedição que descobriu o Planalto Antártico, onde fica o Polo Sul, e alcançar a latitude recorde de 82ºS. Amundsen, explorador norueguês, foi o primeiro homem de que se tem registro a cruzar a Passagem do Noroeste, a via marítima que conecta o Atlântico e o Pacífico através do Ártico. Em 1909, ele contornou uma série de estreitos, venceu o gelo e virou uma lenda.


 


Robert Falcon Scott, um dos mais famosos exploradores britânicos
 

Roald Amundsen, o detonador dos polos
 

Em 1911, Scott anunciou uma nova expedição para vencer os oito graus restantes e chegar, enfim, ao Polo Sul. Ele estabeleceu duas bases e já estava com os preparativos adiantados quando soube que Amundsen também estava na disputa. Amundsen desejava, originalmente, atingir o Polo Norte, mas teria sido vencido por dois americanos: Robert Peary e Frederick Cook chegaram lá antes, em viagens separadas (o que foi motivo de debate por muito tempo, mas anos depois evidências indicaram que nenhum dos dois chegou ao Polo Norte).

Amundsen estava fora do jogo na corrida pelo Polo Norte, então migrou seu desejo por glória eterna para a Antártica. A pressão recaía sobre Scott.

Em 20 de outubro de 1911, Amundsen partiu com uma equipe de cinco homens e 52 cachorros. Logo chegou a territórios desconhecidos, subiu a geleira Axel Heiberg e, perto do topo, precisou matar 24 cães, que serviram de comida aos restantes (e aos exploradores). A situação estava longe de ser tranquila, como se vê.

Scott não baseou seu transporte apenas em cachorros. Pôneis, trenós motorizados e os próprios braços e pernas dos homens, puxando os trenós, deveriam dividir a missão, que tinha um caráter parte exploratória, parte científica. Scott e mais cinco seguiram o caminho traçado em 1908 por um ex-subalterno, Ernest Shackleton, que bateu seu recorde e chegou a 88ºS – só não atingiu o Polo Sul por falta de comida.

Outros membros da expedição tiveram objetivos diferentes. O experiente geógrafo Thomas Griffith Taylor liderou o time de geólogos, que deveria mapear regiões então desconhecidas, especialmente nos Vales Secos de McMurdo.

 


Thomas Griffith Taylor, explorador e cientista australiano, nascido na Inglaterra

TLá, Taylor encontrou uma das paisagens mais tétricas do planeta: um fluxo de água cor de sangue que brota da geleira (que ganharia o nome do cientista). Taylor acreditou que a vermelhidão era causada por algas na água. Por muito tempo, essa era a hipótese mais aceita.
 


 

Em 2018, um estudo mostrou que esse líquido que borbulha das fissuras de uma geleira onde a temperatura média é de – 17ºC não é obra de algas, mas de óxido de ferro. Com um radar para escanear o interior da geleira, os cientistas descobriram uma rede de rios e um lago subglaciais cheios de salmoura e ferro.

A água salgada congela a uma temperatura mais baixa que água pura e libera calor à medida que congela. Por isso, ela derrete a geleira por dentro, fazendo com que o feixe de água escorra. Já a vermelhidão é causada pelo ferro.

Há cerca de 2 milhões de anos, a geleira englobou um bolsão de água que continha uma comunidade microbiana. Isolados do resto do planeta por uma vastidão de gelo, em um ambiente sem luz, calor e oxigênio livre, os micróbios se transformaram em uma espécie de cápsula do tempo, que mostra como era a vida na Terra em um tempo em que o Homo habilis aprendia a usar ferramentas de pedra lascada na África.

 

A Cachoeira de Sangue pode até ter um nome cativante, que salta aos olhos de jogadores de RPG, ouvintes de death metal, turistas extremos e jornalistas sedentos por títulos chamativos, mas quem se interessa mesmo por ela são os cientistas. Isso graças a uma descoberta inesperada, em uma jornada cheia de riscos para Taylor.

Em janeiro de 1912, a equipe estava pronta para retornar, à espera do barco de apoio do navio Terra Nova. A embarcação não pôde alcançá-la, então o time precisou esperar três semanas, até que resolveu ir andando. Os homens de Taylor caminharam por 13 dias no gelo até serem localizados pelo Terra Nova.

Só depois o geógrafo teve noção real do tamanho da sorte que tivera. Em 17 de janeiro, dois dias depois que eles iniciaram a espera pelo resgate, a equipe de Scott atingiu o Polo Sul. Seria uma vitória épica não tivessem eles encontrado um registro de que Amundsen, ao lado de Helmer Hanssen, Olav Bjaaland, Oscar Wisting e Sverre Hassel, chegara antes.

Equipe do capitão britânico Robert Falcon Scott descobriu que o norueguês Roald Amundsen tinha chegado um mês antes ao polo sul

Desapontados, os cinco iniciaram o caminho de volta. A decepção era o menor dos problemas. Comida e combustível estavam perto do fim, o escorbuto começava a aparecer, o frio e o vento faziam de cada passo uma tormenta.

Em meados de fevereiro, um dos homens de Scott, Edgar Evans, morreu próximo a uma base. Um mês depois, Lawrence Oates, sofrendo com a gangrena que tomava seu corpo, saiu da barraca no meio de uma nevasca. A atitude foi interpretada como um sacrifício para tentar dar mais tempo aos camaradas para se salvarem, pois ele sabia que não sobreviveria, naquelas condições, a uma tempestade.


O heroísmo de Oates fez bem a sua biografia e à história da missão, mas não adiantou muito para os colegas. Scott, Henry Bowers e Edward Wilson foram forçados a permanecer na tenda devido ao mau tempo, mesmo estando já próximos, 18 km, de uma base bem abastecida.

Assim ficaram. Seus corpos foram encontrados na primavera seguinte.

Scott morreu carregando um bilhete em que Amundsen pedia que informasse o rei da Noruega caso ele não conseguisse sobreviver ao caminho de volta para dar as boas novas ao monarca pessoalmente. Era verdade esse bilhete, pois, com ele, havia uma carta escrita por Amundsen. Ela era endereçada a Sua Majestade Real Haakon VII da Noruega e descrevia como, em 14 de dezembro de 1911, os cinco homens da Expedição Fram chegaram ao Polo Sul com dois trenós e 16 cachorros, fincaram a bandeira da Noruega e batizaram o Planalto Antártico com o nome do rei.

A Cachoeira de Sangue talvez tenha salvado a vida de Taylor, que viveu o resto da vida plenamente. Tornou-se um prolífico intelectual, criou polêmicas com seus textos sobre raça e geografia, mudou-se para os Estados Unidos, retornou à Austrália e morreu aos 82 anos, em 1963.

Fonte: https://terraavista.blogosfera.uol.com.br/2021/03/14/cachoeira-de-sangue-descoberta-foi-uma-saga-de-disputas-tragedia-e-sorte/                        

Como comprar uma casa com alguém sem estar casado?
Confira dicas de especialistas



 

Seja por corte de custos ou para fugir da solidão, pandemia impulsiona casais a dividirem o mesmo teto; planejamento e contrato estabelecendo as ‘regras do jogo’ são fundamentais para evitar dores de cabeça.

A decisão de desembolsar as economias acumuladas ao longo de uma vida deve ser muito bem preparada e nunca tomada por impulso ou desejo imediato.

As décadas passaram, a sociedade evoluiu e hoje um casal não precisa mais da benção religiosa ou do reconhecimento do Estado para dividir o mesmo teto. E a pandemia do novo coronavírus deve acelerar ainda mais essa mudança de comportamento. Seja pelo corte de despesas por causa da crise econômica ou para fugir da solidão imposta pelas medidas de confinamento, está se tornando mais comum que casais que não necessariamente sentem o desejo de oficializar o matrimônio se juntem para adquirir o imóvel próprio. E o momento nunca esteve tão oportuno. Números da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram que as vendas de apartamentos no terceiro trimestre do ano passado subiram 23,7% na comparação com o mesmo período de 2019. Já o Painel do Mercado Imobiliário, produzido pela plataforma Kenlo, aponta que a venda de apartamentos usados cresceu 52% em 2020. Porém, há uma série de considerações que deve ser levada em conta antes de seguir adiante.


Especialistas em planejamento financeiro e direito da família apontam a necessidade de tomar decisões preventivas para evitar futuras dores de cabeça. A principal delas é ter em mente que um dia este relacionamento vai chegar ao fim, seja pela separação do casal ou com a morte de um dos lados. A aquisição de um bem por um casal, mesmo que não tenha o relacionamento chancelado pelo cartório, é um indício de união estável, o que já cria um arcabouço jurídico próprio para a uma futura ruptura do relacionamento. Pela ótica do direito de família, a união estável é uma situação que não obrigatoriamente precisa ser reconhecida de forma oficial. Ou seja, mesmo que o casal não tenha declarado perante a Justiça que mantém esse tipo de relacionamento, a forma que eles convivem já pode se caracterizar como união estável, e implicar todas as consequências jurídicas que isso envolve. “A união estável se caracteriza pela união pública estável e duradoura, com o intuito de gerar família. Pelos direitos patrimoniais que ela cria, se esse imóvel for comprado por uma das partes durante a união, vai ter que ser dividido quando houver a separação”, afirma Camila Zynger especialista em direito da Família e Sucessões, do Neves De Rosso e Fonseca Advogados. O namoro qualificado é, juridicamente, o passo anterior à união estável, e dentro dele não há obrigações patrimoniais. Porém, a linha que separa os dois tipos de relacionamento é tênue. “É muito difícil distinguir entre os dois quando as pessoas moram juntas. Um casal pode ter um namoro qualificado, e dentro de poucos dias se tornar uma união estável. É uma situação nova e que no fim quem vai decidir é a Justiça”, diz a advogada.

A formulação de um contrato entre as partes é a melhor forma de garantir a harmonia numa futura separação. O documento, que pode ser confeccionado por qualquer advogado e reconhecido em cartório, deve contar com o que o educador financeiro Reginaldo Domingos chama de “regras do jogo.” A expressão pode ser vista como uma forma menos romântica de deixar registrada as condições de separação do casal. As opções mais tradicionais são as divisões totais ou parciais de bens. A primeira indica que cada parte do casal tem o seu próprio matrimônio, e que ele será mantido desta forma após a separação. Já a separação parcial indica que tudo o que for conquistado por qualquer uma das partes a partir do início da relação será dividido entre os dois ao fim do relacionamento. “Esse tipo de situação não pode ser vista de forma emocional, tem que ser pela razão. Por isso um advogado irá contemplar todas essas questões de uma forma fria. A paixão, muitas vezes, não enxerga como um todo, e para isso é preciso ter uma visão de 360º”, afirma.

Fonte: https://jovempan.com.br/noticias/economia/como-comprar-uma-casa-com-alguem-sem-estar-casado-confira-dicas-de-especialistas.html


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